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Vinde benditos de meu Pai, e possuí o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo

Este blog tem a finalidade de propagar o Evangelho do Reino a toda criatura.  Que o Espírito Santo fale aos nossos corações ; que possamos ouvir a voz do Senhor para sermos verdadeiramente alimentados Dele e por Ele !

"Querido Pai celestial, queremos Te adorar e agradecer, porque é tudo para o Teu prazer. Tudo é pela obra consumada de Cristo. Tudo é pelo poder do Espírito Santo.

 Capacita-nos a nos rendermos a Ti, a desistirmos de nossos direitos, e a deixarmos que Tu tenhas pleno domínio sobre nós, não apenas individualmente, mas juntos, para que Teu Reino possa se tornar uma realidade em nós hoje, e possamos estar aptos para proclamar o evangelho de Jesus Cristo.

 Senhor, revela-Te a nós e mostra-nos a Tua Glória.

Concede que Te vejamos e ouçamos para que possamos responder adequadamente a Ti.

Mostra-nos toda Tua beleza, grandeza e benignidade e enche-nos com Teu amor de forma a sermos constrangidos a seguir-Te. Abre nosso entendimento para que entendamos que TUDO JÁ FOI CONSUMADO !!! Amado Jesus, Tu prometeste que voltarias para nos receber para Ti mesmo. 

Senhor, como desejamos poder satisfazer o Teu coração e estarmos prontos para Ti ! Não permitas que sejamos indiferentes; não permitas que estejamos voltados para esta terra; não permitas que pensemos: " o nosso Senhor demora-se...", mas que possamos viver diariamente no Espírito do Arrebatamento.

No Teu precioso Nome,

Amém."

Comei, amigos, bebei abundantemente, oh amados !!

                 ( cantares 5:1b )


***************************

Por Eneida Stawinski - July 8th, 2014, 21:30, Categoría: General
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Vida em Profundidade

Devemos refletir sobre que tipo de viver entre os cristãos agrada a Deus, que tipo de viver e perseverante e imutável, e que tipo de viver pode sobreviver aos infortúnios e suportar testes. Por que alguns cristãos no inicio de sua experiência parecem tão brilhantes, mas depois de algum tempo não se pode encontrá-los? Por que é que alguns desistem na metade do caminho durante sua peregrinação? Por que é que alguns não conseguem seguir o Senhor ate o fim? Isto tem um relacionamento muito íntimo com o modo como vivem. Se um cristão não tem vida normal, ele e inseguro e é fácil desistir. Portanto, não devemos negligenciar esta questão.



UMA VIDA SUPERFICIAL


Marcos 4:5-6 diz: "Outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o Sol a queimou; e porque não tinha raiz, secou-se". Esta e uma das parábolas do Senhor Jesus sobre a semeadura de sementes. Nos versículos 16-17, o Senhor explica aos discípulos esta parábola: "Semelhantemente São estes os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo antes de pouca duração; em lhes chegando a angustia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam". Pela explicação do Senhor, vemos que esta e uma vida superficial que não pode suportar ou resistir ao teste das provações. Este tipo de vida aparentemente tem um bom começo, mas acaba miseravelmente. De acordo com este fenômeno, é algo que "logo nasceu". Assim que brotou, obviamente a casca exterior da semente rompeu-se, e ela germinou. Isto quer dizer: a palavra não e mais simples doutrina para esta pessoa, mas foi transformada em vida. Como germinou e germinou rapidamente, igualmente, é como se o desenvolvimento fosse tão rápido e o progresso tão maravilhoso que ela tem razão de sentir-se satisfeita. Contudo, o fim é decepcionante, porque quando o sol está alto, ela é queimada e seca. Ela é a mais rápida para germinar, bem como para secar. Brotos que não podem resistir ao calor do sol têm pouca esperança de amadurecer e estão sujeitos a secar muito cedo. A condição da vida de muitos cristãos e exatamente assim. Muitos cristãos, imediatamente após ouvirem a palavra, prontamente a recebem com alegria sob a ilusão de que obtiveram tudo, entenderam tudo, estão preparados para pagar qualquer preço, e estão prontos para andar em qualquer caminho. Diante de Deus, eles têm a vontade e a consagração; diante dos homens, eles dão testemunho e são bastante zelosos. Contudo, quando menos esperam, quando lhes sobrevém alguma provação, eles logo começam a ficar abalados, sentem-se um tanto desanimados, acham insuportável, fogem diante do medo e, inevitavelmente, caem.


Irmãos e irmãs, para nós que já somos cristãos, o queimar do sol e indispensável porque ajuda nosso crescimento e auxilia nosso amadurecimento. Se você não pode manter-se em pé, e cai assim que encontra o calor do sol, isto indica quão superficial você é. O queimar do sol apenas exporá sua verdadeira condição; ele não roubará o que você realmente possui. É possível que a Palavra de Deus seja incapaz de suportar o queimar do sol? Não. O problema é como a Palavra de Deus é recebida. Por que ela germinou imediatamente, e secou assim que foi exposta ao calor do sol? Qual é a causa? Na Palavra do Senhor, podemos ver três razões para isto.



Primeira razão: Superficialidade do solo


A primeira razão e a superficialidade do solo. Isto significa que não há terreno e, conseqüentemente, nenhuma profundidade. Um cristão cujo solo é superficial nada tem interiormente. Quando tal pessoa ouve a palavra, toda frase parece ser prontamente recebida e bem compreendida. Ele está apto para transmiti-la a outras pessoas e pronto a dar testemunho diante delas. É tão fácil tal pessoa perder a verdade que ouviu, destruí-la, e desfazer o que disse a outras pessoas. Ela é facilmente satisfeita e também, sente fome facilmente; ela torna-se feliz e triste facilmente; ela com facilidade se entusiasma e também esfria; facilmente ri e chora. Tal pessoa é superficial; tal pessoa está vivendo em suas emoções e circunstâncias.

Sabemos que se uma árvore é alta, suas raízes devem ser profundas. Algumas podem atingir a profundidade de até três ou quatro quilômetros. Uma árvore que não consegue absorver água da superfície, sabe-se que aprofunda suas raízes até atingir a fonte de água. As palmeiras no Deserto da Arábia, apesar do calor do sol, permanecem com folhagem verde, porque extraem água descendo as profundezas, capacitando­-as a resistir ao sol ardente. Se um cristão aprofundou suas raízes, ele também será capaz de resistir ao calor do sol. Oh! Todos aqueles que vivem nos seus sentimentos ou influenciados pelas circunstâncias são pessoas sem profundidade. Também aqueles que são propensos a oscilar por suas emoções, e são influenciados pelo ambiente, não tem profundidade. Aqueles cuja vida está profundamente enraizada não prestam atenção as circunstâncias, nem vivem por sentimento, mas somente por fé. Eles não olham nem dependem das circunstâncias, mas vêem o Senhor atrás delas. Tais pessoas têm o amparo, o suporte e o poder que vem de Deus, em vez de serem influenciados pelas circunstâncias. Se uma pessoa não vive olhando para o Senhor por trás das circunstâncias, mas para as emoções e circunstâncias, não haverá uma única verdade ou ensinamento que ela seja capaz de possuir profundamente. Quando as circunstâncias São favoráveis, ela é ativa e eufórica, mas assim que encontra provações, torna­-se desanimada, depressiva e melancólica. Assim que a cruz a confronta, tal pessoa cai. Irmãos e irmãs, se vocês ficam abatidos e recuam quando encontram provações, isto prova que estão sem profundidade. Quando o sol os queima, imediatamente vocês murcham.



Segunda Razão: Falta de Raiz


A segunda razão e a ausência de raiz. Que é raiz? A parte de uma árvore exposta à vista é o tronco e o que está fora da vista, no solo, é a raiz; aquela parte com vida e que é visível são os galhos; a parte com vida, mas que é invisível é a raiz. Portanto, a raiz representa a vida escondida. Todo aquele que não tem raiz no Senhor, sua vida deve ser seca. Todo aquele que não tem vida oculta espiritualmente, e nada tem, além do que é manifesto diante dos homens, não tem raiz. Raiz e a parte invisível oculta; o que e exposto e visível não é raiz. Raiz é a invisível parte oculta; o que e exposto e visível não é raiz. Irmãos, vocês devem perguntar-se: além daquela parte de sua vida que é visível diante dos homens, quanto de vida oculta você tem diante do Senhor? Se tudo o que você tem é o pouco que é o exposto, nada há de maravilhoso porque você murcha assim que o sol se levanta e esquenta. Em nosso viver espiritual não há nada capaz de nos sustentar como a vida escondida. Se encontrarmos um irmão ou irmã que caíram, não olhemos a queda como um acontecimento acidental ou repentino. Ao invés disso, devemos perceber que anteriormente havia algo errado com sua vida oculta diante de Deus. Desde que ele não tem raiz, ele cai quando o sol se levanta para queimá-lo.

Em Mateus 6:6, o Senhor Jesus diz: "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, oraras a teu Pai que esta em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensara". Fechar a porta é a vida oculta, e isso é raiz. Aqui, o Senhor fala de um modo peculiar: o Pai vê em secreto. Oh! a oração pode ser vista! Sempre pensamos que a oração é ouvida mas o Senhor diz que ela e vista. Portanto, algumas vezes não temos palavras na presença de Deus, mas apenas uma atitude - isto e precioso também. Oh! irmãos e irmãs, que proporção de sua vida é vista por Deus em secreto? Ou tudo o que vocês tem e visível diante dos homens? Quanto de sua vida espiritual diante de Deus nunca foi divulgado? Quanto da experiência que vocês tem é comparado com a que Paulo manteve em segredo das outras pessoas por quatorze anos? (2 Co 12:2). Se nada têm, isto indica que você não tem raiz. Se você e uma pessoa sem raiz, você imediatamente cairá quando o sol se levanta para queimá-lo. Irmãos e irmãs, daquilo que vocês possuem, apenas o que Pode sobreviver ao teste das provações é digno de confiança. Se vocês não aprofundaram suas raízes o bastante, vocês estão sujeitos a fracassar.



Terceira Razão: Empedramento do Solo


A terceira razão é que embaixo da superfície terrestre também há pedras. Não é que uma pessoa com pouca terra esteja sem vontade de aprofundar suas raízes, mas as pedras lá estão para obstruí-las. Superficialmente, ela é como as outras pessoas, mas em seu interior há pecados escondidos e ego endurecido. Na Bíblia, pedra tem diversos sentidos, um dos quais e o coração de pedra (Ez 36:26). Se desejamos aprofundar nossas raízes, não devemos endurecer nossos corações (Hb 3:8). Muitos cristãos nunca foram contrariados em seu modo de pensar e nunca foram quebrados. Eles sempre têm muitas razões para rejeitar a vontade de Deus e insistir em seus próprios pontos de vista, se uma coisa deve ser feita deste ou daquele modo. Eles têm pedras interiormente, e seu coração é muito duro. Deus tem de destruir suas pedras interiores antes que possam aprofundar suas raízes. Ha apenas uma espécie de pessoa que aprofunda as raízes: aquele que teme a Palavra do Senhor (Is 66:5). Irmãos e irmãs, vocês precisam saber que um coração insubmisso a Deus e um coração de pedra. Devemos pedir a Deus que nos ilumine para ver quão grandes são as pedras em nós. Se temos pedras interiormente, não podemos aprofundar raízes. Então, quando o sol se levanta e esquenta, como não murchar?

As pedras não existem apenas por causa de um coração endurecido, mas também por causa de pecados ocultos. Talvez, em sua vida, haja um determinado pecado do qual você não se livrou, porque o preço é alto demais para que você tenha coragem de tratar com ele. Ou talvez a exigência de Deus seja forte demais para você ceder, resultando em argumentação e discussão com Deus. Se você tolera que seu pecado oculto permaneça, você não pode aprofundar raízes. Como, então, evitar de murchar quando o sol aparece e esquenta?



O QUEIMAR DO SOL


Irmãos e irmãs, sem luz nós não compreenderíamos quão superficiais somos. Se não fosse pelo queimar do sol, não poderíamos entender porque aqueles que desabrocham mais rapidamente, são também aqueles que murcham mais rapidamente. Quantas vezes nos enganamos sendo complacentes com nosso estado espiritual e vemo-nos como pessoas maravilhosas! Contudo, para nossa grande surpresa, quando o sol aparece e esquenta, imediatamente murchamos.

Por que Deus permite o queimar do sol e também consente que dificuldades nos sucedam? Irmãos, vocês devem saber que esta é a expressão final e máxima do amor do Senhor - a cruz. Oh! nada há que possa cultivar nossa vida espiritual tão bem quanto a cruz; nenhum teste pode ser melhor que a cruz. Um dia, quando ouvimos a palavra da verdade, aceitamo-la com alegria, imediatamente, e também consagramo-nos a Deus. Supomos que somos muito certos e super valorizamo-nos; assim Deus especialmente nos envia os testes e a cruz para que sejamos capazes de ver-nos. Conseqüentemente, um dia nós até mesmo temos uma controvérsia com Deus. O que esperamos de Deus não é esta direção, mas Ele verdadeiramente faz assim. Aonde Deus quer que vamos, não é aonde gostáramos de ir; o que Ele nos designa para fazer não é o que estamos dispostos a fazer. Portanto, não estamos satisfeitos; e inevitavelmente entendemos mal e culpamos Deus, e temos uma controvérsia com Ele. Irmãos, por favor, lembrem-se de que esta controvérsia é que os leva a condição de murchar. Todo murchar espiritual começa com desentendimento com Deus. Oh! se Deus cede e você vence, você esta condenado a murchar. Portanto, a cruz é-nos um teste para decidir se nossa vida penetrará nas riquezas ou murchara. Em outras palavras, se nossa vida será abundante ou secará depende de como tratamos com nossa divergência com Deus. Se você prevalece e Deus cede, não há outro resultado para sua vida a não ser murchar. Portanto você nunca deve regozijar-se por sua vitória aparente nem se deleitar em sua liberdade. Você precisa saber que isto simplesmente mostra que sua vida logo murchará, e que seu viver degenerar-se-á em breve. Isto e o que a experiência de muitos cristãos confirma. Não há uma vez em que Deus cede, e que sua vida permanece abundante. Portanto, se entre Deus e você ainda existe uma negociação não concluída, um problema não resolvido, e um ponto obscuro sobre a vontade de Deus, você deve ser extremamente cuidadoso. Se está em dúvida, insatisfeito com os arranjos de Deus e escolhe o caminho que você mesmo considera bom, então não precisa esperar ate o resultado tornar-se aparente; anteriormente você já começou a murchar.

Irmãos e irmãs, não devemos imaginar que realmente adquirimos algo simplesmente por ouvir uma mensagem. Deus terá de criar circunstâncias tais que vocês verdadeiramente sentirão a necessidade da palavra que ouviram, de maneira a testar se aceitaram realmente ou superficialmente a palavra. Deus tem de arquitetar uma circunstância para revelar-lhes que nenhum preceito da Escritura pode ser adquirido sem pagar-se um preço. Por exemplo, depois que ouviram uma palavra sobre paciência, Deus arranjar-lhes-á tribulação porque "tribulação produz paciência" (Rm 5:3). Quando ouvirem a palavra sobre obediência, Deus ira prová-los com situações difíceis para que aprendam a obediência pelas coisas que sofrem (Hb 5:8). Após ouvirem a palavra sobre doçura, Deus, um dia, leva-os, face a face com muitas pessoas e problemas irritantes, que os fazem aprender a "ser brando para com todos" (2 Tm 2:24). Depois de ouvirem a palavra que diz que devem ter fé, Deus parecera ocultar-Se e não lhes dar atenção quando chamarem por Ele, para que não vacilem por incredulidade, mas sejam fortes na fé, dando gloria a Deus (Rm 4:20). Cada vez que vocês ouvirem alguma palavra, se suportarem o teste, a palavra então estará garantida em vocês.

Deus nunca permitirá que paremos no estágio de ouvir uma mensagem e consagrar-nos. Ele deve testar-nos. Deus somente pode fazer uso daqueles vasos que ainda podem permanecer firmes após passar pelo teste da provação. Certa vez uma irmã idosa, ha muito tempo a serviço do Senhor, falou a um irmão jovem que começava a servir: "Todo pão colocado nas mãos do Senhor, Ele primeiramente parte, e então distribui a outras pessoas. Um pão não partido não pode tornar-se sustento para a vida de outras pessoas. E muito comum que, por um lado consagremo-nos a Deus, mas por outro lado, nosso corarão silenciosamente fala com esperança: Oh! Senhor, eu realmente já me consagrei a Ti, mas peço-Te que nunca me quebres! Todos nós esperamos que o pão permaneça intacto para sempre, e que fique permanentemente onde foi colocado. Mas nenhum pão nas mãos do Senhor fica inteiro. Se você não deseja ser quebrado pelo Senhor; então, não se coloque em Suas mãos". Irmãos e irmãs, estas são palavras ditas pela experiência pessoal daqueles que conhecem o Senhor. Todo pão colocado nas mãos do Senhor é partido por Ele. Aqui é onde esta a dificuldade de muitos irmãos: após ouvir um sermão, alguém alegremente diz: "Oh! Senhor, eu ofereço-Te tudo o que tenho". Mas, quando o Senhor esta partindo-o, esperava que isto não acontecesse. Irmãos e irmãs, enquanto estão nas mãos de Deus, vocês não estão dispostos a ser quebrados por Ele. Tal vida é a mais dolorosa. Se vocês esperam que sua vida seja abundante, devem permitir que Deus ordene muitos testes para prová-los.



VIDA NAS PROFUNDEZAS


Oséias 14:5-7 diz: "Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como lírio, e lançará as suas raízes como o cedro do Líbano. Estender-se-ão os seus ramos, o seu esplendor será como o da oliveira, e a sua fragrância como a do Líbano. Os que se assentam de novo a sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal, e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano". Nesta passagem, Líbano e mencionado três vezes: uma vez como um lírio, uma vez como uma oliveira e uma vez como o vinho. Por que e dada tal ênfase ao Líbano aqui? E porque o cedro da montanha do Líbano e muito alto e suas raízes são muito profundas. A Bíblia usa o cedro do Líbano para representar a maior e mais alta árvore na terra; ele também é apresentado como símbolo daquelas pessoas que aprofundam suas raízes. Nesta passagem, o lírio é a primeira alusão ao Líbano, depois a oliveira e finalmente o vinho. o fato de a Bíblia falar desta maneira tem um profundo significado. Apenas falaremos brevemente a esses respeito aqui.

Por que o lírio é comparado ao Líbano? Um lírio e puro e bonito. O lírio referido aqui cresce no deserto e não no jardim de uma casa. Não há jardineiro para cultivá-lo, mas depende unicamente do calor do sol, da chuva e do orvalho para sustento. Nós, cristãos, somos os lírios dos vales (Ct 2:1), confiando totalmente no cultivo e sustento de Deus. Uma vida espiritual pura e bela provém de uma comunhão ininterrupta com Deus. Portanto, é dito para crescer como o lírio e lançar suas raízes como o cedro do Líbano.

Por que uma oliveira é citada junto ao Líbano? Aos olhos dos homens, uma oliveira não tem beleza. Se dissermos que a beleza e a peônia (N.R. - erva com grandes flores, de grande beleza ornamental), e fácil para as pessoas entenderem, mas dever-se-ia dizer o contrário em relação a uma oliveira. Contudo, a Bíblia mostra que a beleza aos olhos de Deus não e a beleza superficial, mas o fruto na realidade. A oliveira e uma árvore que gera um fruto que produz óleo - sua beleza esta no seu fruto. A beleza de um cristão está em gerar o fruto do Espírito. Isto pode ser adquirido apenas lançando e fixando raízes nas profundezas. Portanto, é dito que sua beleza é como a oliveira e seu aroma como o Líbano.

Por que o vinho está relacionado ao Líbano? E dito: "florescerão como a vide". Alguma vez já vimos a flor da vide? Sua flor é minúscula! Logo apos o florescer, as uvas aparecem. Nunca vimos a flor da vide num vaso de flores. Por que não é dito que a flor e como a do pessegueiro ou como o crisântemo? Porque a flor que Deus honra não e para as pessoas apreciarem, mas a que pode produzir fruto como a vida. O que Deus requer de um cristão e que lance raízes e produza frutos abundantemente. Eis porque é dito que eles florescerão como a vide, e a sua fragrância será como a do vinho do Líbano.

Líbano é citado três vezes aqui - todas com o propósito de chamar nossa atenção à vida nas profundezas. Embora esta vida nas profundezas seja como o lírio crescendo num vale isolado, como a oliveira que não é bonita exteriormente e como a vide que não se sobressai ao florescer, ainda assim ela e o resultado de olhar para Deus com simplicidade, e é capaz de produzir muito fruto. Este e o tipo de viver que um cristão deve ter. E impossível ter esta espécie de viver, a não ser que aprofundemos as raízes. Para atingir este tipo de viver deve haver um exercício regular diário. Separe pelo menos um pequeno tempo somente para orar ler a Palavra lendo e orando simultaneamente na presença de Deus. Se possível, também reserve algum tempo para orar pelos santos, pelas igrejas em vários lugares, e pela obra de Deus. Se um cristão não lê a Escritura e não ora toda manhã, é inútil falar sobre vida em profundidade. Lançar raiz não são meras palavras, mas uma prática verdadeira em nosso viver diário. Quando você começa a aprender, é necessário pagar um preço por isto. Possa o amor de Deus atrair-nos para as profundezas, dia após dia, para que possamos aprofundar nossas raízes cada vez mais.

Para viver uma vida nas profundezas, é necessário ter comunhão íntima e direta com o Senhor. Cantares 4:12 diz: "Jardim fechado es tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada". Aqui é falado sobre um jardim. Como é visto na Bíblia, um jardim foi a primeira idéia de Deus.

Diferente de uma terra comum para plantação de um modo geral, ou de um campo especifico para lavoura, um jardim é somente para beleza e desfrute. Num jardim pode haver árvores, mas o propósito não é a madeira; ou pode haver árvores frutíferas, mas ainda o propósito não é gerar frutos. A importância de um jardim esta relacionada a suas flores. Elas foram plantadas apenas por sua beleza. Plantar flores e, portanto, para a satisfação dos olhos. Descrever este jardim como um "jardim fechado" significa que ele não é um parque público ao qual todos tem acesso para ter prazer, mas é fechado exclusivamente para Cristo. A beleza interior e para ser vista e apreciada somente por Cristo. Este tipo de viver não pretende agradar aos homens mas apenas a Cristo.

Este tipo de vida e "um manancial recluso". Um manancial é para as pessoas usarem; embora seja assim, ainda está reservado para o Senhor.

Esta espécie de vida e "uma fonte selada". Um manancial é produzido pelo trabalho humano, mas uma fonte não. Um manancial é para os homens, mas uma fonte e para Deus. Uma fonte e para a alegria e o contentamento que adquirimos na presença de Deus. Tal experiência não é para ser deliberadamente exposta a outras pessoas porque ela e uma fonte selada.

Resumindo, um cristão nunca deveria, intencionalmente, exibir sua beleza, busca e experiência espirituais para que outros vejam. Por outro lado, tudo deveria ser silenciosamente selado para o Senhor. Somente esta espécie de vida nas profundezas satisfará o coração do Senhor.

Irmãos e irmãs, nossa vida e muitas vezes tão superficial e uma grande parte dela é exposta na superfície. Possa o Senhor conceder-nos graça permitindo que a cruz faça uma obra profunda em nosso interior para que possamos firmar raízes a fim de ter vida nas profundezas para cumprir as exigências de Deus e satisfazer Seu coração.


                           Watchman Nee


Por Eneida Stawinski - July 8th, 2014, 21:19, Categoría: General
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Verdadeiro arrependimento

A tristeza segundo Deus produz arrependimento. 2 Coríntios 7.10 O verdadeiro arrependimento é obra do Espírito de Deus. O arrependimento é uma flor seleta que não brota no jardim da natureza humana.
A pérola se forma naturalmente no interior da ostra, mas o arrependimento nunca se manifesta nos pecadores, se a Graça de Deus não agir neles.
Se você tem uma partícula de verdadeiro ódio para com o pecado, foi Deus quem lhe deu este sentimento, pois os abrolhos da natureza humana nunca produziram um único figo. 'O que é nascido da carne é carne' (João 3.6). O verdadeiro arrependimento tem uma referência específica para com o Salvador. Quando nos arrependemos do pecado, precisamos ter um olho no pecado e outro na cruz.
 Será melhor ainda fixarmos ambos os olhos em Cristo e enxergarmos nossas transgressões tão-somente à luz do amor dEle.
 A verdadeira tristeza para com o pecado é eminentemente prática. Ninguém pode dizer que odeia o pecado, se vive no pecado.
 O arrependimento nos faz ver a malignidade do pecado não somente como algo teórico, mas também como algo experimental — assim como uma criança queimada odeia o fogo. O verdadeiro lamento pelo pecado nos tornará muito zelosos em relação à nossa língua, para que não falemos palavras impróprias.
 Precisamos vigiar nossas ações, para não causarmos ofensas e terminarmos o dia com dolorosas confissões de nossos erros. A cada manhã devemos nos levantar com orações para que Deus nos sustente naquele dia, a fim de que não pequemos contra Ele O arrependimento sincero é contínuo.
 Os cristãos se arrependem até ao dia de sua morte! Sua tristeza pelo pecado não é intermitente. Todas as outras tristezas se rendem ao tempo, mas esta bendita tristeza cresce juntamente com o nosso crescimento espiritual e ela é tanto doce quanto amarga, mas agradecemos a Deus por sermos permitidos desfrutar deste arrependimento e sofrê-lo até entrarmos em nosso descanso eterno.


                              C.H. Spurgeon

 Extraído do site: www.charleshaddonspurgeon.com

Por Eneida Stawinski - May 4th, 2013, 12:20, Categoría: General
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O ego é nosso maior inimigo

           NEGUE-SE A SI MESMO E SIGA-ME!!

                                                      (Stephen Kaung)

Quando nosso Senhor chamou Seus discípulos, não mostrou a eles alguns benefícios no princípio, como dar a eles um doce, e assim atrai-los para serem Seus discípulos. Quando nosso Senhor chamou Seus discípulos, o que Ele disse a eles foi muito claro. Ele disse: “Se vocês querem ser meus discípulos, se vocês querem Me seguir, há um pré-requisito”. Qual é ele? Vocês têm que deixar a vocês mesmos; de outra forma vocês não estão aptos para serem Meus discípulos. Por que o Senhor tem este requerimento para nós? É porque Ele já deixou Seu exemplo para nós. Sabemos que os fariseus e escribas podem ensinar e podem dar às pessoas uma palavra muito pesada, mas eles não podiam nem mesmo levantar seu próprio dedo. Portanto, não há autoridade em suas palavras. Mas quando nosso Senhor fala, há autoridade, porque Ele deixou um padrão, ou um exemplo de Si mesmo para nós.

Portanto, no segundo capítulo de Filipenses é dito: “Subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo”. Mencionamos que nosso Senhor originalmente tinha subsistido em forma de Deus. Qual era a forma que nosso Senhor tinha originalmente? Sua forma original é a forma de Deus. De fato, externamente há uma forma, mas esta forma tem sua origem, esta forma veio do interior porque há a natureza e caráter interior. Isto é o que Ele é por dentro. Então esta forma é expressa. Ele é Deus, Ele está com Deus, e todas as coisas são criadas por Ele. Não há nada criado que não seja criado por Ele. A vida está Nele, e a vida é a luz dos homens. Portanto sabemos que desde o principio nosso Senhor é Deus, e Ele é o “EU SOU” Deus. Ele é amor; Ele é luz; Ele é vida. Este é nosso Deus. Porque Ele é um ser e Deus, portanto externamente muito naturalmente expressa a forma de Deus.

Qual era a forma que nosso Senhor tinha originalmente? Sua forma original é a forma de Deus. De fato, externamente há uma forma, mas esta forma tem sua origem, esta forma veio do interior porque há a natureza e caráter interior. Isto é o que Ele é por dentro. Então esta forma é expressa. Ele é Deus, Ele está com Deus, e todas as coisas são criadas por Ele. Não há nada criado que não seja criado por Ele. A vida está Nele, e a vida é a luz dos homens. Portanto sabemos que desde o principio nosso Senhor é Deus, e Ele é o “EU SOU” Deus. Ele é amor; Ele é luz; Ele é vida. Este é nosso Deus. Porque Ele é um ser e Deus, portanto externamente muito naturalmente expressa a forma de Deus.

O que é esta forma de Deus? No tempo do Velho Testamento quando os homens viam a Deus, o que eles viam não era a substância de Deus porque Deus não é visível. Deus é Espírito; Ele é invisível. Mas quando Deus é expresso, o homem vê Sua glória. Por exemplo, quando Ezequiel viu a imagem de Deus, a viu como se fosse o brilho do ouro. Esta é a imagem de Deus. Esta forma realmente expressa a substância interior, o ser interior de Deus. Esta forma prova que por dentro é Deus. Ele tem esta forma de Deus e isto prova que Ele é Deus porque esta forma vem do interior. Portanto Ele nunca muda. As circunstâncias externas não podem muda-Lo.

A Bíblia nos diz que originalmente Ele tem a forma de Deus. Ele tem a glória de Deus. Ele é a resplandecência da glória de Deus. Ele é glória e Ele é majestade. Ele habita no mais elevado lugar, e Seu poder se estende por todo mundo. Ele é onisciente. Ele é onipresente. Ele é onipresente. Todas as coisas estão sob Seus pés porque todas as coisas foram estabelecidas através Dele, e existem por Ele.

Este é o nosso Senhor.

A segunda sentença nos diz: “Não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar”, porque Ele é Deus. Tudo isto originalmente é Dele. Ele não é como Lúcifer, o arcanjo, que quis ser igual a Deus. Bem no princípio, originalmente, nosso Senhor era igual a Deus, mas para consumar a vontade de Deus e porque nos ama, Ele se esvaziou desta forma de Deus. Temos de ser muito cuidadosos. Quando Ele se esvaziou, não pôde esvaziar Sua deidade porque se Ele se esvaziasse da própria deidade então Ele não existiria mais. Sabemos que Ele não pode e não se esvaziou de Sua própria deidade. Embora tenha vindo ao mundo como homem, Ele ainda é Deus porque isto é algo que não pode ser esvaziado.

Do que Ele se esvaziou? Ele se esvaziou da forma de Deus. Ele se esvaziou da glória de Deus. Portanto, quando Ele veio a terra, Ele parecia um homem. Ele não era como no cartão de Natal com uma auréola sobre Sua cabeça. Quando as pessoas O viam, não sabiam que Ele era Deus porque tinha se esvaziado da glória. Ele colocou de lado Sua própria posição. Ele colocou de lado Sua autoridade e Sua majestade, Sua honra e Sua glória. Ele nasceu em uma manjedoura. Porque nos amava, porque queria nos salvar. Ele quis se esvaziar de toda a Sua glória e toda a Sua majestade. Então quando veio a terra como homem, Ele também colocou de lado Sua onisciência, Sua onipresença e Sua onipotência. Ele disse: “Por mim mesmo não posso fazer nada. Por mim mesmo não posso dizer nada. Quando voltarei, somente o Pai sabe; o filho não o sabe”. Quando Ele estava em Jerusalém, não podia estar na Galiléia porque Ele colocou de lado todas estas coisas. A razão é porque queria nos salvar. No fundo do esvaziar-se de nosso Senhor, há um imenso amor. Há um exemplo que Ele deixou para nós.

Então Ele disse: “Venha, siga Minhas pegadas”. Algumas vezes quando ouvimos a palavra do Senhor, dizemos que ela é muito dura. Pode ser que bem no começo você a toque muito levemente, como se estivesse pondo uma isca para pegar peixe; então, logo no começo não deveria dizer que você tem que negar a si mesmo, tomar sua cruz e segui-Lo. Mas irmãos e irmãs, bem no começo o Senhor nos fala muito honestamente porque sabe que a menos que você abandone a si mesmo não pode segui-Lo. A primeira condição para seguir o Senhor é abandonar a si mesmo porque quando Ele veio nos salvar, Seu primeiro passo foi esvaziar-se a Si mesmo. Se quando ouvimos a palavra do Senhor: “Se você quer me seguir tem que negar a si mesmo”, e então olhamos para nos mesmo, quanto mais olhamos para nós mesmos, mais nos amamos, e não nos negamos. E se quisermos preservar a nos mesmos, como podemos segui-Lo?

Hoje, se você O ouve dizer: “Você tem que se negar”, e você vê nosso Senhor, você não olha para si mesmo. Se você olhar para si mesmo, você não pode negar-se. Mas se você olha para o Senhor e vê como Ele se esvaziou a Si mesmo, então Seu amor toca seu coração para faze-lo desejar colocar de lado a si mesmo. Quando você está querendo, e então vê que Sua graça o sustentará, então você pode de fato negar a si mesmo. Este chamado e este requerimento do Senhor é absoluto porque Ele é absoluto para conosco. Somente Ele pode assim nos requerer. Ninguém no mundo tem o direito de nos fazer este absoluto requerimento porque ninguém foi tão absoluto em relação a nós como Ele foi. Mas nosso Senhor para conosco é absolutamente absoluto.

O ego é uma coisa terrível. É o maior obstáculo contra o seguir ao Senhor. Se você não trata com esta coisa, mas trata com outras coisas, estas são apenas triviais. O primeiro requerimento de nosso Senhor para conosco é colocar de lado a nós mesmos. Irmãos e irmãs, nós não conseguimos nos colocar de lado. Todos nós amamos nosso ego e queremos preserva-lo. Mas quando o amor do Senhor nos toca, então uma voluntariedade se levanta em nosso coração. Antes de tudo, Deus está procurando uma voluntariedade em nosso coração. Ele sabe que não somos capazes de fazer isso. Ele apenas nos pede que tenhamos uma voluntariedade em nosso coração. Negar o ego é uma questão de vontade. Se apenas temos uma voluntariedade, sem considerar se o que vimos é completamente suficiente, ou se vimos o suficiente da grandeza da glória de Deus, ou vimos completamente nossa perversidade interior, estas são coisas que temos que aprender durante nossa vida. Mas pelo menos vimos uma coisa. Temos que ver um pouco de como o Senhor esvaziou a Si mesmo. Quando conhecemos apenas um pouco da corrupção do ego, então respondemos ao Senhor e dizemos: “Senhor, eu quero”. Quando queremos colocar de lado o ego, o Espírito Santo continuará a nos iluminar, para nos mostrar a verdadeira cor do ego. Então Ele arranjará nossa circunstância para cravar nosso ego na cruz. Assim este é o primeiro passo para seguir as pegadas do Senhor.

Se quisermos comparar o esvaziar a Si mesmo do Senhor e nosso negar o ego, a diferença é do céu para a terra porque o que nosso Senhor esvaziou é o mais glorioso, o melhor. O ego que o Senhor quer que neguemos é o mais corrupto, o mais vergonhoso. Ele quer que neguemos o ego para que possa usar Ele mesmo para nos satisfazer. Assim espero que quando ouvimos “negue o ego” não sintamos que isto é muito duro e portanto não queiramos caminhar com o Senhor. Possamos nós ser como Pedro. Em João 6 descobrimos que muitos discípulos deixaram o Senhor. E o Senhor perguntou aos Seus doze discípulos: “Vocês estão sentindo que isto é muito duro? Vocês querem ir também? Se vocês querem ir apenas vão em frente.”. Mas Simão Pedro disse:

“Senhor, Tu tens as palavras de vida eterna; para onde iremos? Sabemos que Tu és o Santo de Deus.Não temos outro caminho; queremos apenas Te seguir”.

Que possamos ter o mesmo sentimento em nós também.

Por Eneida Stawinski - July 8th, 2012, 23:22, Categoría: General
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Tabernáculo e seus materiais : tipologia de Cristo

Tabernáculo - Os Materiais Santos

                                                        (Luiz Fontes)


Tipologia

Os materiais foram exatamente especificados por Deus. Qualquer desvio traria morte certa.
Nós temos que nos lembrar que os Israelitas saíram do Egito como o povo de Deus. Eles eram os descendentes de Abraão, o primeiro hebreu. É importante lembrar-nos do juramento que Deus fez quando Ele fez a aliança da circuncisão com Abraão:
Gen 15:13-14 - "Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por
quatrocentos anos,mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza."
E eles realmente saíram com grandes possessões, como diz:
Êxodo 3:20-22 - "Porque eu estenderei a minha mão, e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois vos deixará ir. E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios, porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de
prata, e jóias de ouro, e vestes, as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios."
Êxodo 12:35-36 - "Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme à palavra de
Moisés, e pediram aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e roupas. E o SENHOR deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, e estes lhe davam o que pediam; e despojaram aos egípcios."
Quando os Israelitas vieram ao
Monte Sinai, o Senhor os instruiu sobre o que eles deveriam trazer como oferta alçada (dar espontânea e voluntariamente) de maneira que eles pudessem construir o tabernáculo. Note o que Deus falou a respeito do lugar da Sua habitação - o Tabernáculo: (versos mais importantes)
Êxodo 25:1-9 - "ENTÃO falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada. E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e cobre, e azul, e
púrpura, e escarlata (carmesim), e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral. E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do Tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis."
Estes materiais são relacionados exatamente como Deus havia especificado (nada mais e nada menos) porque cada um deles tinha significado simbólico específico, relativo ao verdadeiro Tabernáculo celestial e a Jesus Cristo. Em nada poderia haver o acaso ou a imaginação humana, porque se o Senhor vai morar e lançar a sua
tenda entre nós, como homem, então o homem vai aproximar-se do modo d'Ele, e não há exceção. Os detalhes de sua construção seriam um padrão temporal, daquilo Deus faria um dia permanentemente por meio de Jesus Cristo. O Tabernáculo se tornaria um modelo visível de como nós vemos a Deus por meio de Jesus. Olhemos os materiais a serem usados na construção do Tabernáculo e lembremo-nos que agora temos que examinar o simbolismo com um fundo hebraico. O Antigo Testamento está repleto de linguagem simbólica, que pode ser interpretada na luz do contexto da Bíblia hebraica:
aliança da circuncisão com Abraão:
Gen 15:13-14 - "Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por
quatrocentos anos,mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza."
E eles realmente saíram com grandes possessões, como diz:
Êxodo 3:20-22 - "Porque eu estenderei a minha mão, e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois vos deixará ir. E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios, porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de
prata, e jóias de ouro, e vestes, as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios."
Êxodo 12:35-36 - "Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme à palavra de
Moisés, e pediram aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e roupas. E o SENHOR deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, e estes lhe davam o que pediam; e despojaram aos egípcios."
Quando os Israelitas vieram ao
Monte Sinai, o Senhor os instruiu sobre o que eles deveriam trazer como oferta alçada (dar espontânea e voluntariamente) de maneira que eles pudessem construir o tabernáculo. Note o que Deus falou a respeito do lugar da Sua habitação - o Tabernáculo: (versos mais importantes)
Êxodo 25:1-9 - "ENTÃO falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada. E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e cobre, e azul, e
púrpura, e escarlata (carmesim), e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral. E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do Tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis."
Estes materiais são relacionados exatamente como Deus havia especificado (nada mais e nada menos) porque cada um deles tinha significado simbólico específico, relativo ao verdadeiro Tabernáculo celestial e a Jesus Cristo. Em nada poderia haver o acaso ou a imaginação humana, porque se o Senhor vai morar e lançar a sua
tenda entre nós, como homem, então o homem vai aproximar-se do modo d'Ele, e não há exceção. Os detalhes de sua construção seriam um padrão temporal, daquilo Deus faria um dia permanentemente por meio de Jesus Cristo. O Tabernáculo se tornaria um modelo visível de como nós vemos a Deus por meio de Jesus. Olhemos os materiais a serem usados na construção do Tabernáculo e lembremo-nos que agora temos que examinar o simbolismo com um fundo hebraico. O Antigo Testamento está repleto de linguagem simbólica, que pode ser interpretada na luz do contexto da Bíblia hebraica:
Materiais ordenados por Deus e seus significados

Ouro - (Divindade)
De acordo com Ex 38 eles deram 1269 Kg de ouro. O Ouro Puro ao longo das escrituras fala da divindade, que não pode ser imitada pelo homem. Ouro é feito por Deus e vem de Deus. Ouro fala da deidade de Jesus Cristo. Simboliza a glória divina do Senhor Jesus como o "Filho de Deus" e "Deus, o Filho". De acordo com Ex 38 eles deram 1269 Kg de ouro.
Jesus na sua carne em nada era diferente de Jeová. Ele é "Malach Yaweh," Jeová, o Rei. Isaías viu o Senhor poderoso e exaltado nas alturas, como Rei, em toda a Sua glória. João no Novo Testamento fala-nos que era Jesus quem ele viu:
João 12:41 - "Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele."
Prata - (Redenção)
De Prata vieram 4350 Kg. Ao longo das Escrituras, a prata figuradamente fala de redenção. Sempre era usada como preço de redenção:
Êxodo 30:16 - "E tomarás o dinheiro das expiações dos filhos de Israel, e o darás ao serviço da tenda da congregação; e será para memória aos filhos de Israel diante do SENHOR, para fazer expiação por vossas almas. "
O Tabernáculo estava apoiado em
bases de prata. José e Jesus foram vendidos em preço de prata. Judas foi pago com moedas de prata como dizem as Escrituras. Prata é preço de redenção. Prata é símbolo da redenção realizada por Jesus Cristo. Isto prefigura a preciosidade de Cristo como o resgate para os pecadores. Também note que não há prata alguma mencionada no céu. As pessoas já terão sido redimidas.
Marcos 10:45 - "Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. "
bases de prata. José e Jesus foram vendidos em preço de prata. Judas foi pago com moedas de prata como dizem as Escrituras. Prata é preço de redenção. Prata é símbolo da redenção realizada por Jesus Cristo. Isto prefigura a preciosidade de Cristo como o resgate para os pecadores. Também note que não há prata alguma mencionada no céu. As pessoas já terão sido redimidas.
Marcos 10:45 - "Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. "
Bronze - (Juízo)
Um total de 3035 kg de
bronze foi empregado para uso em lugares onde se necessitava de força excepcional, e a resistência ao calor era importante. O Bronze tem um ponto de fusão a 1, 985ºC. Era importante no altar onde o intenso calor estava presente. O bronze é uma liga de cobre e zinco. Não é metal, pois é uma liga de cobre e zinco.
Bronze representa juízo. Quando Moisés fez a serpente de bronze, falou do poder da serpente, que é julgada através de se elevar o Filho de Deus:
Num 21:9 - "E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse olhava para a serpente de metal, vivia."
O Bronze representa juízo. Simboliza o caráter divino de Cristo que levou n'Ele o fogo da ira de Deus, em santidade e justiça, se tornando
oferta pelo pecado.
2 Cor 5:21 - "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus."
Mateus 27:46 - "E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?".
Azul - (Céu)
Tecido de linho bordado com linhas de cor
azul, púrpura, e escarlate. O hebreu usava mariscos para extrair o azul. Uma tintura brilhante foi excretada deste molusco. Esta cor luminosa sempre é mencionada primeira. O homem precisou de algo que sugestionasse a idéia de céu como um lugar no qual Deus se revela mais completamente do que na terra. Então a cor azul representa o céu, a cor do céu. O azul sempre foi mencionado ao longo do Tabernáculo para lembrar o homem de que o seu destino é céu, e por causa de nosso Redentor, nós somos destinados a estar na Presença de Deus. O azul fala daquele que vem do alto ("do alto" é uma expressão judaica para o céu). Lembram-se quando a mulher tocou a orla azul das vestes de Jesus? Nós vemos os versos de amor em azul, na vida de nosso Senhor Jesus Cristo que não só era divino em sua origem, mas em seus modos e natureza.
Jo 3:31 - "Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos."
Púrpura - (Realeza)
Os hebreus obtinham esta cor ao misturar o azul e a escarlata juntos. Esta intensa cor vermelho-purpúrea era uma cor de realeza (Real).
Juízes 8:26 - E foi o peso dos pendentes de ouro, que pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os ornamentos, e as cadeias, e as vestes de púrpura que traziam os reis dos midianitas, e afora as coleiras que os camelos traziam ao pescoço.
A cor púrpura simboliza a Jesus como Rei dos reis e Senhor dos senhores, mas há outra importante verdade. A mistura de azul e escarlata. Azul fala do que vem do alto, e escarlata, como nós veremos, representa sangue e morte, sacrifício. Púrpura é uma combinação de ambos, que falam de Cristo como Deus e Homem, o Homem que veio de céu para morrer. De algum modo misterioso Ele levou consigo a semelhança de carne pecadora. Isaías 33:17 - Os teus olhos verão o rei na sua formosura, e verão a terra que está longe.
Fio de escarlata - (Sacrifício)
A escarlata era extraída de um inseto Oriental (verme) que infesta certas árvores. Eram juntadas, esmagadas, secadas, e transformadas em um pó que produzia uma matiz carmesim brilhante. Escarlata fala de sacrifício e simboliza a Cristo em seus sofrimentos. O Salmo 22, de crucificação traz citações de Jesus, como dizendo - "eu sou um verme". Deus, de alguma maneira deu a Ele mesmo, um corpo de carne e sangue, e então morreu, e dá a Sua vida como um resgate por nós todos, sendo esmagado nos moinhos da justiça de Deus
Efésios 5:2 - "E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave."
Hebreus 9:26 - "De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo."

Linho Fino - (Pureza)
O linho era muito interessante. Feito de um linho egípcio, foi tecido finamente, branco resplandecente, e levou um nome especial, "byssus". Este material era usado para artigos de vestuário para a realeza e pessoas de posição, e foi achado nas tumbas dos Faraós. Foi encontrado em uma tumba, linho com 152 linhas por polegada na urdidura e 72 linhas por polegada no tecido. Linho branco sempre fala de pureza e retidão: Apocalipse 15:6 - "E os sete anjos que tinham as sete pragas saíram do templo, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos com cintos de ouro pelos peitos."
Apocalipse 3:5 - "O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos."
Apocalipse 19:14 - "E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro".
Os tecido de linho fino branco fala de retidão e simboliza Jesus, o Filho de Homem, imaculado, puro, e sem pecado.
I João 3:3-5 - "E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade. E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado."
Pêlos de Cabras - (Oferta pela maldição do pecado)
As cabras eram comuns naqueles dias, e eles usavam o leite, a carne, a pele era usada para muitas coisas como garrafas de água, etc., e o pêlo delas que era muito longo, escuro e liso, era trançado e tecido em pano. Davi tinha cabelos como pêlos negros de cabra.
A
cabra era um animal sacrificial. A coberta de pêlos de cabra era a primeiro cortina sobre o Tabernáculo. Esta cor desbotada nos fala de Jesus na sua humildade e pobreza. Peles de cabra eram usadas pelos pobres, e ao longo da Bíblia representa pobreza extrema.
Hebreus 11:37 - "Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados."
Lucas 9:58 - "E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça."
E o pêlo fala de Cristo como separado, da mesma maneira que o pêlo teve de ser separado da cabra, assim Cristo teve que sacrificar a Si mesmo, tirando das suas vestes para prover vestes para outros.
Outro ponto interessante sobre a cabra, é que ela era usada no Dia da Expiação. Depois que o
sumo sacerdotelevasse o sangue aspergido no Santo dos santos, ele entraria no átrio do Tabernáculo e poria as mãos dele na cabeça do bode expiatório e confessaria em cima dele os pecados do povo. O bode era conduzido então, por um homem já preparado, ao deserto, e lá era deixado livre, significando que lá foram levados os pecados de Israel, que Deus havia perdoado. Isto nos faz lembrar Jesus, humilde e pobre, se tornando por nós maldição, e, que podemos ter os nossos pecados lançados fora, na terra do esquecimento.
2 Coríntios 5:21 - "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus."
Peles de Carneiro tingidas de vermelho (Sacrifício Substitutivo)
Estas estavam costuradas juntamente com tiras de couro para formar a camada protetora seguinte da cobertura do Tabernáculo. Um carneiro é uma ovelha masculina crescida, e o líder do rebanho. Um pastor pode ter um ou dois carneiros em um rebanho de ovelhas para que haja uniformidade. O carneiro sempre está para os olhos do judeu como um animal substituto, fiel até a morte. Por isto, é claro porque Deus proveu um carneiro como um substituto para Isaque, naquele dia quando a fé de Abraão foi manifesta.
Gênesis 22:12-13 - "Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho. Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus
chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho."
As peles de carneiro foram tingidas de vermelho para representar o sacrifício de um substituto. Assim Jesus como o cabeça do gênero humano, o último Adão, sacrificou a Sua própria vida, como um substituto, para todos os que n'Ele crêem.
Hebreus 2:9 - "Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos." Hebreus 2:17 - "Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo."
João 1:29 - "No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo."
Peles de texugo - (aparência exterior sem atrativo)
Peles de texugo era a coberta final, a cobertura exterior que todos viam. Elas eram resistentes e duráveis e muito simples em sua aparência. Mas como isto fala de Cristo? Fala de Cristo como homem. Não havia nenhuma beleza externa no Tabernáculo, e assim era Cristo quando Ele veio para a terra, quando Ele montou o Seu Tabernáculo entre os homens. Como o profeta predisse:
Isaías 53:1-2 - "QUEM deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos."
O que Jesus foi para aos judeus? Nada mais que alguém que passou, uma pele de texugo dura. O que é Jesus para o mundo hoje? Nada mais que alguém que passou, uma pele de texugo dura. Mas para nós, que abriram seus corações a Ele, Ele é muito, muito mais. Ele é o Único digno de louvor, Ele é a "Rosa de Sarom", o "Lírio dos Vales", e o "mais Formoso entre os 10.000" para nossas almas. Se qualquer um desejar olhar além da carne exterior que o cobre, verá a transfiguração da glória de Cristo. Alguma coisa boa pode vir de Nazaré?"E Jesus diz, "Vem e vê".
João 1:10-14 - "Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."
Madeira de Acácia - (a humanidade Incorruptível)- também chamada de Madeira de Cetim
A árvore de Shittah cresce nos desertos do Sinai, e nos desertos ao redor do Mar Morto. A madeira é dura, muito pesada, indestrutível por insetos, e é fina, de belo grão. É notavelmente exuberante em lugares secos e às vezes atinge uma altura de vinte pés. Tem amáveis flores amarelas e resistentes a insetos, sendo que, a
madeira da Acácia era usada para fazer caixões para múmias.
A madeira de Acácia fala sem dúvida, da humanidade incorruptível de Cristo, porque nos é dito que a humanidade dele nunca viu a corrupção.
Salmo 16:10 - "Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção."
Ele era o verdadeiramente humano, "Cristo Jesus, homem". A Bíblia o chama de, "o filho de Maria", e o "filho do homem". Um corpo foi preparado para Ele:
Hebreus 10:5 - "Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste;"
E aquele corpo, Ele ainda possui, em uma forma glorificada. "Este mesmo Jesus" volta agora dos céus para nós, e também nos glorificará:
1 João 3:2 - "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." Romanos 8:18-21 - "Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus."
Óleo - (A Unção do Espírito)
O óleo era obtido ao esmagar os frutos da oliveira na terra. Óleo, como nós sabemos, era o líquido usado quando eram ungidos o profeta, o sacerdote, e o rei nos dias do Antigo Testamento. E em passagens como estas:
1 João 2:20 - "E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo."
1 Samuel 16:13 - "Então Samuel tomou o
chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá."
Isaías 32:15 - "Até que se derrame sobre nós o espírito lá do alto; então o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque".
Nós temos base bíblica para ver o óleo como um tipo do Espírito Santo. Na Bíblia a árvore de Oliveira é símbolo de muitas coisas:
a) Beleza
Oséias 14:6 - "Estender-se-ão os seus galhos, e a sua glória será como a da oliveira, e sua fragrância como a do Líbano."
b) Fertilidade
Salmo 52:8 - "Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente."
c) Riqueza
Juízes 9:9 - "Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?"
O Espírito Santo, então, como o óleo de oliva, é o que possui tudo aquilo o homem precisa para a vida e a piedade. Riqueza, fertilidade, e beleza são todos Seus, em uma medida abundante. Jesus foi ungido por Deus como profeta, sacerdote, e rei. Tudo o que Cristo fez estava cheio de riqueza, fertilidade, e beleza porque Ele é o templo do Espírito Santo e cheio de toda a plenitude:
João 3:34 - "Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida."
É interessante que as azeitonas não eram batidas ou apertadas, mas esmagadas. Assim Jesus foi esmagado no Jardim de Getsêmani (Heb. Prensa de Óleo) e então, pela mesma ira de Deus em uma cruz romana, como as Escrituras dizem:
Isaías 53:10 - "Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão."
O óleo da unção era restringido apenas para uso no Tabernáculo, qualquer um que violasse a ordem seria morto. O óleo de oliva devia ser puro e nada mais que puro, porque representa o Espírito Santo de Cristo. A palavra o "Cristo" é a fórmula grega para o hebraico "Mashiach" (Messias) os quais significam "o Ungido", literalmente "o que é coberto com óleo". O óleo também foi usado para ungir o Santo Tabernáculo e a sua mobília, e iluminar o candeeiro de ouro.
Especiarias para o óleo e incenso (Doce e suave fragrância para Deus)
Havia três especiarias para serem adicionadas ao
puro incenso e ao óleo:
Ex 30:34 - "Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma especiarias aromáticas,
estoraque, e onicha, egálbano; estas especiarias aromáticas e o incenso puro, em igual proporção;"
a) Estoraque
Um pó das gotas de uma resina endurecida e fragrante encontrada na cortiça do arbusto de Mirra. A palavra significa "uma gota".
b) Onicha
Um pó da cobertura córnea da concha de um molusco idêntico a um marisco encontrado no Mar Vermelho. Quando queimado, este pó libera um aroma penetrante. A palavra hebraica para – "concha aromática". O Mar Vermelho é um bolsão de água morna isolada do Oceano Índico e é conhecido por suas subespécies peculiares de moluscos.
c) Gálbano
Uma resina pungente, castanha que aparece na parte mais baixa do talo de uma planta de Férula. Esta erva encontrada no Mar Mediterrâneo com talos espessos, flores amarelas, e verdes como folhas de samambaia. Tem um cheiro almiscarado, pungente e é valioso porque preserva o odor de um perfume misturado, e permite a sua distribuição por um período longo de tempo.
Nestas especiarias ou perfumes nós vemos a Jesus como o doce aroma, que traz alegria para o coração do Pai. Quando misturado com o óleo de oliva, nós vemos o iluminante e doce trabalho do Espírito de Cristo, e quando misturado com o puro incenso nós vemos a doçura da oração como um "doce aroma aspirado pelas narinas de Deus." Estes perfumes apropriadamente apontam a Cristo.
Jo 8:29 - "E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada."
Ef 5:2 - "E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave."
2 Cor 2:15-16 - "Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo?"

Por Eneida Stawinski - March 29th, 2012, 20:19, Categoría: General
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Salomão / Jesus

Ct 3:6

" Que é isso que sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumado de mirra, de incenso, e de toda sorte de pós aromáticos do mercador?"
 Este texto de Cantares pode ser comparado ao registro dado no evangelho de João quando o Senhor Jesus sai das águas. Ao cruzar o rio Jordão significa que você estã deixando o deserto para trás e está entrando na terra que mana leite e mel. Muitos anos anos antes Josué conduziu o povo a esta terra. O Senhor Jesus começou Sua obra na região do Mar Morto, então Ele foi batizado e quando Ele surgiu nas águas significou que a batalha acabou e agora entramos no descanso do reino. Esta é a diferença entre Salomão e Davi. Ambos são reis, mas Davi é o rei da guerra e Salomão é o rei da paz, porque a guerra já acabou. Nosso Senhor foi crucificado, ressucitou e ascendeu aos céus se apresentou como Davi e obteve vitória nesta guerra, e agora Ele se apresenta a nós como Salomão. Ele é o noivo celestial. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Ao examinarmos este livro encontramos ali profecias sempre relacionadas a Salomão e a Sulamita, Noivo e noiva. Quando este livro foi escrito, as pessoas não conheciam muita coisa a respeito do Mar da Galileia porque elas quase não viajavam  em direção ao norte, mas foi profetizado que um dia alguém semelhante a Salomão viajaria nestes jardins e Seus pés pisariam nesta terra.

  Quando vemos que há alguém subindo do deserto, isso é uma profecia. Um dia alguém sairia das águas deixando o deserto. Vemos como o Espírito Santo foi derramado sobre o Senhor e houve a Voz “Esse é Meu Filho amado em quem Me comprazo”.

Quando consideramos as crises na vida do nosso Senhor, como Encarnação, Batismo, é importante identificarmos as crises na vida de Jesus.

Através deste livro já nos foi dado um esboço de quem é Jesus muito tempo antes Dele nascer. Através destes 8 capítulos percebemos um esboço da encarnação, do batismo, da transfiguração, da crucificação, ressurreição, do derramamento do Espírito Santo. São crises muito importantes, e se de fato é assim, não somente temos tipologia aqui e alegoria histórica. Podemos dizer que realmente se aplica ao Senhor Jesus. E não apenas o noivo. Também temos Sulamita

Marta, Maria, todas são Sulamita, todos aqueles que amam tanto o Senhor que querem segui-lo por onde quer que Ele vá foram representados por Sulamita.

O ponto de início foi quando o Senhor Jesus saiu das águas, e nos batismos no ministério de  João Batista ele apresenta ao mundo o Noivo e a noiva. Antes disso falávamos sobre o Rei, depois do batismo falamos do Noivo. Quando falamos de Rei + Salomão significa o noivo.

Quando eles chegam ao monte Hermom, eles se encontram no ponto mais alto daquela montanha. Lembremos do ocorrido no monte da transfiguração. No capítulo 2 é como se nos movêssemos rapidamente do batismo para a transfiguração. Se voltarmos ao registro dos evangelhos. Um certo dia o Senhor Jesus subiu ao monte que é descrito na bíblia como um monte muito alto.

Ha apenas 2 montes na biblia que podem ser descritos na bíblia como muito altos*. Um deles é o Monte Hermom e o outro é o Monte Tabor, mas foi no Hermom que o Senhor foi transfigurado por 2 razões: na época do Senhor Jesus sempre havia muita gente no Monte Tabor, portanto, a transfiguração não poderia ter ocorrido ali . E nos evangelhos , na descrição da transfiguração, é usada a expressão “ branco como a neve”*, que provavelmente significa que o topo era coberto de neve, confirmando o Hermom como o monte da transfiguração.

  * “E seis dias depois Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou sós, em particular a um alto monte; e transfigurou-se diante deles; E as suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas como na neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra os poderia branquear.     

              (Marcos 9:2,3)

No monte Hermom encontramos Elias e Moisés, e também Pedro, Tiago e João. Não apenas o noivo celestial está ali, mas também a noiva celestial. O Senhor já havia dito que alguns, antes de experimentarem a morte veriam a manifestação do Reino. Moisés e Elias representam a noiva no velho testamento e os 3 discípulos, a noiva no novo testamento. Salomão e Sulamita.

O Senhor estava falando com Elias sobre o Exodo, porque a palavra ali neste texto é “êxodo”. A partir daquele momento da transfiguração, o Senhor ja tinha condições de ascender aos céus, porque pela segunda vez o Pai disse ‘Este é Meu  Filho amado, em quem eu tenho meu prazer”. A primeira vez foi no batismo do Senhor Jesus. De todas as crises do senhor Jesus, apenas nestas 2, batismo e transfiguração, os céus se manifestaram com satisfação.

Jesus veio a este mundo para cumprir a vontade do Pai e nestas 2 ocasiões Deus mostrou Seu contentamento com o Filho. Nos 3 anos de trabalho do Senhor Jesus Ele fez muitas coisas de acordo com o evangelho de João, que disse que nem todos os livros deste mundo poderiam conter tudo que Jesus fez. Por isso aqueles 3 anos representavam muito mais e  nos 33 anos Sua Vida e Seu Trabalho ja tinham satisfeito os céus.

Ct 4:6-8

Até que refresque o dia, e fujam as sombras, irei ao monte da mirra, e ao outeiro do incenso. Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha. Vem comigo do Líbano, ó minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde os covis dos leões, desde os montes dos leopardos.

No 7 e 8 ja vemos que eles estão no Monte Hermom. Quase ao mesmo tempo há uma afirmativa do versículo 6 : Até(antes) que refresque o dia, e fujam as sombras, irei ao monte da mirra, e ao outeiro do incenso. Isto significa o êxodo. É por isso que o noivo diz “eu irei”, ou seja, Ele poderia subir aos céus imediatamente mas ao invés disso o Senhor aguardou e desceu aos pés do Hermom com a noiva, primeiramente ao sopé do Hemom, e depois, se você estudar os evangelhos saberá o que aconteceu.

Pedro disse para construirem 3 tendas porque aquele dia era  próximo da festa dos Tabernáculos, que era a ocasião em que os frutos amadureceram, uvas e azeitonas. Os frutos lindos e maduros falam de maturidade. Ali no Hermom, no momento da transfiguração aqueles frutos estavam tão maduros e perfeitos que já podiam ser guardados na casa do Pai, porque “ meu Pai é o agricultor”. Pelo fato de estarem tão maduros, por que não os tomar e guardar na casa? Mas a vontade e Deus era que antes eles fossem para o lagar para serem esmagados e dar vida a outros. O lagar é um sofrimento imerecido como o de Jó. Há o sofrimento merecido que ocorreu com Jacó que pecou contra Deus e sofreu sob Sua mão disciplinadora. Mas o sofrimento de Jó não foi merecido porque ele de acordo com Deus ele era perfeito, mas teve que conduzir outras pessoas à perfeição. A vida deve passar de uma pessoa para outra como uma mãe dando à luz a um filho que sofre  dores para que outra pessoa tenha vida. É um sofrimento não merecido.

No capítulo 4 o noivo e a noiva descem do alto do hermom para o jardim. Isto é o tipo. O anti-tipo é que o Senhor Jesus, ao invés de ascender aos céus após a transfiguração, começa um caminho de descida. Ele volta para Cafarnaum e vai para Betânia além do Jordão onde faz dali um centro do seu ministério durante 6 meses. Ao longo daquela Estrada Real e ao longo do vale do Jordão Ele desce do cume do Monte Hermom e vai descendo até chegar a Jericó. Ali é um lugar muito baixo. E finalmente Ele morre por nós na cruz onde passa pelo vale da morte. Este é o movimento inverso ao caminho feito no Segundo Cântico. No segundo Cântico, ele cpomeçã na estrada real e então passa pelo Monte de Gileade, passa por todo vale do Jordão e finalmente chega ao monte Hermom. O inverso deste movimento explica os últimos 6 mese da vida do Senhor e esta porção da vida Dele é descrita especialmente a partir do capítulo 9 ,versículo 19 do evangelho de Lucas.

Esta é a especialidade do evangelho de Lucas. O Senhor Jesus viveu nesta terra por 33 anos e meio, sendo que foram 30 anos de silêncio, 3 anos de intenso trabalho produzindo frutos e 6 meses do Monte Hermom até o Gólgota. Estudando os últimos 6 meses do Senhor vemos que com, frequencia Ele disse a seus discípulos que estava desejoso em passar pelo lagar da cruz. Ele queria que Sua vida fosse dada. Para que você possa dar a vida, há um caminho que vai do Hermom até chegar ao Gólgota. Que caminho é este?

Ao estudarmos o evangelho de Lucas, o Senhor sempre dizia aos discípulos: -Vamos a Jerusalém. Ele chamava os discípulos porque aquele caminho não era só para Ele, o Noivo, mas também para a noiva. Este é o caminho para a cruz. Jerusalém para Ele significava a cruz.

Os primeiros 30 anos da vida do nosso Senhor foram passados na presença de Jeová. O renovo subindo de uma tera seca.

Os 3 anos seguintes produziram muitos frutos e quando Ele chegou no ápice de Sua vida e de Seu ministério Ele estava pronto para subir aos céus. Mas por causa da obra que o Pai lhe incumbiu, obra esta que Ele quis fazer em nosso favor, Ele optou por descer. Nos últimos 6 meses, quando Ele tomou aquele caminho, foi o caminho exatamente inverso ao caminho que nos é mencionado no segundo cântico, e foi exatamente o mesmo caminho que os 4 reis tomaram. Se aqueles 4 reis tomaram este caminho e conquistaram os 5 reis, o nosso Senhor foi o rei rejeitado que ouviu “crucificai-o, crucificai-O”. Observemos que Ele não foi até o Mar Morto, mas de Jericó Ele sobe para Jerusalém. Ele é o Rei anti-tipo daqueles 4 reis, que prepararam a Estrada Real para que o Senhor pudesse fazer este percurso do Hermom até o Gólgota. Aqueles 4 reis so conhecem a glória, mas antes de sermos conquistados por Cristo, Ele desceu, passou pelo lagar e finalmente aquele Vinho maravilhoso foi produzido. Após a ressurreição, a Sua vida de ressurreição é liberada e então todos bebemos deste Vinho maravilhoso. Por causa deste Vinho toda nossa vida foi transformada.

                                               (Christian Chen)

Por Eneida Stawinski - March 12th, 2012, 14:36, Categoría: General
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Crescimento da igreja

O padrão de crescimento da igreja

                                                     ( Christian Chen )

Ao estudar a história do primeiro século depois que o Verbo se fez carne, vemos que os primeiros cem anos podem ser divididos em três seções de 33 anos cada uma. Nos primeiros 33 anos, somos testemunhas de como o Verbo se fez carne e como ele veio a esta terra. Nos primeiros 33 anos vemos a Cabeça da igreja, como ele nasceu em uma manjedoura e logo cresceu verticalmente até a presença de Deus.

Do berço até o trono, este é o patrão de crescimento da vida de Cristo. Sempre começa no berço, e conclui na coroa, o trono. Este processo de crescimento começa horizontalmente, e logo sobe verticalmente até a presença do Senhor. No entanto, este processo passa pelo caminho da cruz. Sem cruz, não há coroa. Desta maneira a Cabeça da igreja nos mostra o modelo da vida de Cristo do berço até o trono. Se este foi o caminho para a Cabeça, é também o caminho para a igreja.

O capítulo 2 do livro de Atos nos dá testemunho do nascimento da igreja. Nos primeiros 12 capítulos, a figura mais destacada é Pedro, e nos capítulos restantes, é Paulo.

Quando Pedro foi chamado por nosso Senhor, ele estava lançando as redes, e essa ação se converteu em sua missão. No dia de Pentecostes, ele lançou a rede, e três mil peixes entraram nela. Quando a lançou uma vez mais, entraram cinco mil peixes. Pedro tinha recebido as chaves. No dia do Pentecostes, ele abriu as portas do reino dos céus para o povo judeu, e na casa de Cornélio, ele a abriu para os gentios. O seu ministério sempre está relacionado com a fundação da igreja.

Em seguida temos a Paulo. Ele sempre está envolvido com a superestrutura da igreja, porque Paulo era construtor de tendas. Depois que Paulo foi chamado por Deus, foi usado para a edificação da igreja. Ao estudar as suas epístolas, quando escreve aos Tessalonicenses, a igreja estava na etapa da infância. Quando Paulo escreve Romanos, Gálatas e 1ª e 2ª aos Coríntios, a igreja já tinha entrado em seu período de adolescência.

Agora, quando chegamos ao último capítulo do livro de Atos, Paulo estava na prisão. No entanto, da prisão em Roma, ele enviou quatro epístolas: Efésios, Colossenses, Filipenses e Filemom. Estas três igrejas já tinham alcançado a sua idade adulta; estavam preparadas para receber a revelação mais alta em toda a Bíblia.

Em Atos capítulo 2, vemos o nascimento da igreja; em seguida o seu crescimento, e ao chegar no último capítulo, vemos a maturidade da igreja. Se quisermos conhecer os dias mais gloriosos da igreja, sem dúvida, estes correspondem ao segundo grupo de 33 anos.

Recordem, do nascimento até a maturidade, como a Bíblia diz: "O caminho dos justos é como a luz da aurora, que vai aumentando até que o dia seja perfeito" (Prov. 4:18). O dia perfeito é o meio-dia, quando o brilho do sol alcançou a sua plenitude. Em outras palavras, os justos só vêem o sol nascente, mas nunca vêem o sol no ocaso; para eles não há pôr-do-sol. O mesmo acontece com a igreja: Todo o livro de Atos nos diz que para a igreja nos seus dias mais gloriosos, do nascimento até a maturidade, do nascimento do sol até o meio-dia, não houve pôr-do-sol.

No livro de Atos, podemos encontrar a Pedro e a João juntos. No entanto, vocês ouvem falar de João? O Espírito Santo fez algo muito interessante. Quando Pedro se levanta, João também se levanta. No entanto, João está sempre calado. O Espírito Santo desejava preservá-lo, porque ele ia falar em outra ocasião.

Assim, chegamos aos últimos 33 anos do primeiro século, e ali constatamos que João chega a ser a figura mais proeminente. Quando João foi chamado por nosso Senhor Jesus, ele estava remendando as redes. Isso significa que as redes se romperam, e é João quem as repara. Este é o seu ministério.

Quando João escreve o seu Evangelho, sabemos que as redes do evangelho estavam esburacadas, e é João quem vai remendá-las. Ele vai declarar que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E não somente isso. Por meio das suas epístolas e também por meio de Apocalipse, começamos a descobrir que a igreja já não estava na sua glória de lua cheia.

João tinha envelhecido, tinha rugas. Isso não era uma surpresa, porque nosso homem exterior definitivamente vai se desgastando. Mas João estava muito surpreso ao ver que na igreja, o corpo de Cristo, que deveria estar cheio da vida de Cristo, que deveria viver sempre jovem, agora tinha rugas e manchas.

A igreja no livro de Atos é como se nunca envelhecesse nem tivesse manchas. Se tratarmos de entender com base em Filipenses capítulo 2 o que significa isso, o testemunho da igreja naquela época é como a lua cheia, e se desejamos retornar ao princípio, o que Deus deseja é ver a lua cheia, porque só nela vemos a imagem exata do Sol. Quando a igreja alcança a sua maturidade, significa que está sendo transformada na imagem de Cristo.

Agora, nós podemos dizer que nos três grupos de 33 anos, os primeiros 33 anos foram os dias, os segundos 33 foram a noite e os terceiros 33 também são a noite. Mas ouçam atentamente: no segundo grupo vimos a lua cheia. Entretanto, quando chegamos às sete igrejas de Apocalipse, estas já estavam no terceiro grupo de 33 anos.

As sete igrejas

Depois de estudar as sete cartas em Apocalipse 2 e 3, vemos que a cinco dessas igrejas o Senhor Jesus lhes diz: "Arrepende-te". A palavra 'arrepender' é usada normalmente para os incrédulos. Mas por que a igreja precisava arrepender-se? Porque estava envelhecendo, estava sendo contaminada. Gradualmente, tinha se convertido em parte do mundo.

Ao estudar as sete igrejas, isto nos surpreende. Por esse motivo, João tinha uma carga por elas. No dia do Senhor, embora ele estivesse longe, o seu coração estava com as sete igrejas; ele conhecia a condição delas. Ele tinha tido o privilégio de ver o nascimento e o crescimento da igreja, e o privilégio maior ainda de ver a maturidade dela. A igreja em Éfeso foi a mais espiritual e a mais madura em sua época, e quando Paulo já tinha entrado na glória, João teve o privilégio de trabalhar nesta que era a mais madura e mais espiritual de todas.

A primeira igreja a qual o Senhor Jesus se dirige é a igreja em Éfeso. À igreja que estava em seu ápice, agora o Senhor lhe diz: "arrepende-te e faz as primeiras obras". Quais são as primeiras obras? São as coisas registradas em todo o livro de Atos. Por quê? Porque naqueles 33 anos o testemunho da igreja tinha sido como o da lua cheia.

Qual foi o erro da igreja? É que estava muito próximo do mundo; por isso não é de surpreender que tivesse tantas manchas. E quando a igreja está próximo da nossa carne, não é estranho que ela envelheça.

João sentia grande admiração por Pedro e Paulo. Quando Paulo morreu como um mártir pelo Senhor, a igreja estava em sua maturidade. Que gozo devia haver em seu coração! Antes da sua partida, chegou a ver que aquele maravilhoso bebê em Cristo havia crescido até a maturidade. Essa igreja se converteu em sua coroa.

João tinha noventa ou cem anos de idade. Tinha visto o nascimento da igreja e foi testemunha da maturidade dela. E embora ele tivesse vivido uma longa vida e tivesse tantas experiências, suportou todo tipo de provações e passou por toda classe de aflições, nenhum sofrimento foi maior do que ver a igreja envelhecendo.

Ainda havia sete igrejas, sete candeeiros. Esses candeeiros não são desta terra, mas sim dos céus; não só são de ouro, mas também celestiais. Até a igreja em Tiatira é chamada candeeiro, é chamada igreja. Cada igreja é de verdade uma igreja. Ela está ali. No entanto, o que aconteceu com elas? Eram como distintas fases da lua. Se olharmos à igreja em Tiatira, o que vemos? Vemos a lua nova. Ainda é a igreja; a igreja ainda está ali. No entanto, embora houvesse candeeiro em Tiatira, ninguém podia ver a luz nela.

Lembro que uma vez, estando na Alemanha, visitei Frankfurt, a cidade mais corrompida da Alemanha. Encontrei ali um grupo de irmãos. No princípio, eles tinham o encargo de pregar o evangelho em Frankfurt, mas quando estava chegando a essa cidade, os irmãos queriam sair de Frankfurt e mudar-se para Stuttgart.

Então, perguntei-lhes: "Irmãos, pensem que Frankfurt é o rincão mais escuro em todo o país. Agora, se supusermos que a igreja deve ser o candeeiro, este é o lugar onde mais se necessita de um". Eles disseram: "É que este é um lugar muito perverso, por isso queremos mover nosso candeeiro para Stuttgart". O testemunho não era exclusivo deles. Eles pensavam que eles eram o testemunho de Deus, mas se transladassem o candeeiro para Stuttgart, o que seria de Frankfurt?

Vocês percebem a missão da igreja? Sim, a igreja é o corpo de Cristo, e ela deve abraçar a todos aqueles que crêem no Senhor. As sete igrejas são na verdade sete igrejas. Elas são sete candeeiros de ouro, e são celestiais. Com relação à realidade, no que se refere à luz, elas ainda são igrejas. No entanto o problema é este: O que acontece com o testemunho de Deus?

Deixem-me dizê-lo desta maneira, na história dos primeiros 33 anos temos a plenitude do sol; nos segundos 33 anos, a plenitude da lua, mas quando chegamos aos últimos 33 anos, descobrimos sete igrejas representando sete fases distintas da lua, e em alguns casos na fase da lua nova.

Entre essas sete igrejas, Esmirna e Filadélfia eram como a lua cheia; e Tiatira, a lua nova. Isso é somente no primeiro século? Sim, quando olhamos no final do primeiro século, vemos igrejas em todas as partes. No entanto, Deus deseja, antes do retorno do seu Filho, apresentar-se a si mesmo uma igreja gloriosa. Isso significa a igreja em sua fase de lua cheia, a imagem exata do Sol; transformada na imagem de Cristo.

No entanto, ao estudar esses dois capítulos, podemos ver que essas sete igrejas não só pertencem ao primeiro século. Nosso Senhor Jesus falou com João como se estivesse dizendo-lhe: "Você viveu uma longa vida, suficiente para ser testemunha da decadência da igreja". Mas nosso Senhor viu muito, muito mais. Por quê? Porque entre essas sete igrejas, nas últimas quatro - Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia - sempre é mencionada a vinda do Senhor. Em outras palavras, estas quatro igrejas permaneceriam até a volta do nosso Senhor.

No primeiro século, o Senhor não retornou. Então, quando a Bíblia fala a respeito de sua vinda, isto significa que de fato essas quatro igrejas permanecerão até a sua segunda vinda. Agora, quando o Senhor se dirige a Filadélfia, fala a respeito da grande tribulação; mas a grande tribulação não ocorreu ainda. Então, de uma coisa estamos muito seguros: a igreja em Filadélfia permanecerá até a vinda do Senhor, até antes da tribulação. E eles serão arrebatados.

A história da igreja

O que vimos antes significa que estas sete igrejas representam às igrejas do primeiro século, mas também representam às igrejas através destes dois mil anos que antecedem o retorno do Senhor.

Deste modo, sabemos de maneira aproximada que a igreja em Éfeso representa à igreja no primeiro século; Esmirna, os séculos II e III, quando a igreja passou por grandes perseguições. A partir do século IV temos a igreja em Pérgamo (cujo nome significa 'bodas'). Recordemos que o imperador Constantino abraçou o cristianismo como religião oficial, e dali em adiante foi produzida uma união entre o mundo e a igreja. Então descobrimos que em Pérgamo está o trono de Satanás, assim como o Senhor disse naquela parábola da grande árvore onde devem aninhar as aves do céu.

Quando chegamos a Tiatira, vemos que a igreja entra na Idade Escura. Esperava-se que o mundo visse a sua luz, mas todo o mundo entrou em trevas. A igreja foi levada cativa a Roma. A promessa para os vencedores naquela igreja é a estrela da manhã como galardão. Agora, quando se vê a estrela da manhã? Quando a noite está em sua hora mais escura. Que fase temos aqui? Sem dúvida, a lua nova.

Mas, graças a Deus, começando deste ponto, ele está trabalhando na igreja pela restauração do seu próprio testemunho. Desde esse momento até a vinda do Senhor, ele está fazendo uma obra maravilhosa. Deus vai reedificar a sua igreja. Essa é a restauração do testemunho do Senhor.

Recordo-me de uma história real. Um dia, o irmão Austin-Sparks fez uma pergunta ao irmão Watchman Nee: "Na Bíblia há muitas profecias. Agora, me diga, qual delas, de acordo com o seu entendimento, é a mais difícil de todas de ser cumprida?". O irmão Nee respondeu: "A que diz que o Senhor apresentará a si mesmo uma igreja gloriosa".

Não importa quão escuro seja este dia, não importa quão baixo estejamos na fase da lua nova, Deus nunca desiste da sua obra. Por esta razão, ele está chamando os vencedores; não só vencedores individuais, mas também corporativos, para pôr o peso do Seu testemunho sobre os ombros deles. E se eles forem fiéis ao Senhor, embora sejam poucas pessoas, se forem suficientemente maduros e alcançarem essa fase da lua cheia, quando eles alcançarem a maturidade, Deus dirá que toda a igreja alcançou a maturidade.

Depois de Tiatira temos a igreja em Sardes. Sardes significa 'remanescente'. Do século XVI, passando por Lutero, Calvino e Zwinglio, vamos vendo gradualmente a luz da lua, já não mais na fase da lua nova.

Ao estudar a mensagem a Filadélfia, comprovamos que esta é a única que não faz recriminações, a única a qual o Senhor diz: "Eu te tenho amado". E não só isso, mas também ela sabe que já tem a coroa. Se alguém tiver coroa, isto significa que é um vencedor. Então, há dois tipos de vencedores nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. Há vencedores individuais; no entanto, toda a igreja em Filadélfia está constituída de vencedores, e eles já têm a sua coroa.

Na Bíblia, só Paulo sabia que já tinha a coroa. E nós sabemos que há uma só igreja que tem a sua coroa: Filadélfia. Então, irmãos, podemos nos assegurar que a igreja em Filadélfia representa a lua cheia.

No entanto, quando chegamos a Laodicéia, temos decadência novamente, antes do retorno do Senhor. Por que houve essa decadência? Esta é uma grande advertência para todos nós. Se não houvesse um declínio depois de Filadélfia, todos diriam: "Nós somos Filadélfia". Por isso, descobrimos que há uma igreja em Laodicéia, e outra vez, não é mais lua cheia.

E assim vemos a igreja em Tiatira, a igreja em Sardes, a igreja em Laodicéia, e também um pouco da igreja em Filadélfia. Estas quatro igrejas permanecerão até a volta do Senhor. Isto significa que, antes da volta do Senhor, alguém estará ligado a Tiatira, ou permanece em Sardes, ou vai com Laodicéia.

Então, qual é o significado de Filadélfia? Ela representa a lua cheia. Portanto, sabemos que é a igreja de acordo com o coração de Deus. Entre as quatro igrejas, ela é a vencedora. Nosso coração deseja essa igreja.

Recordem, Filadélfia é o nosso caminho, mas nunca deve ser nossa etiqueta. Quando usamos o letreiro de Filadélfia, é porque já nos convertemos em Laodicéia. Agora, qual é a característica de Laodicéia? Eles sabem que são ricos, estão orgulhosos, estão satisfeitos com a Filadélfia como a sua etiqueta. Sempre que usam o nome de Filadélfia como a sua identificação, já não é mais Filadélfia, mas sim Laodicéia.

Esta é uma grande advertência: depois da lua cheia, há de novo uma queda antes da volta do Senhor. Como deveríamos tremer diante da Sua presença! É tão claro, e é por isso que nos é mostrada as sete igrejas. Descobrimo-las no primeiro século, e ao longo dos dois mil anos.

Esta é a chamada aos vencedores. Antes da Sua vinda, qual é o caminho da restauração do testemunho do Senhor? Ele está chamando os vencedores. Até em Tiatira, você pode ser um vencedor. Madame Guyon viveu na época de Tiatira, e foi uma vencedora; o irmão Lourenço estava em Tiatira e também foi um vencedor. E embora eles só tivessem uma visão muito limitada, permaneceram ali; mas Deus os considerou vencedores.

No entanto, se você vê a luz, saberá que temos que brilhar como a lua no universo. Nós temos que resplandecer. Mas agora o problema é este: Estamos brilhando como a lua cheia? Este é o chamamento aos vencedores. Você está disposto a brilhar como a lua cheia?

Este é o nosso caminho, e queremos percorrê-lo com temor e tremor, porque desejamos ser fiéis até o final. Estamos esperando a volta do Senhor, passando através de muitas aflições, muitas incompreensões.

Deixa que outros tenham suas mega-igrejas, que outros procurem a prosperidade. Você está disposto a seguir o seu Mestre, passo a passo? Então seremos transformados à imagem de Cristo, tudo por sua misericórdia. Não seja orgulhoso, porque tudo é por graça. Nunca diga: "Quão ricos somos!". Nem diga: "Quão pobres são os outros!". Se vir quão pobres são os outros, essa é a sua responsabilidade, porque você deveria enriquecê-los. Por que você também permanece pobre? Deveria comprar colírio para os seus olhos, para que possa ver.

Este é o caminho para a restauração do testemunho do Senhor, e isso é o que o Senhor está fazendo hoje. Então, o método, de acordo com o apóstolo João, é o seguinte: quando a igreja está entrando em decadência, quando a lua já não está na sua fase de lua cheia, Deus chama os vencedores. Então, se ouvir a sua palavra, se viu a luz, não há razão para que permaneça em Tiatira.

Hoje em dia, pela graça do Senhor, nós podemos andar no caminho de Filadélfia. Mas, lembrem-se, se não formos cuidadosos, se dermos lugar à carne, se houver orgulho, amanhã estaremos em Laodicéia.

Um ministério completo

A razão pela qual a igreja começou a envelhecer foi por causa da carne. A igreja começou a manchar-se por causa do mundo. Então, a cruz tem que operar profundamente na vida da igreja. A obra da cruz vai tratar conosco, de maneira que algo que não esteja de acordo com a Palavra seja eliminada. E desta maneira não haverá mais rugas nem manchas, a ordem da igreja terá sido restaurada.

Mas isso não é o fim. Por quê? Quando o Senhor diz à igreja em Éfeso: "Arrepende-te e faz as primeiras obras", isso significa voltar para o livro de Atos. Fomos restaurados; já não há rugas nem manchas. Mas, estamos maduros? Na obra de restauração, o ministério de João é só uma parte; mas isso não significa que deveríamos desprezar o que Paulo fez. Depois que retornamos, temos que crescer. E não só crescer. Freqüentemente, somos tão 'espirituais' que já não queremos pregar o evangelho. Não! Naqueles segundos 33 anos, Paulo abriu a porta, e o evangelho foi maravilhosamente pregado.

Então, o que significa a lua cheia? Primeiro que não há mais rugas, não há mais manchas, tudo está de acordo com a ordem bíblica. Mas, isso é tudo? Se isso for tudo, cada um de nós está qualificado como reformador. Mas não é assim; necessitamos retornar àqueles 33 anos. Por um lado temos que crescer até a maturidade, e por outro lado, temos que pregar o evangelho a todos os confins do mundo.

Nós estamos muito felizes, porque hoje já não estamos em trevas; a Palavra de Deus é muito clara. Que o Senhor possa efetivamente falar com os nossos corações, para que sejamos capazes de entender o coração de Deus, a vontade de Deus para os tempos finais que hoje estamos vivendo.

A palavra da vida

Voltemos para o Filipenses 2:15, No final do versículo: "...resplandeceis como luminares no mundo". Mas não podemos nos deter aqui; se o fizermos, não saberemos nada a respeito da restauração do testemunho do Senhor. Versículo 16: "...retendo a palavra da vida". Estas duas coisas andam juntas.

Como saber que uma igreja está na fase da lua cheia? Esta pergunta tem a ver com a forma em que estamos tratando com a palavra da vida. Por quê? Porque podemos perder a palavra da vida.

Em outras palavras, se resplandecermos como luminares no universo, não só temos a lua cheia, mas também a palavra da vida será plena. Por isso Paulo diz: "...retendo a palavra da vida", porque se não o fizermos, a palavra da vida pode diminuir, assim como a lua cheia volta a ser lua minguante. Estas duas coisas vão sempre unidas.

Nós pensamos que, quando Paulo tinha escrito Romanos e Gálatas, sua revelação já tinha alcançado o ápice, e que ele já não subiria mais alto. No entanto, para a nossa surpresa, do cárcere em Roma, em Efésios e Colossenses descobrimos uma maior revelação, e a mais profunda revelação é apresentada aos Filipenses. Isso é o que aconteceu. Paulo pôde escrever tais cartas. Nós nunca imaginamos que ele poderia ir mais e mais alto.

Como Paulo resume Romanos, Gálatas, 1ª e 2ª Coríntios? A palavra da cruz. E, como resume ele o que escreveu na prisão? A palavra da vida. A palavra da vida foi edificada tendo a palavra da cruz como fundamento. Agora temos quatro conjuntos das cartas de Paulo. As primeiras duas são as cartas aos Tessalonicenses, que são como um prefácio às epístolas; em seguida as três cartas que começam com a letra T: 1ª e 2ª Timóteo, e Tito, são como um epílogo às epístolas de Paulo. Então, há um segundo e um terceiro grupo: a palavra da cruz, e a palavra da vida.

Se usarmos uma palavra para descrever ambos os grupos, temos: o segundo, a cruz, e o terceiro, o Cristo. Então Paulo diz: "Não conheço nada, a não ser a Cristo, e este crucificado". Quando ele escreveu a carta aos Filipenses, a palavra de Deus em Paulo tinha alcançado a sua plenitude. Aqui vemos que a palavra da vida é plena.

Agora nós sabemos como é o crescimento, porque a obra de Deus é completa. Anteriormente, Paulo experimentou o crescimento em sua vida, por isso chegou a ser uma pessoa espiritual. Mas ele não podia ajudar a outros a serem espirituais. Se quisesse ajudar a outros, ele devia receber a palavra. Só quando recebeu a palavra foi capaz de explicar a sua experiência.

Tudo o que está relacionado com a vida, constitui a palavra da vida. Com essa palavra da vida, nós saberemos como crescer da infância, passando pela adolescência, até chegar à idade adulta. Agora não só Paulo pode ser espiritual. Graças à palavra da vida, você e eu também podemos sê-lo. Quando crescemos até a maturidade, somos transformados à imagem de Cristo. A palavra da vida nos assinala como a vida de Cristo pode crescer em nossas vidas individuais e também na vida corporativa.

Agora, há uma possibilidade de que percamos a palavra da vida, em alguma forma. Esta palavra da vida é plena, entretanto se perder uma parte dela, é como a lua em seu quarto crescente. Estas duas coisas devem andar juntas. Por isso Paulo diz: "...retendo a palavra da vida, para que no dia de Cristo eu possa me gloriar de que não corri em vão, nem trabalhei em vão".

Aqui há um perigo. A igreja em Filipos, ou a igreja em Éfeso, tinham ouvido tanto, tinham visto quase a plenitude da palavra da vida; mas não eram cuidadosos, não estavam retendo a palavra da vida, Paulo tinha corrido em vão ou trabalhado em vão.

Embora a igreja permaneça na etapa de infância, sempre na fase da lua nova, a igreja é igreja. Eles nasceram de Cristo, nasceram do alto. Mas, de alguma forma, Paulo tem uma insatisfação - a insatisfação do coração de Deus. Mas, quando a igreja está na fase da lua cheia, a palavra da vida também é plena. Quando vemos a palavra da vida em sua plenitude, vemos todo o plano do caminho do crescimento da igreja. Assim, no final, Cristo apresentará a si mesmo uma igreja gloriosa.

Quando olhamos para as sete igrejas, há uma regra muito importante para medir em que fase do testemunho da igreja nos encontramos, quanto da palavra da vida foi guardada. Isso quase pode determinar em que fase da lua estamos.

O exemplo de Romanos

Quando chegamos à palavra da vida, eu penso que necessitamos de toda a Bíblia. Mas, na realidade, não precisamos ir tão longe. A fim de entender a restauração do testemunho do Senhor, simplesmente tentaremos revisar a palavra de uma maneira muito simples.

Por exemplo, se alguém lê Romanos e se limita aos primeiros oito capítulos, ali encontra a palavra da vida, como essa vida nasce de novo, como cresce e qual é a meta desse crescimento. Nesses oito capítulos, temos primeiro a justificação por fé, logo a santificação por fé e ao final a glorificação por fé.

Quando nascemos de novo, nós recebemos uma nova posição, para que possamos estar firmes na presença de Deus. Até sendo pecadores, podemos estar em sua presença, por meio do precioso sangue de nosso Senhor Jesus. Nós somos justificados por fé. No Lugar Santíssimo, estamos aos seus pés. Essa é nossa posição, esse é o céu na terra.

Agora, depois que fomos salvos, experimentamos a justificação pela fé. Por causa desta posição, nós sempre podemos permanecer em sua presença, e obtemos toda a energia do próprio Deus. Essa energia e esse poder nos sustentam para podermos viver uma vida santa. Essa é a santificação pela fé.

Se estamos firmes diante de Deus, é graças à justificação pela fé. Isso significa que estamos livres da ira de Deus. Mas, graças a Deus, quando vivemos uma vida santa, significa que fomos libertos do poder do pecado. Mais do que isso, um dia, a presença do pecado desaparecerá para sempre. Quando o Senhor voltar, os nossos corpos serão transfigurados, e nós seremos libertos também da presença do pecado.

Primeiro, somos libertos do juízo do pecado; segundo, libertos do poder do pecado, e finalmente, a glorificação, a transformação do nosso corpo, significa sermos libertos da presença do pecado. Quando falamos da justificação por fé, isso significa regeneração; quando falamos de santificação por fé, significa transformação. E quando falamos de glorificação, referimos a transfiguração.

A justificação significa que fomos salvos; isto já foi feito. Mas quando falamos de transformação, nos referimos à salvação das nossas almas - nós vamos sendo transformados dia a dia. Isso significa que estamos sendo salvos hoje. Mas seremos salvos aquele dia, quando o Senhor retornar. De modo que o processo completo compreende a justificação por fé, a santificação por fé, e a glorificação por fé.

E mais ainda, quando falamos da glorificação por fé, pensamos no dia do retorno do Senhor. Nós seremos como ele é, seremos transfigurados. Isto é a glorificação. E mais ainda, o que Paulo tenta nos dizer é que entre hoje e aquele dia, se nós olharmos para o nosso Senhor com a cara limpa, vamos sendo transformados a sua semelhança, de glória em glória.

Paulo nos diz que Deus tem um propósito: que nós sejamos transformados à imagem de Cristo. Então, não só haverá glorificação naquele dia, mas também hoje em dia.

O que é a glorificação? De acordo com a definição de Paulo, significa ser transformados à imagem de Cristo. Então, irmãos, temos a justificação pela fé - a infância -, a santificação pela fé - a adolescência - e a glorificação pela fé - a idade adulta. Nós crescemos dia a dia, até chegarmos à vida madura. E isso não só se aplica aos crentes individuais, mas também à igreja em geral.

A plenitude da palavra

Essa é a plenitude da palavra da vida. No entanto, Paulo nos adverte: "...retendo a palavra da vida". Se não formos cuidadosos, não alcançaremos a plenitude da palavra da vida. Provavelmente conhece a justificação pela fé, e isso é tudo. Só conhece a salvação inicial, e nada mais. E outras pessoas aprenderam como viver uma vida santa, entretanto não sabem que ainda têm que crescer mais e permitir que a formosura e a glória de Cristo sejam manifestadas em nós.

Existe o perigo de que só tenhamos uma parte da palavra da vida. Graças a Deus, algumas pessoas crêem firmemente na justificação pela fé, outras experimentam a santidade. Mas a palavra de Deus é esta: justificação por fé, santificação por fé, e glorificação por fé.

Agora, nossa luz será obtida da nossa vida. Nossa vida depende da palavra da vida. Então, se não formos diligentes e não chegarmos à plenitude da palavra da vida, cedo ou tarde, isso irá refletir em nosso testemunho. Você pode ver muitas pessoas que conhecem muito bem a salvação; mas nosso Deus nunca estará satisfeito até que veja todos os seus filhos crescendo até a maturidade.

Agora, como sabemos que uma igreja está na fase da lua nova? Toda igreja, como seu nome o indica, é uma igreja. Mas no que se refere à salvação, é possível que eles não conheçam a justificação, nem a santificação, nem a glorificação, e isso explica tudo. Se usarmos esta regra para medir ao longo da história da igreja, vamos aprender lições maravilhosas.

Do século XVI até o século XXI, Deus esteve trabalhando na restauração do testemunho do Senhor. Agora vemos que não se trata só de restaurar a ordem na igreja. Sim, nós temos feito algum tipo de contribuição; no entanto, isso nunca vai encher a medida de Deus. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Isto é muito importante se nos reunimos juntos como igreja e estamos esperando o retorno do Senhor.

Irmãos, como nós podemos crescer juntos? Isto depende se tivermos ou não essa revelação da palavra da vida. Graças a esta palavra, nós poderemos contemplar como isto se reflete em nosso testemunho. Que o Senhor abra os nossos olhos para que realmente possamos ver a restauração do seu testemunho.

Por Eneida Stawinski - August 8th, 2011, 20:01, Categoría: General
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o SIM e o AMÉM

Qual o significado dessa afirmação acerca de Cristo,"são Nele o sim, e por Ele o Amém"? 

                                                                                      

 No Velho Testamento há promessas feitas por Deus de abençoar a semente de Abraão, e abençoar os gentios através de Israel. Havia, contudo, uma grande dificuldade que impedia o cumprimento da bênção: do outro lado de toda a cena havia a sombra escura da morte. Como então as promessas seriam cumpridas? Abraão, a quem as promessas foram feitas, morreu; Isaque e Jacó morreram, conforme lemos: "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas" (Hb 11:13). Se algum grande benefício for prometido a um homem para daqui a um ano, e ele morre antes deste tempo como a promessa pode ser cumprida? É claro, então, que as grandes promessas de Deus estão espalhadas por todas das páginas do Velho Testamento, mas a morte sempre está no caminho do cumprimento delas. Mas, finalmente, veio Um em quem não havia "alguma causa de morte" (At 13:28), e embora Ele entre na morte não pode ser detido pela morte (At 2: 24). Assim finalmente encontrou-se um Homem que, com relação às promessas do Deus, é "o Sim" e "o Amém." Como "o Sim" Ele é o Único em quem as bem-aventuranças de todas as promessas são mostradas; e, como "o Amém", o Único por quem todas as promessas são cumpridas.

Assim no Novo Concerto, ou Novo Testamento, aprendemos que Deus está em Sua boa vontade para com o homem. A reconciliação apresenta o que o homem é para Deus. Na verdade ele apresenta o que tudo será para Deus; pois, não apenas os homens devem ser reconciliados, mas "todas as coisas", sejam as coisas na terra ou as coisas no céu. Considerando uma cena além da morte ali se levanta diante da nossa visão um vasto universo de alegria, no qual todas as pessoas e todas as coisas estarão plenamente de acordo com Deus. Cristo  corresponde perfeitamente a essas grandes verdades, pois em Cristo vemos perfeitamente apresentada a disposição de Deus em direção aos homens; e em Cristo vemos perfeitamente apresentado tudo o que Deus precisaria que fossemos para Ele; ademais, através de Cristo sabemos que todos os desejos do coração de Deus serão cumpridos.

 A glória de Deus implica na exposição de Deus em Sua natureza. Podemos facilmente entender que toda a glória de Deus é apresentada em Cristo, mas a maravilha da graça é que é o propósito de Deus que a Sua glória deva ser apresentada "por nós": para que aqueles que uma vez apresentaram os terríveis efeitos do pecado, sejam conduzidos a apresentarem a glória de Deus. Ainda mais, esta apresentação da glória de Deus nos santos não é simplesmente no futuro, mas agora mesmo neste mundo: ser transformado de glória em glória, tem o presente em vista. Sabemos que o propósito de Deus terá o seu completo cumprimento na igreja da glória, pois a primeira marca da Cidade Santa, quando desce do céu, é que ela tem "a glória de Deus". Mas também é o propósito de Deus que quando os crentes passem por este mundo, no qual uma vez foram servos do pecado produzindo frutos de injustiça, se tornem servos de Deus para apresentarem a glória de Deus. Para esse fim Deus nos confirmou em Cristo; ungiu-nos; selou-nos, e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.

Esta é a forma com que Deus opera para que a Sua glória possa ser exposta em nós:

*Em primeiro lugar Deus nos confirma em Cristo. Há uma obra de Deus no homem interior com a finalidade de que Cristo possa viver no coração pela fé. Reconhecemos a necessidade da energia nas coisas de Deus e do zelo em Seu serviço, mas, acima de tudo, precisamos do segredo da energia – um coração que é atado a Cristo.

*Em segundo lugar, tendo atado o nosso coração a Cristo somos conduzidos ao conhecimento das verdades e das Pessoas divinas, pela unção do Espírito. A unção fala da inteligência divina dada pelo Espírito Santo, conforme sabemos da Epístola de João onde lemos: "Vós tendes a unção do santo e sabeis todas as coisas" (1 Jo 2:20). Além disso, lemos: "A Sua unção vos ensina todas as coisas" (1 Jo 2:27). Nas coisas divinas, a afeição vem antes da inteligência. Isso é visto na oração do Apóstolo em Efésios 3 onde ele primeiro ora para que Cristo possa viver em nosso coração, e que para que estejamos arraigados e fundados em amor. Isso corresponde a Deus nos estabelecendo em Cristo. Então prossegue na oração: "Poderdes perfeitamente compreender". Esta compreensão é o efeito de unção pela qual é possível para o crente entrar na largura, comprimento, profundidade e altura, de todos os conselhos de Deus.

*Em terceiro lugar, somos lembrados nesta passagem que os cristãos estão selados por Deus. O selo, como muitas vezes tem sido expresso, é a marca que Deus coloca sobre o crente como evidência de que somos Dele. O mundo não pode ver o Espírito Santo, mas eles podem ver na vida mudada do crente o efeito da habitação interior do Espírito. Foi assim no caso dos Tessalonicenses. Eles receberam a palavra em muita aflição e com a alegria do Espírito Santo, e como resultado se tornaram

 (1) seguidores do Senhor;

 (2) exemplos para todos que crêem; e

(3) a fé deles em Deus se espalhou. Este foi o resultado de serem selados e a evidência de que eles pertenciam a Deus.

*Em quarto lugar, os cristãos gozam do penhor do Espírito pelo qual lhes é permitido ter um antegozo da bem-aventurança da vasta herança da glória que já é deles e para a qual logo serão conduzidos (Ef 1:13, 14).

Assim aprendemos que Deus "nos confirma", "nos ungiu", "nos selou" e nos deu "o penhor do Espírito". Ao sermos confirmados olhamos para trás para a cruz para aprendermos tudo do amor de Cristo; pela unção olhamos para cima para a glória de Cristo, para sermos feito inteligentes em todos os conselhos divinos; pelo selo nos tornamos testemunhas de Cristo no mundo em nossa volta confirmando assim que pertencemos a Deus; e pelo penhor olhamos para a herança quando estaremos com Cristo e seremos semelhantes a Cristo.

                                            HAMILTON SMITH

Por Eneida Stawinski - July 31st, 2011, 16:28, Categoría: General
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Conversão Contínua

 A Conversão Contínua|
   

"...se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças" Mt 18:3 

Se confiarmos em nosso entendimento em vez de confiarmos em Deus plenamente, acarretaremos com aquelas gravíssimas consequências pelas quais Deus nos responsabilizará sempre. Sempre que somos colocados em novas condições de provação contínua por coisas trazidas pela providência de Deus, temos que cuidar para que a vida natural se submeta à vida do espírito e obedeça ao Espírito de Deus vivente lá. O fato de já termos feito isso uma vez ou outra, não é prova de que tornaremos a fazê-lo caso suceda a oportunidade de novo. A relação do natural com o espiritual será o de uma conversão para continuar e persistir e é justamente a isso que mais resistimos; há quem queira vencer e submeter-se agora para nunca mais ter de se submeter. Em todas as situações nas quais possamos ainda ser colocados, o Espírito de Deus e a Sua salvação permanecem imutáveis dentro de nós, mas, temos que nos revestir "do novo homem", Ef.4:24. Deus sempre nos responsabilizará tantas quantas vezes nos recusarmos a converter-nos de algo específico. A razão dessa recusa será sempre nossa obstinação e falta de vontade em nos submetermos. Não nos deixemos governar através da vida natural; é Deus quem nos governará continuadamente e sempre - até nas coisas virtuosas.

O grande impedimento existente em nossas vidas espirituais será o fato de não nos dispormos a converter-nos continuadamente; há áreas de obstinação em que o nosso orgulho cerra os punhos diante do trono de Deus e diz: "Não me renderei porque considero que isto não está errado". Endeusamos a independência e a teimosia obstinada e até lhe damos outros nomes virtuosos. Aquilo que Deus vê como uma persistente fraqueza, nós chamamos de força prudente. Existem áreas inteiras de toda a nossa vida que ainda não foram submetidas a Deus e isso só pode ser feito pela continuidade da conversão. Lenta, mas, seguramente, podemos conquistar todo o território do pecado para o Espírito Santo de Deus viver em nós.

Autor: Oswald Chambers

   


Por Eneida Stawinski - June 11th, 2011, 20:56, Categoría: General
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Um só rebanho e um só Pastor !!

"Dize-me , oh Amado de minha alma: onde apascentas o teu rebanho? Onde o fazes repousar ao meio-dia? Dize-me, para que eu não ande vagando junto ao rebanho dos teus companheiros."

"Se tu não o sabes, oh mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas dos rebanhos...''

                          (cântico dos cânticos 1: 7 e 8a)

Há somente um rebanho do Senhor. Porque nosso Senhor é um bom Pastor.

Ele caminha na frente do rebanho.

Seu próprio rebanho segue as pegadas do Pastor. Por isso, quando vemos que a mulher não pode ver o Senhor, Ele diz: "Apenas siga as pegadas do rebanho e então você poderá Me encontrar". O Senhor é o bom Pastor. Ele nunca deixa Sua própria ovelha. Assim onde quer que Seu rebanho esteja, Ele está.

Ali você pode encontra-Lo.

Há um só Pastor; há um só rebanho. Isto é o que vemos em João 10 porque o Senhor nos diz: "Tenho outras ovelhas em outro aprisco". Bem, naturalmente conhecemos os acontecimentos daquele tempo. Os judeus eram um aprisco; não eram um rebanho. Mas o Senhor disse: "Além das ovelhas deste aprisco ..".

Sabemos que quando o Senhor veio a esta terra, disse: "Eu fui enviado para a casa de Israel".

Naquele aprisco Ele veio para chamar Suas próprias ovelhas porque Suas ovelhas conhecem Sua voz. Mas o Senhor disse: "Além das ovelhas deste aprisco, também tenho outras ovelhas em outro aprisco".

E este é o reino dos gentios. Ele disse: "Eu vou busca-las. Não apenas vou tirar as ovelhas do aprisco dos judeus; também vou tirar Minhas ovelhas do aprisco dos gentios. Porque Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, vou conduzi-las para um rebanho e sob um Pastor".

O Senhor é este bom Pastor. Embora na terra tenha chamado muitos pastores, estritamente falando há apenas um Pastor, e Ele tem somente um rebanho. Sobre esta terra Ele tem somente um rebanho – todos aqueles que foram salvos pela graça, que ouviram a Sua voz. Ele disse: "Minhas ovelhas conhecem a minha voz. Meu Pai Me conhece; eu conheço Meu Pai. Eu conheço Meu rebanho e Meu rebanho Me conhece". E todas estas ovelhas estão em um rebanho sob o domínio do Pastor.

Deste modo o Senhor disse a mulher de Cantares: "Se agora você não pode Me ver por causa destas circunstâncias complicadas, tudo o que você tem que fazer é seguir as pegadas do rebanho. Ali você Me encontrará". Verdadeiramente, o que esta mulher está desejando não é o rebanho. O que ela está desejando é aquele Pastor. Porque ela deseja o Pastor, ela também ama o rebanho do Pastor. Agora, nas pegadas do rebanho que segue o Senhor, ela pode encontrar o Amado, o Senhor que seu coração tanto deseja.

Sabemos que os quatro evangelhos nos mostram as pegadas do Senhor. Nos evangelhos vemos as pegadas que o Senhor deixou sobre a terra. Então o que é o livro de Atos? Creio que os estudantes

da Bíblia deveriam todos reconhecer que se os evangelhos são as pegadas do Senhor, então no livro de Atos estão as pegadas do rebanho. Assim quando não podemos encontrar o Senhor, Ele diz: "Tudo o que você tem que fazer é seguir as pegadas do rebanho porque ali você pode Me encontrar". É por isso que descobrimos ser o livro de Atos muito precioso porque ele não é apenas história. Por exemplo, quando lemos os quatro evangelhos, não apenas vemos a história do Senhor sobre a terra, temos também que ver Suas pegadas.

que você tem que fazer é seguir as pegadas do rebanho porque ali você pode Me encontrar". É por isso que descobrimos ser o livro de Atos muito precioso porque ele não é apenas história. Por exemplo, quando lemos os quatro evangelhos, não apenas vemos a história do Senhor sobre a terra, temos também que ver Suas pegadas.

Através de Suas pegadas podemos conhece-Lo.

É o mesmo com o livro de Atos. Ele não está apenas nos mostrando a história do primeiro século da igreja, mas está nos mostrando as pegadas do rebanho. Assim quando algumas vezes nos sentimos um pouco confusos e não sabemos para onde ir, ali no livro de Atos podemos encontrar as pegadas do rebanho. Através destas pegadas podemos encontrar nosso Senhor !

                                               STEPHEN KAUNG

Por Eneida Stawinski - March 27th, 2011, 15:54, Categoría: General
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Chamados para fora do mundo

A religião do mundo

A religião do mundo

                                                                                 (C. H. MACKINTOSH )

 "Então chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra"

                        (Ex 8:25 )

Quer sejam os magos que se opuseram a Moisés, ou Faraó com as suas objeções, o objetivo foi o mesmo: Impedir o testemunho do Nome do Senhor- um testemunho ligado com a separação completa do Seu povo com o mundo, tipificado aqui pelo Egito. É evidente que um tal testemunho não podia ser dado se eles tivessem continuado no Egito, ainda que oferecessem sacrifícios ao Senhor. Os hebreus ter-se-iam, então, colocado no mesmo terreno que os egípcios e teriam posto o Senhor ao mesmo nível dos deuses do Egito. Então os egípcios poderiam ter dito aos israelitas: "Não vemos nenhuma diferença entre nós; vós tendes o vosso culto e nós temos o nosso; é tudo a mesma coisa..."

 Os homens consideram perfeitamente natural que cada qual tenha sua própria religião, seja ela qual for. Contanto que sejamos sinceros e não haja interferência na crença do próximo, pouco importa a forma de nossa religião. Tais são os pensamentos dos homens a respeito daquilo que eles chamam "religião"; porém é bem claro que a Glória do Nome de Jesus não é tida em conta em tudo isto. O inimigo opor-se-á sempre à idéia de separação, e o coração do homem nunca poderá compreendê-la. O coração do homem pode aspirar à piedade e ao mesmo tempo anela seguir o mundo: ele gosta de sacrificar a Deus na terra dos egípcios; assim quando se aceita  esta união mundana se recusando a sair e separar-se dela, o fim de Satanás é alcançado, ou seja, impede-se o testemunho dado ao Nome de Deus na terra: o povo de Deus no Egito e o Próprio Deus associado com os ídolos do Egito! Que terrível blasfêmia! Este esforço em induzir o povo a sacrificar na terra do Egito revela um princípio muito mais astuto pois o intento satânico é alcançado por meio daquilo que é chamado "o mundo religioso". Nada há que provoque tanta indignação no mundo como o princípio Divino da SEPARAÇÃO DESTE PRESENTE SÉCULO MAU.

Deus havia dito : "desci para livrá-los"(Ex 3:8 )..." para que Meu Nome seja anunciado em toda a terra" (Ex 9:16) e nada senão isto poderia satisfazê-LO e glorificá-LO.

 Na carta aos Gálatas vemos que eles começavam a dar crédito a uma religião carnal e mundana, com ordenanças ,  uma religião de dias e meses , de tempos e de anos; e o apóstolo começa sua epístola dizendo-lhes que o Senhor Jesus Cristo Se deu a Si Mesmo com o propósito de libertar o Seu povo deste sistema. O povo de Deus deve ser separado, não com base em sua própria santidade, mas porque é  o Seu Povo,  testemunhando  um Cristo crucificado e ressucitado.

Assim como os hebreus deveriam separar-se dos egípcios a uma distância de 3 dias, o Israel de Deus tem que ser separado da terra, da morte e das trevas pelo Poder da Ressurreição.

 Não se trata aqui se somos filhos de Deus,e, portanto, se somos salvos. Muitos filhos de Deus estão muito longe de conhecer os resultados plenos , quanto a si próprios, da morte e ressurreição do Senhor  Jesus Cristo, ou seja, além de salvos podemos gozar  plena comunhão com Deus. À medida que o Reino de Deus ganha terreno em nosso coração manifestando a vida de Cristo, somos separados  deste mundo.

Distinções frias e regras rígidas para nada servem. É o poder da Vida Ressurreta que nós precisamos. Temos que compreender o significado espiritual do "caminho de 3 dias no deserto", o qual nos separa para sempre não apenas dos fornos de tijolos do Egito, mas também dos seus templos e altares.

                          (extraído de "Série de notas sobre o Pentatêuco")

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Por Eneida Stawinski - March 24th, 2011, 5:06, Categoría: General
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resumo de Daniel

DANIEL – O GOVERNO DE DEUS-  pequeno resumo do livro de Daniel

                     ( Stephen Kaung)

 O próprio nome Daniel significa “Deus é juiz”, “O governo de Deus”. Quando Daniel era um adolescente, ele foi levado para o cativeiro da Babilônia como um refém. A nação de Israel estava a beira da destruição. O governo do mundo começou a se mover das mãos da nação de Israel para as mãos dos gentios. O povo de Deus estava no cativeiro. Muito em breve, Jerusalém seria destruída; o templo seria destruído. Durante os setenta anos de cativeiro, Deus nunca foi tratado como o Deus dos céus e da terra. Deus foi tratado como Deus dos céus, como se Ele tivesse se retirado para o céu e tivesse perdido a terra. Ele não tinha testemunho sobre a terra porque Seu povo, o povo de Seu testemunho, estava cativo. Jerusalém, o lugar onde Ele colocou Seu nome, estava destruído, e o templo onde Ele habitava estava destruído. Certamente Ele deixou o templo antes dele ser destruído. Não havia nenhum testemunho do reino de Deus sobre a terra.

Daniel no Cativeiro

Daniel era um cativo dos gentios, que estavam sob controle sob governo. Por todas as aparências exteriores o reino de Deus não reinava; o homem reinava. Mas na vida de Daniel, na própria vida pessoal de Daniel, você vê o reino de Deus. Ele não era apenas um profeta do reino, do governo de Deus; mas, alguém que estava, literalmente, sob o reinado soberano de Deus, o reinado pessoal de Deus.

O rei, Nabucodonosor, queria escolher homens jovens que tinham sido tomados cativos de todas as diferentes nações, homens que  fossem os melhores, os mais inteligentes, os mais bonitos, com o maior potencial, e treiná-los por três anos para que pudessem estar em sua corte e servi-lo. Daniel não teve escolha; era um refém, e foi escolhido para ser uma destas pessoas. Ao invés de ser treinado para servir a Deus, agora estava sendo treinado para servir a Nabucodonosor, o rei gentio.

A Obediência de Daniel a Deus

Durante estes três anos foram dados a eles a comida real e o vinho real para os educar, para os nutrir, e para prepará-los para estarem diante do imperador. O mundo sabe como escolher o melhor, e demandam o melhor. No entanto, este jovem, que talvez tivesse dezoito anos ou mais, propôs em seu coração não se corromper. Nos é dito que a comida real era oferecida, primeiro, aos ídolos e então era dada a estes jovens. Assim, Daniel propôs em seu coração não ser corrompido pelos ídolos, mas guardar-se puro para Deus, a quem serviria. Era muito difícil porque ele não tinha escolha. Ele pediu permissão para se tratado apenas com água e comida natural, e Deus honrou aquilo. Deus deu a ele e aos seus três companheiros grande sabedoria especialmente em assuntos judiciais. Daniel tinha visões, e interpretava sonhos e visões. Daniel se guardou puro para Deus, sob o reinado dos céus. Quando ele começou a se manifestar na corte real, Nabucodonosor disse: “Agora você pode interpretar, você sabe a interpretação” e ele disse: “Não, Deus o revelou a mim. Não sou eu ; é Deus”. Ele era humilde.

A Fé de Daniel em Deus

Daniel tinha grande fé; ele cria em Deus. Três vezes ao dia, abria sua janela e orava em direção a Jerusalém, muito embora o decreto real era que ninguém poderia pedir nada para ninguém ou nenhum deus durante um mês; e se o fizesse, seria lançado na cova dos leões. Mas, Daniel orou; ele tinha fé. Ali estava um homem sob o reinado do céu; e porque, em um sentido, ele era a personificação do reino de Deus, estava capacitado para indicar ao rei gentio que “O céu reina”.

Queridos irmãos e irmãs, se quisermos dizer ao mundo que “O céu reina”, primeiro de tudo, precisamos saber se o céus reina sobre nós. Se o céu não reina sobre nós, não temos nenhum direito; e mesmo se tentamos proclamá-lo, não haverá poder. Mas Daniel viveu sob o reinado do céu. Muito embora vivesse sob a mais difícil situação, ainda assim

vivia sob o reinado do céu. Então, Deus usou aquele vaso para falar ao mundo. Tanto quanto se refere ao mundo, Deus tinha sido despachado para o céu; agora o homem estava no controle. Mas Deus, através de Daniel, disse ao mundo que isso não era verdade; os céus ainda reinam.

A Visão de Nabucodonosor

Nabucodonosor teve um sonho. Ele viu uma imagem, uma imagem imensa com uma cabeça de ouro e toda estas coisas. Ninguém conhecia seu sonho, e ninguém podia interpreta-lo. Assim, Daniel e seus amigos oraram a Deus e Deus deu a ele a interpretação; e ele contou a Nabucodonosor. Deus revelou Seu pensamento concernente ao futuro, o tempo dos gentios. O governo está agora nas mãos dos gentios; ele começou com Nabucodonosor. “Tu és a cabeça de ouro, e haverá prata e assim por diante, mas finalmente haverá uma rocha cortada sem mãos. Esta rocha esmagará toda a imagem, ela desaparecerá, e aquela rocha crescerá e encherá o universo”. Este é o reino de Deus. Nabucodonosor estava agradecido pela interpretação, mas não aprendeu a lição. Em outras palavras, Deus estava dizendo a ele: “Não pense que tu reinas. Dei a você um tempo para reinar isso é verdade, mas um dia, Meu reino será estabelecido”. Aquilo deveria tê-lo humilhado, mas ao invés de ser humilhado, se tornou orgulhoso e fez uma imagem imensa toda de outro e pediu que todos se curvassem quando a música soasse. O resultado foi que os três amigos de Daniel, que estavam sob o reinado do céu, disseram: “Nós não o faremos. Não há necessidade de falar sobre isso; nós não nos curvaremos. Deus nos livrará. Mesmo que Deus não nos livre, nós não nos curvaremos”. Deus os livrou, e Nabucodonosor teve que reconhecer que Deus reinava sobre ele. Mas ele ainda não entendeu, por isso Deus deu a ele uma nova visão, outro sonho. Em Daniel 4, ele viu aquela árvore cortada, o decreto do céu. Daniel explicou a ele o que isso significava e pediu a ele que se humilhasse, mas ele não se humilhou. Daniel disse a ele: “Os céus reinam. Você pensa que você reina; os céus reinam”. Mas ele se recusou a se arrepender, e ficou insano por sete anos. Quando se levantou, elevou seus olhos ao céu e reconheceu que o reino de Deus é um reino eterno. “Os céus reinam”. Todo o livro de Daniel nos diz que não importa o que você veja, Deus ainda reina sobre tudo.

Por Eneida Stawinski - March 24th, 2011, 4:28, Categoría: General
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Programa Palavra da Cruz

Assista os vídeos :

http://www.youtube.com/watch?v=5OK90yfGBLY&feature=mfu_in_order&list=UL

http://www.youtube.com/watch?v=BQ7xM4pDM-s&feature=related :

(pacto com Abraão e não de Abraão)

 http://www.youtube.com/watch?v=ZmI_tJ-JLFE&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=Yry3k-DvbK4&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=ZrqPchYZu9A&feature=related

Por Eneida Stawinski - February 27th, 2011, 22:56, Categoría: General
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Espiritualidade Cristã

Reflexão Teológica e Espiritualidade Cristã
Romeu Bornelli


A igreja é a casa do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.

Esta afirmação bíblica, apresentada por Paulo a Timóteo, é cheia de significado e traz consigo grandes implicações, privilégios e responsabilidades (ver I Tm 3:14-16). A cada geração de santos, é confiada a responsabilidade de ser o “testemunho de Deus”, a uma geração pervertida e corrupta, na qual devem resplandecer como luzeiros no mundo (Fl 2:15). Uma tradução alternativa de Sl. 90:16 e 17, ‘a’, diz: “Aos teus escravos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória . Seja sobre nós a beleza do Senhor nosso Deus” (grifo meu ). Esse é o nosso privilégio. E responsabilidade!

Hoje, os desafios da igreja no sec. XXI, não são diferentes daqueles já enfrentados em seu passado histórico de conflitos, que tanto nos encorajam a também “batalharmos diligentemente pela fé que uma vez por todas, foi entregue aos santos” ( Jd 3).

Gostaria de considerar aqui, o que, a meu ver, está no cerne do conflito da igreja de todos os tempos, e ao mesmo tempo, representa um grande desafio para nós, nestes tempos de densas trevas no mundo e de superficialidade na vida da igreja.

Os mestres cristãos sempre tiveram em seus ministérios, a difícil tarefa de combinar contrapartes, para que a verdade de Deus fosse mantida em equilíbrio divino. Sempre houve por exemplo, a necessidade de combinar graça e verdade, privilégio cristão e responsabilidade cristã, realidade interior e conduta externa, amor e liberdade; apenas para citar alguns exemplos.

Consideraremos aqui uma combinação que penso ser vital até mesmo para a expressão de todas as demais: é o equilíbrio entre reflexão teológica e espiritualidade cristã. É uma combinação fundamental porque significará a harmonia entre mente e coração, entre verdade teológica e verdade “encarnada”, entre fé e experiência.

Note, por exemplo, que o apóstolo Pedro sugeriu a eleição de diáconos na igreja primitiva, para eles (os apóstolos) se dedicarem à “oração e ao ministério da palavra” (At 6:4), refletindo assim, a importância desse equilíbrio, entre a palavra e a oração, no serviço cristão .

Considerando primeiramente o desafio à reflexão teológica, vemos sua necessidade e importância em pelo menos 4 aspectos :

1) A fé deve ser fundamentada na palavra de Deus

A igreja foi chamada para ser um “povo da palavra”. Em todos os movimentos de genuíno avivamento na história da igreja, vemos sempre o retorno às Escrituras como um dos pontos nevrálgicos. Observe também um relato de avivamento, na narrativa de Neemias 8: 1-10. O povo de Deus havia retornado do cativeiro babilônico de 70 anos. Esdras toma a lei e a lê para o povo. Os levitas ensinavam o povo na lei. Liam e davam explicações para que se entendesse o que era lido. O povo chorava em arrependimento e adoração! Esdras, Neemias e os levitas disseram então: “... não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força”. Onde estava a “alegria do Senhor” ali? No fato da palavra ter sido aberta, lida, explicada, entendida e frutificada em arrependimento contrito!

A palavra aberta, estudada, conhecida e pregada é o meio para que a fé seja gerada, renovada e fortalecida nos corações dos homens.

Precisamos resgatar uma fé bíblica por meio da revelação viva e ardente da teologia bíblica e do Deus da Bíblia.

2) A centralidade da Pessoa e obra de Cristo

É fácil verificar com que frequência e agilidade nós perdemos este foco divino, e não sem sérias consequências. Com que facilidade nos volvemos de Cristo para outros “centros”. Parece que, à semelhança da geração do deserto, nossa alma tem fastio do “pão vil” ( o maná do céu, figura de Cristo ).

No viver da igreja, Cristo é o centro. Ele é o alvo e o caminho. Ele é o motivo e o sentido do viver comunitário.

A visão de sua Pessoa gloriosa é plena satisfação e realização. A visão de Sua obra consumada é fonte perene de segurança e alegria. “Cristo formado em vós” é a ambição de todo serviço na casa de Deus. “Cristo é tudo, e em todos” é o próprio fundamento sobre o qual a vida da igreja se move e se edifica. Todo movimento do inimigo de Deus é no sentido de colocar uma “boa coisa” ou uma “boa causa” no centro de nossos corações.

Parece que a igreja não mais tem expectativa de ver a Cristo na sua convivência e no seu reunir, tantas são as distrações e falsos centros que entulham o seu coração.

3) Uma visão do desejo do coração de Deus - um fardo

A reflexão teológica é o primeiro passo para virmos a participar das “dores de parto” de Deus. Deus tem um fardo, um anseio em Seu coração. Ele o revelou aos seus santos. Como interpretar esse anseio na vida pessoal, relacional, funcional, enfim, em todos os aspectos da vida de cada um de nós? Como viver para o Seu inteiro agrado?

A meditação nas Escrituras é o primeiro passo.

A reflexão teológica visa ouvirmos a Deus e encararmos as mais penetrantes perguntas da vida, sem fugir das respostas. Um dos problemas do academicismo moderno, por exemplo, é fornecer respostas antes que o aprendiz tenha entendido bem as perguntas!

A reflexão teológica lança sementes que germinarão no solo de uma espiritualidade cristã.

A.W. Tozer disse: “Somos como crianças apressadas, correndo pelos corredores do reino, sem saber o real valor de nada”. Isso está tão aquém de nossa vocação celestial! Fomos chamados não apenas para sermos beneficiários da salvação de Deus, mas também cooperadores no cumprimento do anseio do Seu coração. Sem verdadeira reflexão teológica nunca seremos profetas, apenas escribas repetindo a lei. Nunca seremos uma “voz que clama no deserto”, apenas um eco que transmite impressões de “segunda mão”.

Um dos maiores perigos na vida cristã é o da palavra de Deus tornar-se familiar e conhecida de nós, sem que participemos do fardo de Deus, pelo cumprimento de Seus planos eternos, com relação a nós e nossos irmãos.

4) Uma mente edificada com a verdade

Apenas uma mente estruturada com a palavra e pela palavra de Deus, pode eliminar a caminhada inconstante de cada um de nós. A palavra de Deus precisa ser aplicada à vida cotidiana: conflitos, temores, ansiedades, tentações e cobiças, ambições, etc.. Nunca eliminaremos a dicotomia entre o que “sabemos” e o que vivemos de outra maneira que, não pela edificação de uma mente evangélica em nós.

A reflexão evangélica abrirá caminho para que tenhamos a “mente de Cristo”. Lutero disse: “A graça é a experiência de sermos libertos da experiência”. Sem a reflexão teológica, sempre seremos escravos da experiência, quer seja boa, quer seja má. Construiremos nossa “teologia experimental”, baseada em nossos sentimentos e vivências, e tentaremos encaixar Deus e os outros em nosso sistema filosófico fixo de pensamento, que acabará nos afundando num abismo de frustração, e vazio e incredulidade, pois Deus não se deixará ser manipulado por nossos pensamentos egocêntricos. Nossa mente natural é um cárcere, e nossos pensamentos, os carcereiros. Apenas a luz de uma reflexão teológica e bíblica, que nos revele o Deus vivo, pode “guardar os nossos corações e mentes em Cristo Jesus”.

Na ênfase à reflexão teológica, enfatizamos o lugar da palavra de Deus como centro da vida individual e comunitária dos santos.

Considerando agora o desafio a uma autêntica espiritualidade cristã, veremos o lugar e significado da oração na vida individual e coletiva dos santos. Já dissemos que a oração, ou o solo da espiritualidade cristã, é o terreno fértil no qual as sementes da palavra irão germinar e frutificar.

Notemos pelo menos 5 aspectos que compõem e dão significado à oração:

a) oração é vida – Oração é uma atitude do coração e não apenas um ato. É uma postura do coração diante de Deus , “sem cessar”( I Ts 5:17 ).

É não permitir que qualquer coisa se interponha entre a face de Deus e a nossa. Nunca permitir que um pecado não julgado ( seja ele em pensamento, motivo ou ação ) permaneça em nós. Não é necessariamente um pensamento consciente de Deus ou das coisas de Deus durante todo o tempo, mas significa que nada terá permissão para nos separar d’Ele.

Nós costumamos fugir da vida em oração porque fugimos da vida do coração. Adão fugiu e se escondeu e nós continuamos escondidos do Onisciente. Davi perguntou: “Para onde fugirei da Tua face? ( Sl 139 ). O mais impressionante é que Deus nos convida para nos aproximarmos d’Ele com as nossas fraquezas, tentações e mesmo pecados ( mesmo porque sem eles nós não seríamos nós ! ) porque “os sãos não precisam de médicos...”. Creio ser esse um dos graciosos significados do “habitai em mim e eu habitarei em vós”( Jo 15 ). Sem essa atitude do coração, a autêntica espiritualidade é impossível. Oração é a vida do coração.

b) Oração é ser vulnerável – O sublime amor de Deus sofre e suporta, mas não violenta nossas almas. O gracioso Deus pede que concedamos a Ele acesso a nós mesmos. Esse é outro gracioso significado do “habitai em mim e eu em vós”. O Senhor pede o acesso aos nossos corações para poder HABITAR em nós ( conforme Paulo ora pelos Efésios: “e assim habite Cristo nos vossos corações...”). Isso significa que Ele ordenará a casa confusa de nossas vidas segundo a Sua “morada de paz”. Nós costumamos receber o Senhor em nossos corações como recebemos um hóspede em nossa casa, ou seja, na sala de estar. Mas, Ele sabe que nossa casa na verdade está arruinada! Ele pede as chaves dos seus cômodos, um após o outro, até chegar nas chaves dos porões. Se eu os conceder, abrindo o meu ser ao seu amor curativo, vou me surpreender com o “Deus de toda a graça”, quando vir que, pelo seu trabalho habilidoso embora doloroso, Ele me “conduz à Sua glória”( I Pe 5:10), mesmo agora, nesta vida. Como? Dando-me o privilégio de refletir algo da Sua beleza.

Isso é parte do nosso chamamento celestial; isto é parte da glória.

Se não formos vulneráveis a Deus, castigaremos a nós mesmos e aos outros com nossos desejos inalcançáveis e irreais de plenitude, e nos apegaremos a pessoas e coisas com expectativas messiânicas.

c) Oração é integração – Somos seres fragmentados. Nosso coração é dividido em partes inconciliáveis senão por meio de uma vida em oração. Em provérbios 20:5 está escrito: “como águas profundas são os propósitos do coração do homem”, e no Sl 130:1, “das profundezas clamo a Ti , Senhor”.

A oração abre o caminho para a integralidade de nossos corações, para sermos homens e mulheres integrais na presença de Deus. Richard Foster, em seu livro “Celebração da disciplina”, diz: “simplicidade é liberdade. Duplicidade é escravidão”. A espiritualidade autêntica resulta em paz, exatamente porque nosso coração dividido “volta ao lar”. Isso não implica em isenção de conflitos, mas significa que nossos conflitos serão vistos sob uma nova perspectiva restauradora, e vividos em torno de um novo centro: o grande amor do Pai.

Agostinho, em suas Confissões, diz: “Enquanto não descansar em Ti, sou um peso para mim mesmo”. Esta é a dura realidade da discrepância que há dentro de nós, nas partes que constituem nosso ser: pensamentos, emoções, imaginações e desejos. Esta divisão escravizante deve ser considerada, e nossos corações devem ser resumidos e integrados em Deus, se desejarmos viver uma vida de qualidade espiritual.

d) Oração é esperança – A separação de Deus lançou nossos corações numa busca insana por satisfação instantânea. Agarramo-nos a tudo o que possa sugerir uma oferta de realização, mesmo que seja por apenas um pouco de tempo. A oração nos ensinará a viver na incompletude com serenidade, e cultivará um espírito de expectativa enquanto aguardamos as Bodas. Esta viva esperança, nutrida por um coração de amor ao mestre, nos manterá na posição de peregrinos em terra estranha. A busca de satisfação instantânea tira nossos corações da posição de peregrinos e transforma-nos em errantes, pois o que caracteriza o peregrino é “estar procurando uma pátria” ( Hb 11:13-16). Na parábola do tesouro oculto no campo ( Mt 13:44 ) aprendemos que, encontrar o tesouro apenas nos coloca na busca pelo próprio tesouro. E somente a oração nos tornará capazes de “vendermos tudo o que temos”, para possuir o tesouro. “A esperança que se vê não é esperança: pois o que alguém vê, como o espera”? ( Rm 8:24). A esperança mantém nossos corações no caminho, com paciência, livres do mundanismo, até aquele dia em que chegaremos ao lar. Uma vida genuinamente espiritual é marcada pela esperança.

e) Oração é união – Pela oração, viveremos uma espiritualidade cristã marcada também pela união. União com Deus, união com nós mesmos, e com o próximo.

Já vimos que a oração é integração pessoal operada em nosso próprio ser. Oração é também união com Deus e com o outro, sendo a união com Deus o próprio fundamento de tudo.

O conjunto de Salmos, chamados “dos degraus” (Sl. 120 a 134), se divididos em grupos de 5 em 5, apresentam 3 ênfases diferentes. A última série ( 130 a 134 ), enfoca o tema da união: começa com clamor a partir “das profundezas” ( Sl 130 ), prossegue com o “coração desmamado”, quieto nos braços da mãe ( Sl 131), continua com o “lugar do repouso” do Senhor ( Sl 132 ), daí apresenta a união com os irmãos ( Sl 133 ) e termina com a “casa do Senhor”, o seu santuário ( Sl 134 ). A oração é o veículo que nos conduz “das profundezas” para o “santuário” de Deus.

Imagine este quadro: as bolsas de ar quente que sobem aos céus (chamadas “térmicas” pelos praticantes de vôo livre), são capazes de elevar às alturas tanto a águia quanto o urubu. As “térmicas” não mudam a natureza do pássaro, assim como a oração, em si e por si mesma, não nos transforma. Oração é encontro com Deus, caminhar com Deus. Deus é o foco, a oração é o meio. Quando a águia se eleva a grandes alturas, ela coloca seu ninho nas rochas. Quando o urubu se eleva às alturas, ele ainda busca as carcaças mortas! A oração e a meditação de povos que não conhecem a Deus termina no nada. A oração cristã começa no nada e termina em Deus, onde Cristo é tudo, ainda que eu continue sendo nada! Viverei por meio d’Ele.

Busquemos a face do Senhor com relação a nossa vocação, privilégio e responsabilidade cristã. Que nós, a igreja do Deus vivo, busquemos verdadeiro equilíbrio entre reflexão teológica e espiritualidade; pois uma conduz à outra e ambas se completam. E que assim, “seja sobre nós a beleza do Senhor nosso Deus”.

Por Eneida Stawinski - February 18th, 2011, 0:10, Categoría: General
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o filho pródigo

 

         O Precioso Exemplo do Filho Pródigo

É absolutamente necessário conhecer a verdade de que estamos na presença de Deus somente como participantes da vida divina e beneficiando da justiça divina. O Pai só podia ter o pródigo à sua mesa vestido com "o melhor vestido" e em toda a integridade daquele parentesco em que o via. Tivesse o pródigo conservado os seus andrajos ou sido admitido "como um dos servos da casa, e nós nunca teríamos ouvido essas gloriosas palavras, "comamos e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado". Assim acontece com todos os verdadeiros cristãos. A sua velha natureza não é reconhecida como existente diante de Deus. Ele considera-a morta, e assim eles a deviam considerar. Esta morta para Deus — morta para a fé. Deve ser mantida no lugar da morte. Não é melhorando a nossa velha natureza que chegamos à presença divina; mas como possuidores de uma nova natureza. Não foi remendando os trapos da sua condição anterior que o pródigo obteve um lugar à mesa do Pai, mas por ter sido vestido com um vestido que nunca havia visto ou pensado. Não trouxe esse vestido da "terra longínqua", nem o obteve de caminho; mas o pai tinha-o para ele em casa. O pródigo não o fez nem ajudou a fazê-lo; mas o pai adquiriu-o para ele e alegrou-se por o ver vestido com ele. Foi assim que se assentaram à mesa para se alimentarem em feliz comunhão "do bezerro cevado".


Por Eneida Stawinski - February 10th, 2011, 20:24, Categoría: General
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oferta de manjares

 


A OFERTA DE MANJARES: CRISTO NA SUA HUMANIDADE


Vamos considerar agora a oferta de manjares, que, de uma maneira muito clara, apresenta Cristo Jesus como Homem. Assim como o holocausto simboliza Cristo na morte, a oferta de manjares representa-O na vida. Nem num nem no outro se trata da questão de levar o pecado. No holocausto vemos expiação, mas não é uma questão de levar o pecado (1) — não é imputação do pecado — nem manifestação da ira por causa do pecado. Como podemos saber isto? Porque tudo era consumido sobre o altar. Se houvesse nele alguma coisa referente à remoção do pecado teria sido consumado fora do arraial (veja Lv 4:1,12 com Hb 13:11).

Porém, na oferta de manjares nem sequer havia derramamento de sangue. Encontramos nela uma formosa figura de Cristo, como viveu, andou e serviu na terra. Este fato, em si, é suficiente para persuadir a mente espiritual a considerar esta oferta atentamente e com oração. A humanidade pura e perfeita de nosso bendito Senhor é um tema que requer a atenção de todo o verdadeiro crente. É de recear que prevaleça muita liberdade de pensamento sobre este santo mistério. As expressões que às vezes se ouvem e se lêem bastam para provar que a doutrina fundamental da encarnação não é compreendida como a Palavra de Deus no-la apresenta. Tais expressões podem, muito provavelmente, proceder de uma má compreensão da natureza verdadeira das Suas relações e do verda­deiro caráter dos Seus sofrimentos; mas seja qual for a causa que lhes dá origem, devem ser julgadas à luz das Sagradas Escrituras e rejeitadas. Infalivelmente, muitos dos que fazem uso dessas expres­sões recuariam como horror e justa indignação ante a verdadeira doutrina que elas encerram, se esta fosse exposta perante eles no seu verdadeiro e extenso caráter; e, por esta razão, deve haver o cuidado de não atribuir erro à verdade fundamental, quando pode muito bem ser apenas incorreção de linguagem.


____________

(1) Não se salienta a idéia de levar o pecado. Mas, claro, quando há expiação existe a questão de pecado.


Existe, contudo, uma consideração que deve pesar grandemente nas apreciações de todo o cristão, a saber: a natureza vital da doutrina da humanidade de Cristo. Encontra-se no próprio funda­mento do cristianismo; e, por esta razão, Satanás tem procurado diligentemente, desde o princípio, induzir as pessoas em erro a este respeito. Quase todos os erros principais que se têm introduzido na igreja professa revelam o propósito satânico de minar a verdade quanto à pessoa de Cristo. E até homens piedosos ao pretenderem combater esses erros caem, em muitos casos, em erros do lado oposto. Daí a necessidade de prestarmos atenção às próprias palavras de que o Espírito Santo fez uso para revelar este sagrado e profundo mistério.

Na realidade, eu creio que, em todos os casos, a submissão à autoridade das Sagradas Escrituras e a energia da vida divina na alma são os melhores meios de proteção contra toda a espécie de erro. Não são precisos grandes conhecimentos teológicos para preparar uma alma de modo a evitar erros a respeito da doutrina de Cristo. Se a palavra de Cristo habitar abundantemente na alma e "o Espírito de Cristo" estiver nela em poder, não haveria lugar para Satanás introduzir as suas sombrias e horríveis sugestões.

Se o coração se compraz no Cristo das Escrituras, fugirá segura­mente dos falsos Cristos que Satanás lhe apresenta. Se nos alimen­tarmos da realidade de Deus, rejeitaremos sem hesitação as limita­ções de Satanás. Este é o melhor meio de escapar aos enredos do erro, qualquer que seja a sua forma e caráter. "As ovelhas ouvem a sua voz[...] e o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas, de modo nenhum, seguirão o estranho, antes fugirão dele; porque não conhecem a voz dos estranhos" (Jo 10:3-5). Não é necessário, de modo algum, estar-se habituado à voz de um estranho para se fugir dele; tudo que precisamos é conhecer a voz do "Bom Pastor". Este conhecimento nos guarda da influência ardilosa de todos os estra­nhos. Portanto, embora me sinta chamado para prevenir o leitor contra sons estranhos, a respeito do mistério divino da humanidade de Cristo, não me parece necessário discutir tais sons, mas procu­rarei antes, pela graça, avisá-lo contra erros, apresentando a doutri­na das Escrituras sobre o assunto.

Poucas coisas há em que revelamos maior fraqueza do que em mantermos uma comunhão vigorosa com a perfeita humanidade de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso sofremos tanto com a falta de frutos, inquietação, divagações e erro. Se estivéssemos compenetrados, mercê de uma fé simples, da verdade que à direita da Majestade nos céus está um Homem real — Um cuja simpatia é perfeita, cujo amor é insondável, cujo poder é onipotente, cuja sabedoria é infinita, cujos recursos são inesgotáveis, cujas riquezas são inexauríveis, cujo ouvido está sempre atento às nossas petições, cuja mão está aberta a todas as nossas necessidades, cujo coração está cheio de ternura e amor inefável por nós — quanto mais felizes e elevados seríamos e quanto mais independentes dos meios corren­tes da criatura estaríamos, fosse qual fosse o canal por onde viessem"? Não há nada que o coração possa desejar que não tenhamos em Jesus. Suspira por verdadeira simpatia"? Onde poderá encontrá-la senão n'Aquele que pôde juntar as Suas lágrimas às das desoladas irmãs de Betânia1?- Anela o gozo de uma sincera afeição"? Só pode encontrá-la no coração que manifestou o seu amor em gotas de sangue. Procura a proteção de um poder eficaz"? Nada mais tem a fazer senão olhar para Aquele que criou o mundo. Sente necessidade de uma sabedo­ria infalível para o guiara Entregue-se Aquele que é a sabedoria; "o qual por nossos pecados foi feito por Deus sabedoria". Em resumo, temos tudo em Cristo.

A mente divina e as afeições divinas encontraram um objetivo perfeito em "Jesus Cristo, homem"; e, seguramente, se existe na pessoa de Cristo o que pode satisfazer Deus perfeitamente, há também o que nos deveria satisfazer, e nos satisfará, na proporção em que, pela graça do Espírito Santo, andarmos em comunhão com Deus.


Cristo, o Homem Perfeito

O Senhor Jesus Cristo foi o único homem perfeito que jamais pisou esta terra. Era todo perfeito — perfeito em pensamento, palavras e ação. N'Ele todas as qualidades morais se encontravam em divina e, portanto, perfeita proporção. Nenhuma qualidade pré-ponderava. N'Ele entrelaçavam-se singularmente a majestade que amedrontava e a delicadeza que dava um perfeito à vontade na Sua presença. Os escribas e fariseus eram severamente censurados por Ele, enquanto que a samaritana e a mulher que era "pecadora" eram inexplicável e irresistivelmente atraídas para Ele. Nenhuma quali­dade deslocava outra, porque tudo estava em bela e airosa proporção. Isto pode verificar-se em todas as cenas da Sua perfeita vida. Podia dizer a respeito de cinco mil pessoas famintas: "Dai-lhes vós de comer"; e, depois de estarem satisfeitas podia acrescentar, "Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca".

A benevolência e a economia são ambas perfeitas. Uma não interfere com a outra. Cada uma brilha na sua própria esfera. Não podia despedir a multidão faminta; tampouco podia permitir que um simples fragmento do que Deus criara fosse desperdiçado. Supria com mão-cheia e liberal as necessidades da família humana, e, quando isso fora feito, guardava cuidadosamente cada átomo deixado. A mesma mão que estava sempre aberta a toda a forma de necessidade humana estava firmemente fechada contra toda a prodigalidade. Nada havia de mesquinho nem tampouco de extra­vagante no caráter do Homem perfeito, o Homem do céu.

Que lição para nós! Quantas vezes acontece conosco que a benevolência degenera em injustificável prodigalidade! E, por outro lado, quantas vezes a nossa economia é manchada pela exibição de um espírito avaro!

Por vezes os nossos corações mesquinhos recusam abrir-se às necessidades que se nos apresentam; enquanto que noutras ocasiões dissipamos por frívola extravagância o que poderia satisfazer muitos dos nossos semelhantes necessitados. Oh! prezado leitor, estudemos atentamente o quadro divino que nos é apresentado na vida de "Jesus Cristo, homem". Quão confortante e edificante é para "o homem interior" estar ocupado com Aquele que foi perfeito em todos os Seus caminhos e que em tudo deve ter a "preeminência"!

Vede-O no jardim do Getsêmane. Ali, Ele ajoelha-Se no recôn­dito profundo de uma humildade que ninguém senão Ele podia mostrar; mas, todavia, adiante do bando do traidor mostra uma presença de espírito e majestade que nos faz retroceder e cair por terra. O seu comportamento diante de Deus é de prostração; mas perante os Seus juízes e acusadores de dignidade inflexível. Tudo é perfeito. O desapego, a humildade, a prostração e a dignidade são divinos.

Assim também quando contemplamos a combinação formosa das Suas relações divinas e humanas observa-se a mesma perfeição. Ele podia dizer, "Porque é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai??-" E, ao mesmo tempo, podia descer a Nazaré e dar ali um exemplo de perfeita sujeição à autori­dade paternal (veja Lc 2:49-51). Podia dizer a Sua mãe: "Mulher, que tenho eu contigo?" E contudo ao passar pela agonia indizível da cruz podia confiar ternamente aquela mãe ao cuidado do discípulo amado. No primeiro caso, Ele separou-se no espírito de perfeito nazireu, deu expressão aos ternos sentimentos do perfeito coração humano. A devoção do Nazireu e a afeição do homem eram igualmente perfeitas. Não houve interferência nem num caso nem no outro. Cada uma brilhava com brilho límpido na sua própria esfera.

Agora, a sombra deste Homem perfeito passa perante nós na "flor de farinha" que formava a base da oferta de manjares. Não havia nela um grão mal moído. Nada desigual, nada desproporcio­nal, nada revelava aspereza. Não importava qual fosse a pressão vinda do exterior, a superfície era sempre uniforme. O Senhor nunca foi perturbado por quaisquer circunstâncias. Nunca teve de retroceder um passo ou retirar uma palavra. Viesse o que viesse enfrentava sempre as circunstâncias com aquela uniformidade admiravelmente simbolizada na "flor de farinha".

Em todas estas coisas desnecessário é dizer que Ele está em flagrante contraste com os Seus mais honrados e consagrados servos. Por exemplo, Moisés, embora fosse "muito mais manso do que todos os homens que havia sobre a terra" (Nm 12:3) "falou imprudentemente com seus lábios" (SI 106:33). Em Pedro vemos um zelo e uma energia que, por vezes, eram excessivos; e, também noutras ocasiões, uma covardia que o levava a fugir do lugar de testemunho e vitupério. Fazia afirmações de uma devoção que, quando chegava a altura de agir, não se via. João, que respirava tanto da atmosfera da presença imediata de Cristo, manifestou, por vezes, um espírito sectário e intolerante. Em Paulo, o mais consagrado dos servos, descobrimos considerável desigualdade: dirigiu palavras ao sumo sacerdote que teve de retirar (At 23). Escreveu uma carta aos Coríntios, de que logo se arrependeu, para mais tarde não se arrepender (2 Co 7:8). Encontramos em todos qualquer falha, menos n'Aquele que "é cândido e totalmente desejável entre dez mil".

No estudo da oferta de manjares, para mais clareza e simplici­dade dos nossos pensamentos, convém considerar primeiro os materiais de que era composta; depois as diversas formas em que era apresentada; e, por último, as pessoas que participavam dela.


Os Ingredientes da Oferta de Manjares

a) A Flor de Farinha Amassada com Azeite

Quanto aos materiais, a "flor de farinha" pode ser considerada como a base da oferta; nela temos uma figura da humanidade de Cristo, na qual se encontram todas as perfeições. Nela se encontram também todas as virtudes prontas para ação eficiente, a seu tempo. O Espírito Santo deleita-se em mostrar a glória de Cristo, em O apresentar em toda a Sua excelência incomparável — em O apresen­tar diante de nós em contraste com tudo mais. Põe-no em contraste com Adão, até mesmo no seu melhor e mais elevado estado, como lemos: "O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu" (1 Co 15:47). O primeiro Adão, até mesmo no seu estado de inocência, era "da terra"; mas o segundo Homem era "o Senhor do céu".

O "azeite", na oferta de manjares, é um símbolo do Espírito Santo. Mas assim como o azeite é aplicado de um modo duplo, o Espírito Santo é apresentado num duplo aspecto, em relação com a encarnação do Filho. A flor de farinha era "amassada" com azeite; e sobre ela era deitado azeite (versículos 5,6). Tal era o tipo; e no Antítipo vemos o bendito Senhor Jesus Cristo, primeiro "concebi­do" e então "ungido" pelo Espírito Santo (compare Mt 1:18,23 com capítulo 3:16). Isto é divino! A exatidão é tão clara que provoca a admiração da alma. O mesmo Espírito que dita os ingredientes do tipo dá-nos os fatos ocorridos com o Antítipo. O mesmo que referiu com assombrosa precisão as figuras e sombras do Livro de Levítico deu-nos também o seu glorioso objetivo nas páginas do evangelho. O mesmo Espírito sopra através das páginas do Velho e do Novo Testamento e permite-nos ver como um corresponde exatamente ao outro.

A concepção da humanidade de Cristo, pelo Espírito Santo, no ventre da virgem descobre um dos mais profundos mistérios que pode prender a atenção da mente renovada. E plenamente revelado no Evangelho de Lucas; e isto é inteiramente característico, visto que, através de todo esse evangelho, parece ser objetivo especial do Espírito Santo revelar, na Sua maneira terna e divina, "o Homem Cristo Jesus". Em Mateus temos "O Filho de Abraão" — "Filho de Davi". Em Marcos temos o Servo Divino — o Obreiro Celestial. Em João temos "o Filho de Deus"—o Verbo Eterno — a Vida, Luz, por Quem todas as coisas foram feitas. Porém, o grande tema do Espírito Santo no Evangelho de Lucas é "o Filho do homem".

Quando o anjo Gabriel anunciou a Maria a honra que lhe ia ser conferida em relação com a grande obra da encarnação, ela, não com espírito de cepticismo, mas de honesta ignorância, perguntou: "Como se fará isto, visto que não conheço varãoí" Claramente, imaginava que o nascimento desta gloriosa Pessoa que estava prestes a aparecer devia ser segundo os princípios normais da geração; e este seu pensamento torna-se, na infinita bondade de Deus, a ocasião de derramar luz sobre a verdade fundamental da encarnação. A resposta do anjo à pergunta da virgem é muito interessante e merece ser considerada a fundo. "E respondendo o anjo disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus" (Lc 1:35).

Desta magnífica passagem aprendemos que o corpo humano que o Filho eterno de Deus tomou foi formado pela "virtude do Altíssimo". Um "corpo me preparaste" (compare-se SI 40:6 com Hb 10:5). Foi um verdadeiro corpo humano—verdadeiramente "carne e sangue". Não há aqui fundamento possível para as teorias inúteis e inconsistentes do agnosticismo ou misticismo; nenhuma justificação para as frias abstrações do primeiro ou a fantasia obscura do último. Tudo é profunda, sólida e divina realidade. O que os nossos corações neces­sitam é precisamente o que Deus nos deu. A primitiva promessa havia declarado que "a semente da mulher havia de ferir a cabeça da serpente", e ninguém, a não ser um verdadeiro homem, podia cumprir esta predição—alguém cuja natureza humana fosse tão real quanto era pura e incorruptível. "Eis que em teu ventre conceberás", disse o mensageiro angélico, "e darás à luz filho ('). E, então, para que não houvesse lugar para qualquer erro quanto ao modo desta concep­ção, ele acrescenta palavras que provam indubitavelmente que "a carne e o sangue" de que o Filho eterno "participou", ao mesmo tempo que era absolutamente real, era absolutamente incapaz de receber, reter ou comunicar uma simples mancha. A humanidade do Senhor Jesus era, enfaticamente, "O Santo".

E, visto que era inteiramente sem mancha, não havia nela o princípio mortalidade. Não podemos pensar na mortalidade sem a relacionar com o pecado; e a humanidade de Cristo não tinha nada a ver com o pecado, quer pessoal quer relativamente. O pecado foi-Lhe imputado na cruz, onde "ele foi feito pecado por nós". Mas a oferta de manjares não é uma figura de Cristo tomando sobre Si o pecado. Prefigura-O na Sua vida perfeita aqui na terra — uma vida em que sofreu, sem dúvida, mas não como Aquele que leva sobre si o pecado, não como substituto nem como sofrendo às mãos de Deus. Convém distinguir isto claramente. Nem no holocausto nem na oferta de manjares se prefigura Cristo levando sobre Si o pecado. Nesta vêmo-Lo vivendo, e naquele vêmo-Lo morrendo na cruz; mas em nenhuma destas ofertas existe a questão de imputar o pecado nem de suportar a ira de Deus por causa do pecado. Em resumo, apresentar Cristo como o substituto do pecador em qualquer lugar a não ser na cruz é privar a Sua vida de toda a sua beleza divina e excelência, e deslocar inteiramente a cruz. Além disso, isto envol­veria em confusão irremediável as figuras do livro de Levítico.


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(1) "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl 4:4). Esta passagem é muito importante, visto que apresenta o bendito Senhor como Filho de Deus e Filho do homem. "Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher". Que precioso testemunho!


Quero advertir o leitor que nunca poderá ser escrupuloso de­mais em referência à verdade essencial da Pessoa do Senhor Jesus Cristo e Suas relações. Tudo que não tiver esta verdade por base não pode receber a sanção de Deus. A Pessoa de Cristo é o centro vivo e divino ao redor do qual o Espírito Santo exerce toda a Sua atividade. Deixar escapar a verdade a este respeito e, à semelhança de um barco que parte as amarras e é levado sem leme ou bússola sobre a turbulenta imensidade líquida, vós correreis o perigo iminente de vos despedaçardes contra as rochas do arianismo, da infidelidade ou do ateísmo. Duvidai da eterna Filiação de Cristo; duvidai da Sua divindade ou da Sua humanidade incontaminada, e tereis aberto as comportas à corrente do erro mortal. Ninguém julgue, nem por um momento, que isto é apenas um assunto para ser discutido entre teólogos — uma questão curiosa, um mistério abstrato ou um ponto sobre o qual podemos legalmente discordar. Não; é uma verdade essencial e basilar, para ser retida na energia do Espírito Santo e mantida a todo o custo — na verdade, para ser confessada em todas as circunstâncias, sejam quais forem as conseqüências.

O que nós precisamos é receber simplesmente em nossos cora­ções, pela graça do Espírito Santo, a revelação que o Pai faz do Filho, e, então, as nossas almas serão eficazmente preservadas das ciladas do inimigo, seja qual for a forma que elas tomarem. O inimigo pode cobrir plausivelmente as armadilhas do arianismo ou socinianismo com a erva e as folhas de um atrativo e plausível sistema de interpretação; mas o coração piedoso descobre imediatamente o que este sistema pretende fazer de Aquele bendito Senhor a quem tudo deve e onde ele pretende colocá-lo, e, não encontra dificuldade em o remeter ao lugar de onde veio. Podemos muito bem dispensar as teorias humanas; mas não podemos prescindir de Cristo — o Cristo de Deus; o Cristo das afeições de Deus; o Cristo dos desígnios de Deus; o Cristo da Palavra de Deus.

O Senhor Jesus Cristo, o Filho eterno de Deus, uma Pessoa distinta da Trindade gloriosa, Deus manifestado em carne, Deus sobre todas as coisas, bendito eternamente, tomou um corpo que era inerente e divinamente puro, santo e sem possibilidade de contrair mancha—absolutamente isento de toda a semente ou princípio de pecado e mortalidade. A humanidade de Cristo era tal que Ele podia a todo o momento, tanto quanto Lhe dizia pessoalmente respeito, voltar para o céu, de onde tinha vindo, e ao qual pertencia. Dizendo isto, não me refiro aos desígnios eternos do amor redentor ou do amor inalterável do coração de Jesus—o Seu amor por Deus, o Seu amor pelos eleitos de Deus ou da obra que era necessária para ratificar o concerto eterno de Deus com a semente de Abraão e toda a criação. As próprias palavras de Cristo ensinam-nos que "convinha que padecesse e ressuscitasse ao terceiro dia" (L c 24:46). Era necessário que sofresse para perfeita manifestação e pleno cumpri­mento do grande mistério da redenção. Era Seu clemente propósito "trazer muitos filhos à glória". Não queria "ficar só", e, portanto, Ele, como "o grão de trigo", devia "cair na terra e morrer". Quanto melhor compreendermos a verdade da Sua Pessoa, tanto melhor compreenderemos a graça da Sua obra.

Quando o apóstolo fala de Cristo como havendo sido consagrado pelas aflições considera-O como "o príncipe da nossa salvação" (Hb 2:10); e não como o Filho eterno, que, pelo que diz respeito à Sua própria pessoa e natureza, era divinamente perfeito sem que fosse possível acrescentar alguma coisa ao que Ele era. Assim, também, quando o próprio Senhor diz: "Eis que eu expulso demô­nios, e efetuo curas hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado" (Lc 13:22) refere-Se ao fato de ser consumado no poder da ressur­reição como o Consumador de toda a obra da redenção. Tanto quanto Lhe dizia respeito, Ele podia dizer, até mesmo ao sair do Jardim do Getsêmane: "Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? Como, pois se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça"? (Mt 26:53,54).

É bom que a alma seja esclarecida acerca disto — é bom ter uma compreensão divina da harmonia que existe entre aquelas passa­gens das Escrituras que apresentam Cristo na dignidade essencial da Sua pessoa e pureza da Sua natureza e aquelas que O apresentam em relação com o Seu povo e cumprindo a grande obra da redenção. Por vezes encontramos estes dois aspectos ligados na mesma passa­gem, como em Hebreus 5:8 a 9, "Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem". Devemos contudo lembrar que nenhuma destas relações em que Cristo entrou voluntariamente, quer como expressão do amor divino para com o mundo perdido, quer como o Servo dos desígnios divinos, podia de modo algum interferir com a pureza essencial, a excelência e a glória da Sua Pessoa. "O Espírito Santo desceu sobre a virgem", e a virtude do Altíssimo "cobriu-a com a Sua sombra; pelo que também o santo que dela nasceu foi chamado Filho de Deus". Magnífica revelação do mistério da humanidade pura e perfeita de Cristo, o grande Antítipo da "flor de farinha amassada com azeite"!

Deixai-me observar que entre a humanidade como se vê no Senhor Jesus Cristo e a humanidade em nós não pode haver união. Aquilo que é puro nunca pode ligar-se àquilo que é impuro. Aquilo que é incorruptível nunca pode unir-se ao que é corruptível. O espiritual e o carnal — o celestial e o terrestre — nunca podem combinar-se. Portanto, segue-se que a encarnação não foi, como alguns têm tentado ensinar-nos, Cristo tomando a nossa natureza decaída em união consigo Mesmo. Se tivesse feito isto, a morte da cruz não teria sido necessária. Ele não necessitava, nesse caso, "angustiar-se" até que se cumprisse o batismo—não havia neces­sidade de o grão de trigo "cair na terra e morrer". Isto é um ponto de grande importância.

A mente espiritual deve ponderar atentamente este fato. Cristo não podia, de modo algum, tomar a natureza humana pecaminosa em união consigo. Ouvi o que o anjo disse a José no primeiro capítulo do evangelho de Mateus. "José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o aue nela está gerado é do Espírito Santo". Veja-se como a sensibilidade natural de José, assim como a piedosa ignorância de Maria, dão ocasião a uma revelação mais completa do santo mistério da humanidade de Cristo e como contribuem também para proteger essa humanidade contra todos os ataques blasfemos do inimigo!

Como é então que os crentes são unidos a Cristo1? É na encarnação ou na ressurreição? Na ressurreição certamente. Como é que isto se provai "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer fica ele só" (Jo 12:24). Deste lado da morte não podia haver união entre Cristo e o Seu povo. É no poder de uma nova vida que os crentes são unidos a Cristo. Eles estavam mortos em pecado, e Ele, em perfeita graça, desceu e, apesar de puro e imaculado em Si próprio, "foi feito pecado"—"morreu para o pecado"—, tirou-o, ressuscitou triunfante sobre ele e na ressurreição tornou-Se a Cabeça de uma nova raça. Adão era a cabeça da velha criação, que caiu com ele. Cristo, pela Sua morte, pôs-se a Si próprio sob todo o peso da condição do Seu povo, e havendo satisfeito tudo que era contra eles, ressuscitou vitorioso sobre tudo e levou-os consigo para a nova criação, da qual Ele é o centro e Chefe glorioso. Por isso lemos: "O que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito" (1 Co 6:17).

"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos) e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus" (Ef 2:4-6). "Porque somos membros do seu corpo", da Sua carne e dos seus ossos (Ef 5:30). "E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas" (Cl 2:13).

Poderíamos multiplicar as passagens, porém as que reproduzi­mos são amplamente suficientes para provar que não foi na encarnação mas na morte que Cristo tomou uma posição na qual o Seu povo pôde ser "vivificado com ele". Isto parece insignificante ao leitora Examine-o à luz da Escritura. Pese todas as conseqüências. Considere-o em relação com a pessoa de Cristo, com a Sua vida e com a Sua morte, com a nossa condição, por natureza, na velha criação, e o nosso lugar, por misericórdia, na nova. Considere-o assim, e estou persuadido que não voltará a considerá-lo como um assunto de pouca importância. De uma coisa, pelo menos, pode o leitor estar certo, que o autor destas páginas não escreveria uma simples linha para provar este ponto, se não o considerasse pleno dos mais importantes resultados. O conjunto da revelação divina está unido de tal maneira e tão bem ajustado pela mão do Espírito Santo — é tão consistente em todas as suas partes — que se uma verdade é alterada todo o seu arco é prejudicado. Esta consideração deveria bastar para produzir na mente de todo o cristão uma santa atitude de precaução, a fim de evitar que, por qualquer golpe rude, ele possa prejudicar a beleza da superestrutura. Cada pedra deve ser deixada no seu lugar divinamente marcado; e a verdade acerca da Pessoa de Cristo é incontestavelmente a pedra principal da abóbada.


b) A Flor de Farinha sobre a qual "deitarás azeite"

Havendo procurado assim descrever a verdade simbolizada pela "flor de farinha amassada com azeite", podemos considerar outro ponto de grande interesse na expressão "e sobre ela deitarás azeite". Nisto temos uma figura da unção do Senhor Jesus Cristo pelo Espírito Santo. O corpo do Senhor Jesus não foi apenas preparado misteriosamente pelo Espírito Santo, como foi ungido, como vaso santo e puro, para o serviço pelo mesmo poder. "E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele, em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu que dizia: Tu és o meu Filho amado; em ti me tenho comprazido" (1x2:21-22).

O fato de o Senhor Jesus ter sido ungido pelo Espírito Santo antes da Sua entrada no ministério público é, praticamente, da máxima importância para todo aquele que deseja realmente ser verdadeiro e eficiente servo de Deus. Embora concebido quanto à Sua huma­nidade pelo Espírito Santo; posto que na Sua Própria Pessoa fosse "Deus manifestado em carne"; se bem que a plenitude da Divindade habitasse corporalmente n'Ele; contudo, é bom notar que, quando se manifesta como homem, para fazer a vontade de Deus na terra, qualquer que fosse essa vontade, quer pregando o evangelho, ou ensinando nas sinagogas, quer curando os enfermos ou purificando os leprosos, quer expulsando os demônios, alimentando os famin­tos ou ressuscitando os mortos, fez tudo pelo Espírito Santo. O vaso santo e celestial em que aprouve ao Deus Filho aparecer no mundo foi formado, ungido e dirigido pelo Espírito Santo.

Que profunda e santa lição para nós! Uma lição tão necessária como salutar! Quão propensos somos a correr sem sermos enviados! Quão propensos a atuar na energia da carne! Quanto daquilo que se parece com ministério não é somente atividade inquieta e profana de uma natureza que nunca foi medida nem julgada na presença divina! Na realidade, nós precisamos de contemplar aten­tamente a nossa divina "oferta de manjares" para compreendermos melhor o significado da "flor de farinha amassada com azeite". Precisamos de meditar profundamente sobre o próprio Cristo, que, apesar de possuir, na Sua própria pessoa, poder divino, contudo, fez toda a Sua obra, operou todos os Seus milagres, e, finalmente, "ofereceu-se a si mesmo imaculado a Deus pelo Espírito eterno" (Hb 9:14). Ele podia dizer "eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus" (Mt 12:28).

Nada tem qualquer valor senão aquilo que é realizado pelo poder do Espírito Santo. Um homem pode escrever; porém se a sua pena não for guiada e usada pelo Espírito Santo, as suas linhas não produzirão resultados permanentes. Um homem pode falar; mas se os lábios não forem ungidos pelo Espírito Santo, as suas palavras não criarão raízes. Isto merece a nossa solene consideração, e, se for devidamente ponderado, levar-nos-á a muita vigilância sobre nós próprios e a uma dependência fervorosa do Espírito Santo. O que precisamos é despojarmo-nos inteiramente do ego, a fim de haver lugar para o Espírito agir por nosso intermédio. E impossível que um homem cheio de si mesmo possa ser o vaso do Espírito Santo. Um tal homem deve primeiro despojar-se de si mesmo, e então o Espírito Santo pode usá-lo. Quando contemplamos a Pessoa e o ministério do Senhor Jesus, vemos como em todas as cenas e circunstâncias, atua pelo poder direto do Espírito Santo. Havendo tomado o Seu lugar, como homem, no mundo, mostrou que o homem deve viver não somente da Palavra mas atuar pelo Espírito de Deus. Ainda que, como homem, a Sua vontade era perfeita — os Seus pensamentos, as Suas palavras e as Suas obras eram em tudo perfeitas —, contudo não atuava senão pela direta autoridade da Palavra e pelo poder do Espírito Santo. Oh! se nisto, como em tudo mais, nós pudéssemos seguir mais de perto e fielmente nas Suas pisadas! Então o nosso ministério seria verdadeiramente eficaz, o nosso testemunho mais fecundo e toda a nossa vida para glória de Deus.


c) O Incenso

Outro ingrediente da oferta de manjares, que requer a nossa atenção, é "o incenso". Como tivemos ocasião de verificar, a oferta de manjares era à base de "flor de farinha". O "azeite" e "o incenso" eram os dois principais ingredientes acrescentados; e, na realidade, a relação entre estes dois é muito instrutiva. O "azeite" simboliza o poder do ministério de Cristo; "o incenso" simboliza o seu objetivo. O primeiro ensina-nos que Ele fez tudo pelo Espírito de Deus; o último que fez tudo para glória de Deus.

O incenso representa aquilo que na vida de Cristo era exclusi­vamente para Deus. Isto é evidente pelo segundo versículo: "E a trará (a oferta de manjares) aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais tomará dela um punhado da flor de farinha e do seu azeite com todo o seu incenso; e o sacerdote queimará este memorial sobre o altar; oferta queimada é; de cheiro suave ao Senhor". Assim era a verda­deira oferta de manjares — o Homem Cristo Jesus. Em Sua vida bendita havia o que era exclusivamente para Deus. Cada pensamen­to, cada palavra, cada olhar, cada ato Seu exalava um perfume que subia diretamente para Deus. E assim como o símbolo era "o fogo do altar" que fazia sair o cheiro suave do incenso, assim no Antítipo quanto mais "provado" era, em todas as cenas e circunstâncias da Sua bendita vida, tanto mais manifesto se tornava que, na Sua humanidade, não havia nada que não pudesse subir, como cheiro suave, ao trono de Deus. Se no holocausto vemos Cristo "oferecendo-se a si mesmo imaculado a Deus", na oferta de manjares vêmo-Lo apresentar a Deus toda a excelência intrínseca da Sua natureza humana e perfeita atividade. Um homem perfeito, vazio de si, obediente, na terra, fazendo a vontade de Deus, agindo pela auto­ridade da Palavra e mediante o poder do Espírito, exalava um perfume suave que só podia ter aceitação divina. O fato de todo "o incenso" ser consumido sobre o altar revela a sua importância da maneira mais simples.


d) O Sal

Agora só nos falta considerar um ingrediente que fazia parte da oferta de manjares, a saber, "o sal". "E toda a oferta dos teus manjares salgarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de manjares o sal do concerto do teu Deus; em toda a tua oferta oferecerás sal". A expressão "o sal do concerto" revela o caráter permanente desse concerto. Deus Mesmo tem ordenado assim o seu emprego em todas as coisas para que nunca haja alteração —nenhuma influên­cia poderá corrompê-lo. Sob o ponto de vista espiritual e prático, é impossível dar demasiado apreço a um tal ingrediente. "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal" (Cl 4:6). Em todas as conversas, o Homem perfeito mostrava sempre o poder deste princípio. As Suas palavras não eram simplesmente palavras de graça, mas palavras de penetrante poder—palavras divinamente adaptadas para preservar de toda a mancha e influência corrupta. Nunca pronunciou uma palavra que não fosse perfumada com "incenso" e "temperada com sal". O primeiro era de todo agradável a Deus; o último, o mais proveitoso para o homem.

Às vezes, infelizmente, o coração corrompido do homem e o seu gosto viciado não podiam tolerar a acidez da oferta de manjares salgada por determinação divina. Observemos, por exemplo, a cena na sinagoga de Nazaré (Lc 4:16-29). O povo podia dar-lhe testemu­nho e "todos... se maravilham das palavras de graça que saíam da sua boca"; mas logo que passou a temperar essas palavras com sal, que tão necessário era a fim de os preservar da influência corruptível do seu orgulho nacional, eles de boa vontade O teriam precipitado do cume do monte em que a sua cidade estava edificada.

Assim também em Lucas 14, logo que as Suas palavras de "graça" atraíram "grandes multidões", Ele deitou-lhes imediatamente o "sal" ao anunciar em palavras de santa fidelidade os resultados seguros de O seguirem. "Vinde, que já tudo está preparado". Aqui estava a "graça". Mas logo em seguida diz: Qualquer de vós que não renunciar a tudo quanto tem não poder ser meu discípulo. Aqui estava o "sal". A graça é atrativa; mas "o sal é bom". Um discurso agradável pode ser popular; mas um discurso temperado com sal nunca o será. A multidão pode, em certas ocasiões e sob determina­das circunstâncias, seguir por um pouco de tempo o puro evangelho da graça de Deus; mas logo que o "sal" de uma aplicação fervorosa e fiel é introduzido, o auditório é reduzido ao número daqueles que foram trazidos sob o poder da Palavra.

Extraído do livro Notas sobre Levítico- C Mackintosh

Por Eneida Stawinski - February 10th, 2011, 16:44, Categoría: General
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O Evangelho em Genesis 1


              Gênesis 1 - A origem. 
                                               

    Primeiro houve trevas, depois a ação do Espírito Santo, então, a palavra de poder entrou em ação, e depois, luz como resultado, e mais tarde, ressurreição e frutos. Há também uma surpreendente prefiguração do grande tratamento dispensacional da nossa raça neste registro de Sua obra em seis dias, mas como isso já recebeu atenção de canetas mais capazes que a nossa, passamos para ainda outra aplicação prática desta escritura. Há muito sobre Cristo neste primeiro capítulo de Gênesis se somente tivermos olhos para ver, e é à típica inferência prática de Gênesis 1 em relação a Cristo e Sua obra que vamos, aqui, dirigir a atenção.
    Cristo é a chave que abre as portas de ouro do templo da verdade Divina. "Examinai as Escrituras", é Sua ordem, "pois são elas que testificam de Mim". E novamente, Ele declara, "No rolo do Livro está escrito de Mim". Em cada seção da Palavra escrita, a Palavra Pessoal está preservada como sagrada – tanto em Gênesis como em Mateus. E, agora, vamos afirmar que na fachada da Revelação Divina, temos um " plano de ação simbólico de todo o trabalho de Redenção".
    Nas afirmações iniciais deste capítulo descobrimos, em símbolo, a grande necessidade de Redenção." No início, Deus criou os céus e a terra". Isto nos leva de volta à criação primeira a qual, como tudo que vem da mão de Deus, deve Ter sido perfeita, maravilhosa, gloriosa. Assim também foi a condição original do homem. Feito à imagem do Seu Criador, enriquecido com o sopro de Elohim, ele foi declarado como " muito bom".
    Mas as palavras seguintes apresentam um quadro muito diferente -"E a terra era sem forma e vazia", ou, como no original Hebraico, poderia ser traduzido mais literalmente como : "A terra tornou-se um caos". Entre os dois primeiros versos de Gênesis 1, uma terrível calamidade aconteceu. O pecado entrou no universo. O coração do mais poderoso de todas as criaturas de Deus encheu-se de orgulho – Satanás ousou opor-se à vontade do Todo-Poderoso. Os efeitos desastrosos de sua queda alcançaram a nossa terra, e o que foi originalmente criado por Deus como perfeito e maravilhoso, tornou-se em ruína. Os efeitos do seu pecado, do mesmo modo, atingiram muito mais do que a si mesmo – as gerações de uma humanidade ainda por nascer foi amaldiçoada como a consequência de seus primeiros pais. "Havia trevas sobre a face do abismo". Trevas são o oposto de luz. Deus é Luz. Trevas são o emblema de satanás.
    Essas palavras descrevem bem a condição natural da nossa raça caída. Judicialmente separada de Deus, moral e espiritualmente cega, experimentalmente escravos de satanás, uma terrível mortalha de trevas está colocada sobre a massa de uma humanidade não-regenerada. Mas isto somente preenche um pano de fundo negro sobre o qual podem ser colocadas as glórias da Graça Divina. "Onde abundou o pecado, superabundou a graça". O método desta "superabundância de graça" está simbolicamente delineado na obra de Deus durante os seis dias. No trabalho dos quatro primeiros dias, temos uma memorável prefiguração dos quatro grande estágios na obra de Redenção. Agora não podemos fazer muito mais do que chamar a atenção para os contornos deste maravilhoso quadro primitivo. Mas, à medida que dele nos aproximamos, para observá-lo em temor e admiração, possa o espírito de Deus selecionar as realizações de Cristo e mostrá-las a nós.

    I – No trabalho do primeiro dia, a Encarnação Divina é , simbolicamente declarada.

    Se homens caídos e cheios de pecado devem ser reconciliados com o Santo Deus Triuno, o que deve ser feito? Como pode ser transposto o infinito abismo que separa a Divindade da humanidade? Que escada poderá ser colocada aqui na terra para se chegar precisamente no céu? Só uma resposta é possível a essas perguntas. O passo inicial na obra da redenção humana deve ser a Encarnação da Divindade. Necessariamente, este deve ser o ponto de partida. O Verbo deve se tornar carne. O próprio Deus deve descer até o fundo do poço onde, desprotegidamente, se encontra a humanidade arruinada, se é que deve ser resgatada do barro grudento e transportada para lugares celestiais. O Filho de Deus deve assumir, em si mesmo, a forma de servo e ser feito em semelhança de homens.
    Isto é precisamente o que a obra do 1º dia tipifica na prefiguração do passo inicial da Obra de Redenção, também chamado de Encarnação do Divino Redentor. Observe, agora, 5 pontos:
    1: há o trabalho do "Espírito Santo". "O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" (v 2). Do mesmo modo foi a ordem seguida na Encarnação Divina. Em relação à mãe do Salvador lemos: "Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus" Lc 1:35.
    2: a palavra se manifesta como Luz "Disse (palavra) Deus: Haja luz; e houve luz" (v3) . Do mesmo modo, quando Maria mostra a Santa Criança: "A glória do Senhor brilhou ao redor deles" Lc 2:9. E quando Ele é apresentado no templo, Simeão foi movido pelo Espírito Santo para dizer: "Porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos; luz para revelação dos gentios, e para glória do teu povo de Israel" Lc 2:30.
    3: a luz é aprovada por Deus "E viu Deus que a luz era boa"(v4). Nós não podemos, agora, ampliar muito a profunda importância simbólica desta declaração, mas gostaríamos de observar que a palavra hebraica aqui traduzida "boa" também aparece em Eclesiastes 3:11 como "formosa" – "Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo. Deus viu que a luz era boa, formosa! Como é obvia esta aplicação prática do nosso Senhor Encarnado! Depois de Sua chegada neste mundo, ficamos sabendo que "Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens" (Lc 2:52), e que as primeiras palavras do Pai em relação a Ele foram, "Este é o Meu Filho amado em quem me comprazo". Sim, boa e formosa foi a luz na percepção espiritual do Pai. Quão cego estava o homem para não ver Nele nenhuma formosura para desejá-lo!
    4: a luz foi separada das trevas, "E (Deus) fez separação entre a luz e as trevas" (v4). Como o Espírito Santo é vigilante ao proteger os tipos! Como Ele é cuidadoso ao chamar nossa atenção para a diferença imensurável entre o Filho do Homem e os filhos dos homens! Embora em Sua infinita condescendência Ele se visse apto para participar de nossa humanidade, contudo Ele não experimentou nossa depravação. A luz de Cristo foi separada das trevas (humanidade caída). "Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores" (hb 7:26).
    5: a luz foi chamada por Deus – "Chamou Deus à luz Dia" (v5). Portanto, a luz também estava com Ele que é a Luz do Mundo. Não foi permitido a José e Maria escolherem o nome da Santa Criança. No Antigo Testamento, o profeta havia declarado, "Ouvi-me, terras do mar, e vós, povos de longe, escutai! O Senhor me chamou desde o meu nascimento, desde o ventre de minha mãe fez menção de meu nome"; (Is 49:1). E para o cumprimento desta profecia, enquanto ainda no ventre de Sua mãe, um anjo é mandado por Deus a José dizendo: "Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus" (Mt 1:21).

    II – Na obra do segundo dia a Cruz de Cristo é simbolicamente apresentada.

    Qual foi a etapa seguinte necessária à realização da Obra de Redenção? A Encarnação em si não satisfaria a nossa necessidade. "Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra , não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto". (Jo 12:24). O Cristo encarnado revela a vida perfeita e imaculada que por si só entra em contato com a mente de Deus, mas não ajuda a atravessar o espaço intransponível entre um Deus Santo e um pecador arruinado. Para tal, o pecado deve ser afastado, e isto não pode ser feito a não ser que a morte entre em cena. "Pois sem o derramamento de sangue não há remissão". O cordeiro deve ser morto. O Santo deve entregar Sua vida. A Cruz é o único lugar onde as exigências justas do trono de Deus podem ser satisfeitas.
    Na obra do segundo dia, esta segunda etapa na realização da redenção humana é simbolicamente apresentada. O acontecimento importante na obra deste segundo dia é a divisão, separação, isolamento. "E disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez". (v 6,7 ). É surpreendente perceber aqui que há uma divisão dupla: primeiro, há um firmamento no meio das águas e este firmamento divide as águas das águas e, segundo, o firmamento dividiu as águas que estavam debaixo dele das que estavam sobre ele. Cremos que o "firmamento", aqui, tipifica a Cruz , e apresenta seu duplo aspecto. Lá, nosso abençoado Senhor foi dividido ou separado do próprio Deus – "Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?" e, também lá (na cruz), Ele foi separado do homem "Cortado da terra dos viventes" (Is 53:8).
    Que o "firmamento", aqui, realmente prefigura a Cruz, está claramente sustentado pela maravilhosa analogia entre o que aqui é nos contado a seu respeito e a sua concordância simbólica com a Cruz de Cristo. Observe quatro aspectos:
    1:
 o firmamento foi o propósito de Deus antes de ser realmente feito. No verso 6, lê-se: "E disse Deus: Haja firmamento...", e no verso 7, "Fez, pois, Deus o firmamento...". Como é perfeita a relação entre aquilo que prefigura o tipo e aquilo que é prefigurado no tipo (antitipo).
    Muito, mas muito tempo antes que a cruz fosse erigida nas alturas do Gólgota, já era o propósito de Deus. Cristo foi "O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo". (Ap 13:8).
    2: o firmamento foi estabelecido no meio das águas. É bem sabido entre os estudiosos da Bíblia que na Escritura "águas" simboliza povos, nações (Ap 17:15). Na sua aplicação simbólica, portanto, estas palavras poderiam significar "Deixe a Cruz ser colocada no meio dos povos". Múltiplas são as aplicações sugeridas por estas palavras. Mas, infinitamente mais exato, é o tipo. Nossas mentes, imediatamente, voltam-se às palavras "onde O crucificaram e com Ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio" (Jo 19:18). A situação geográfica do Calvário é do mesmo modo materialização de uma realidade: a Palestina é praticamente o centro ou o meio da terra.
    3: o firmamento dividiu as águas. Portanto, a Cruz dividiu os "povos". A Cruz de Cristo é o grande divisor da humanidade. Foi assim historicamente, o ladrão que creu, do ladrão impotente (desprotegido). Assim foi desde aquele dia e assim é hoje. Por um lado, "Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem", mas, por outro lado, "mas para nós, que somos salvos, poder de Deus". (I cor 1:18)
    4: o firmamento foi designado por Deus. "E Deus fez o firmamento". Também assim foi anunciado no Dia de Pentecostes em relação ao Senhor Jesus Cristo. "Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus" (Atos 2:23). Do mesmo modo foi declarado no tempo antigo, "Agradou ao Senhor ferí-lo; colocou sobre Ele o sofrimento". A Cruz foi desígnio e compromisso divino.
    Também não é profundamente significativo que as palavras, "E Deus viu que era bom" tenham sido omitidas no final da obra do segundo dia? Se elas aqui fossem incluídas o símbolo teria sido destruído. A obra do segundo dia apontava para a Cruz e, na Cruz, Deus estava lidando com o pecado. Ali, sua ira estava sendo usada sobre o Justo, o qual estava morrendo pelo injusto. Embora Ele não tivesse nenhum pecado, ainda assim Ele "foi feito pecado por nós.
    Portanto, a omissão, neste ponto, da usual expressão "Deus viu que era bom" assume um significado mais profundo do que aquele até então admitido.

    III – na obra do terceiro dia a Ressurreição do Senhor é simbolicamente apresentada.

    Nosso artigo já excedeu os limites que originalmente estabelecemos, portanto, forçosamente devemos abreviá-lo.
    A terceira etapa necessária para a realização da obra de Redenção foi a Ressurreição do Crucificado. Um Senhor morto não poderia salvar ninguém. "Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus..."Por que? "vivendo sempre..." (Hb 7:25).
    Desta maneira está em nosso símbolo. Acima de qualquer dúvida, aquilo que foi prefigurado na obra do terceiro dia é a Ressurreição. No registro concernente ao terceiro dia é que lemos "e apreça a porção seca" (v 9). Antes disso havia estado submersa, enterrada sob as águas. Mas, agora, a porção seca é levantada acima dos mares; há ressurreição, a terra aparece. Mas isto não é tudo. No verso 11 lemos, "Produza a terra relva...". Até este ponto a morte reinava suprema. Nenhuma forma de vida aparecia sobre a superfície da terra devastada. Mas, no terceiro dia, à terra é ordenado "produzir". Não no segundo nem no quarto, mas no terceiro dia, a vida foi vista sobre a terra devastada! Perfeito é o símbolo para todos que têm olhos para ver. Maravilhosamente significativas são as palavras, "produza a terra" para aqueles que têm ouvidos para ouvir. Foi no terceiro dia que nosso Senhor ressurgiu dentre os mortos, de acordo com as Escrituras. De acordo com quais Escrituras? Nós não temos nestes versos 9 e 11 de Gênesis 1, o primeiro dessas escrituras, bem como o quadro original da Ressurreição de nosso Senhor?

    IV – Na obra do quarto dia a Ascensão do Senhor é simbolicamente sugerida.

    A Ressurreição não completou o trabalho de Redenção de nosso Senhor. Para tal Ele deveria entrar no Lugar Celestial que não fosse feito por mãos. Ele deveria tomar Seu lugar à mão direita da Majestade nas alturas. Ele deveria ir "para o mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus" (Hb 9:24).
    Mais uma vez vemos que Tipo corresponde ao Antitipo. Na obra do quarto dia nossos olhos são removidos da terra e todos seus afazeres se voltam para os céus! (veja os versos 14–19) . À medida que lemos estes versos e deduzimos algo de sua importância tipológica, não vimos o Espírito Santo dizer, "Buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são aqui da terra" (Cl 3: 1,2) .
    E à medida que levantamos nossos olhos em direção aos céus, o que vemos? Duas grandes luzes – simbolicamente Deus e seu povo. O sol que nos fala de "Sol da Justiça" (Ml 4:2), e a lua que fala de Israel e da Igreja (Ap 12:1), tomando emprestado e refletindo a luz do sol. E observe suas funções: primeiro, eles existem "para alumiarem a terra" (v 18). Do mesmo modo acontece com Cristo e seu povo. Durante o presente intervalo de trevas, a noite do mundo, Cristo e Seu povo são "a luz do mundo", mas durante o Milênio eles vão governar e reinar sobre a terra.
    Portanto, na obra dos quatro primeiros dias de Gênesis 1, vimos a prefiguração dos quatro grandes estágios ou crises na realização da Obra de Redenção. A Encarnação, a Morte, a Ressurreição e a Ascensão de nosso abençoado Senhor estão, respectivamente, tipificadas. À luz desta prefiguração, quão preciosa são as palavras no final da obra de seis dias: "Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito"(Gn 2:1,2). A obra da Redenção está completa, e nesta obra Deus encontrou Seu descanso!
   

                                                                                         Arthur W. Pink

Por Eneida Stawinski - December 17th, 2010, 0:10, Categoría: General
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Os 4 altares na vida de Abraão

Consagração

Os 4 altares na história de Abraão

A ilustrativa vida de Abraão como modelo da vida de fé e do crescimento espiritual, pode ser vista por vários ângulos.

Quero enfocar aqui, a marca distintiva dos “altares” em sua jornada e peregrinação espiritual, tanto do crescimento de sua visão de Deus, quanto do crescimento e formação do “caráter de Cristo” em seu homem interior.

Nosso crescimento espiritual é descrito na Palavra de Deus, como um processo lento e contínuo de apropriação do caráter moral de Deus: o caráter de Cristo. O Salmo 84:7 diz: “Vão indo de força em força...”; Rm 1:17 diz: “...de fé em fé...”; II Co 3:18 diz:”...somos transformados de glória em glória...”; Jo 1:16 diz: “Porque todos nós temos recebido ... graça sobre graça.”

Um altar é um símbolo nas escrituras de adoração e consagração. Não edificamos um altar para nós mesmos, mas para adorar a Deus, oferecer sacrifícios a Ele e invocar o seu nome. O altar é símbolo de uma vida espiritual, uma vida com Deus. Abraão foi chamado “amigo de Deus” ( Is 41:8 ), e, essa comunhão, marcada pela vida de altar, revela a essência do que é a verdadeira vida espiritual, ou seja, ela não consiste na medida de nosso conhecimento e instrução acerca das coisas de Deus, mas no quanto somos “amigos de Deus”, no quanto andamos com Deus, no quanto Deus tem-nos como seus amigos !

Abraão, já em sua maturidade de vida, disse: “O Senhor, em cuja presença eu ando...”( Gn 24:40 ), expressando assim, a qualidade e a própria essência de toda a vida espiritual.

Frequentemente, nós desejamos que Deus ande conosco e que Deus abençõe nossos caminhos, mas a marca da consagração é andar com Deus em seus caminhos ! Quanto de verdadeiro quebrantamento, quanto do trabalho da cruz arando sobre nossas almas, quanto de disciplina espiritual necessitamos para andar com Deus !

Sabemos que, o altar no Velho Testamento é uma figura da cruz no Novo Testamento, onde o verdadeiro cordeiro pascal foi imolado. O nosso Senhor Jesus Cristo e a cruz são inseparáveis. Sem a cruz Cristo não é Cristo, Ele não pode salvar-nos. A cruz, mais do que um simples objeto de tortura para alguns, ou um simples objeto de adorno para outros, define a própria natureza de Cristo ! E quanto a nós ? Um cristianismo sem cruz não é cristianismo de forma alguma, mas uma pobre imitação da doutrina de Cristo. Uma vida cristã sem cruz não é vida cristã de forma alguma, mas apenas um “ego” adornado com os ensinos de Cristo ! Nós necessitamos da cruz tratando profundamente conosco, para que possamos ser homens e mulheres espirituais, vivendo vidas espirituais e andando com Deus.

Durante a vida de fé de Abraão nós constatamos a edificação de 4 altares, erguidos no processo de sua jornada interior de conhecimento de Deus e amizade com Ele. Cada um destes altares aponta para um aspecto do trabalho da cruz em nossas almas, ampliando nossa consagração, ou seja, o nosso relacionamento com Deus e nossa verdadeira espiritualidade.

1º altar

O 1º altar foi edificado em Siquém ( Gn 12:6-7) , e podemos chamá-lo de altar da revelação. Deus revelou-se ali a Abraão: “Apareceu o Senhor a Abraão”. Precisamos saber que a cruz e a revelação andam juntas. Na medida em que a cruz trata conosco, é que teremos genuína revelação de quem Deus é, de quem nós somos, do que a igreja é e, do que o mundo é. Carecemos da visão real destas 4 coisas para que vivamos uma vida que seja verdadeiramente espiritual !

Por causa da cruz o apóstolo João sabia quem Deus era: “Deus é Amor”, e, “Deus é luz”( I Jo 4:8 e 1:5). Por causa da cruz, ele sabia quem ele próprio era: “...seu servo ( escravo ) João” ( Ap 1:1 ), e, “Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança “( Ap1:9 ) Pela cruz, ele sabia o que era a igreja: “Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do cordeiro”. Pela cruz, ele sabia o que era o mundo: “Não ameis o mundo”. Por outro lado, toda genuína revelação de Deus a nós implicrá em cruz, ou seja, requererá que depositemos nossos corpos como sacrifício, no altar de Deus, para que aquilo que de Deus foi revelado a nós, seja “formado”em nós, e não fique apenas em nosso intelecto como informação a respeito de Deus. Este oferecer do nosso ser ao Senhor, diariamente, a fim de que o trabalho da cruz possa reduzir-nos a cada vez mais, fazendo Cristo aumentar em nós, isto é consagração.

Lembremo-nos ainda que, embora seja a regeneração, o nascer de novo, que marca o início de nossa vida cristã, é a consagração que marca o início do nosso crescimento até a maturidade cristã !

2º altar

2º altar na história de Abraão foi edificado entre Ai e Betel ( Gn 12:8 ), e podemos chamá-lo de altar da separação. Abraão deixou Ai para trás e tinha Betel diante dele. Ai significa, literalmente, " monte de ruínas" e Betel significa “Casa de Deus”. Aqui podemos dizer que é a vida de altar, a consagração, que permite que a cruz separe-nos do mundo, do amor ao mundo, de “tudo o que há no mundo” ( cobiças, concupiscências e soberba ). A cruz coloca o mundo para trás de nós e mantém viva e clara diante de nós a visão da Casa de Deus ( Betel ) ! E não somente a visão de Betel, mas a cruz operando em nós habilita-nos a participar de Betel, a “sermos edificados casa espiritual, para sermos sacerdócio santo...” ( I Pe 2:5 ):

A cruz introduz-nos na igreja. Cristo passou pela cruz e a igreja surgiu, nós também precisamos “passar pela cruz” para que a igreja, em sua realidade prática e viva, possa surgir. Só a cruz pode separar-nos do mundo e introduzir-nos na Casa de Deus. Diante de Deus, por causa da obra da cruz de Cristo no calvário; nós já somos a Casa de Deus, a igreja, o corpo de remidos. Mas, o lado subjetivo desta verdade, ou seja, refletir em nosso viver, conduta e relacionamentos o fato espiritual de sermos Casa de Deus, depende do trabalho da cruz em nossas vidas.

Note que após este 2º altar, Abraão desce ao Egito “para aí ficar” ( Gn 12:10 ), contrariamente à vontade de Deus. Como acontece conosco, também Abraão tinha já alguma experiência do altar, mas tinha também seu “homem natural” não profundamente tratado pelo Senhor. As suas escolhas, maneiras, idéias e caminhos eram ainda bem independentes de Deus.

O Senhor tratou com ele, misericordiosamente, como vemos em Gn 12:10 – 20, e o trouxe de volta. Ele “fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai; até ao lugar do altar, que outrora tinha feito...”. Abraão voltou ao mesmo ponto de onde se desviou! Deus não pula etapas em nosso discipulado. O trabalho da cruz em nós tem 2 lados: o negativo e o positivo. Do lado negativo, “despe-nos do velho homem”; do lado positivo, reveste-nos do novo homem”. Mas atente para este fato: Quando Deus trata com as coisas negativas de nossa vida diante d’Ele, este tratar não é a essência da santificação, pois esta é essencialmente positiva ! Deus reconduz-nos do ponto de onde nos desviamos d’Ele para, a partir dali, com a vida de altar restaurada, andarmos novamente com Ele e assim prosseguirmos compartilhando do Seu caráter em amizade com Ele. Ainda acrescentamos que, este tratar de Deus conosco em uma área específica de nossa vida ( como esta da escolha de Abraão de ir ao Egito ), é um tratar progressivo e cada vez mais profundo,pois, veja que anos depois, Abraão novamente escolhe erradamente um caminho natural, uma maneira e idéia naturais, para ajudar a Deus a gerar Isaque, e gera Ismael !

3º altar

O 3º altar erguido por Abraão, foi levantado logo após a sua separação de Ló ( Gn 13:14–18 ).

Aqui temos mais um degrau na vida consagrada de Abraão. Este faz a escolha, mas por causa da contenda entre seus pastores e os de Ló, ele pede a Ló que se aparte dele escolhendo seu próprio caminho. Ló faz uma escolha de alguém que realmente não conhecia o altar ! Ele escolhe “a campina do Jordão”, uma terra boa para sua prosperidade econômica, e vai armando suas tendas até Sodoma, um lugar de julgamento, figura do mundo !

Podemos chamar este 3º altar de altar da comunhão. Ele foi edificado em Hebrom que significa “comunhão, união”. A cruz habilita-nos a ter aquela incessante comunhão com Deus, aquela amizade com Deus, aquela vida de união com Deus ! Como já disse Madame Guyon: “O Senhor se coloca no exato lugar daquilo que Ele põe à morte em nossas vidas”.

Já compreendemos isso diante do Senhor ? Ele substitui para adicionar e Ele divide para multiplicar. Quem conhece o Seu coração pode confiar em suas mãos !

4º altar

O 4º altar na vida de Abraão foi erguido no Monte Moriá. Podemos chamá-lo de altar da adoração ( Gn 22:1-14). Este altar reflete a vida madura de Abraão, o quanto ele já tinha aprendido diante do Senhor. É de aceitação geral entre os estudiosos de tipologia, que aqui Abraão até mesmo tipifica Deus, o Pai eterno. O que vemos aqui é um homem absolutamente rendido a Deus, a ponto de sacrificar seu único e amado filho, um homem que amava a Deus a ponto de confiar em Seus caminhos, um homem tão sensível à voz de Deus que pôde discernir cada instrução de Deus em cada passo do doloroso processo de sacrifício, um homem que adorou no momento em que oferecia o que tinha de mais precioso ! Só a cruz nos torna verdadeiros adoradores do Pai.

Sem as marcas da cruz em nossas vidas nós adoramos a nós mesmos, nós consideramos nossas vidas e tudo que temos por demais preciosos para serem oferecidos a Deus.

Na verdade, neste altar, Deus coloca aquela parte mais íntima e preciosa de Abraão, o próprio coração de Abraão: Isaque. Deus assim tratou com o ser mais interior de Abraão, e tornou-o um adorador. Que nosso querido e fiel salvador faça o mesmo conosco, pela sua misericórdia e para sua própria glória e honra.

                                                                        

                                                                                                         ROMEU BORNELLI

Por Eneida Stawinski - December 16th, 2010, 23:53, Categoría: General
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Reino de Deus e Reino dos Céus

 

O REINO DE DEUS E O REINO DOS CÉUS

Deus tem nos feito saber através da Sua Palavra, uma distinção entre o Reino de Deus e o Reino dos céus. O Reino de Deus está relacionado a todo o governo que Deus exerce sobre tudo. E assim sempre foi e sempre será. Tudo está sujeito a Deus e ao seu governo. Deus é soberano sobre tudo e sobre todos: "O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra! Bendizei ao Senhor, vós todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais a sua vontade. Bendizei ao Senhor, vós todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio! Bendizei, ó minha alma ao Senhor!" Salmo 103.19-22. "E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?" Daniel 4.35. "E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos" I Cor 15.28.

Até a vinda de Jesus, este mundo estava sobre o império das trevas. Quem reinava era a morte (Romanos 5.17), e quem tinha o império da morte era o Diabo (Hebreus 2.14). Todos os que viveram neste mundo antes da vinda de Jesus, estavam sujeitos a servidão por toda a vida, ao pecado, e ao Diabo. Tanto é assim, que mesmo aqueles que morreram pela fé, foram para um lugar de cativeiro que se chamava Seol. Este lugar era o lugar em que as almas dos mortos esperavam; uns pela redenção de Cristo e outros para o juízo. Em I Pedro 3, no verso 19, Deus nos ensina que os espíritos neste lugar estavam em prisão. Quando Jesus foi para este lugar, após a sua morte, Ele pregou a estes espíritos e levou cativo o cativeiro, criando um novo lugar nos céus que se chama hoje Paraíso (Luc 23.43). E as almas daqueles que morreram no seu pecado, foram lançados no hades (inferno) (Luc 16.22-31), que já é um lugar de tormento a espera do lago de fogo (Apoc 20.14).

Em Efésios 4, no verso 8, Deus continua nos ensinando que mesmo aqueles que foram livres do Seol, e levados para o Paraíso, estão ainda cativos, mas não do pecado nem do Diabo, mas da morte, e aguardam a redenção de seus corpos que é a ressurreição dentre os mortos. Eles esperam ser revestidos de suas habitações que é do céu (II Cor 5.1; Rom 8.23). É desta ressurreição que o apóstolo Paulo se refere, e também do prêmio que é a coroa para participar juntamente com Jesus Cristo de Sua Glória.

Até a vinda de Cristo a morte reinava, mas quando Jesus se manifestou em carne, todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça (João 1.16). Ele veio para expulsar o príncipe deste mundo (João 12.31), e estabelecer o Seu Reino sobre este mundo, pois Ele disse: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" Mateus 4.17. Até a vinda de Jesus, só o Diabo tinha o império da morte, mas os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, podem agora reinar em vida por Jesus Cristo (Romanos 5.17). Aleluia! Hoje, aqueles que nasceram de Deus, não pertencem mais a este mundo, e muito menos estão sujeitos ao pecado e ao Diabo. Sobre o último inimigo a ser destruído que é a morte, podemos andar em plena esperança, porque: "se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita" Romanos 8.11.

Jesus veio nos remir das mãos do Diabo, e fomos transportados do império das trevas, para o Reino do Filho do seu amor (Col 1.13). Apesar de Jesus ter sido crucificado por fraqueza, Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que está a cima de todo o nome, e lhe disse: "Assenta-te a minha direita, até que eu ponha todos os inimigos por escabelos dos seus pés" Salmos 110.1. Haverá um dia, que Deus o Pai tem reservado à sua própria autoridade (Atos 1.6-7), em que Jesus também tomará posse dos Reinos deste mundo, e então ele reinará por mil anos, sobre tudo e sobre todos, menos é claro sobre Deus que lhe sujeitou todas as coisas (I Cor 15.27). Deus porá Jesus sobre o seu trono, por causa da obra que Jesus completou, e o dará como um quinhão, como um galardão, um prêmio pelo obra de salvação que Ele completou: Pelo que lhe darei o seu quinhão com os grandes, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu". Isaías 53.12. Este prêmio será dado a Jesus por causa da sua humilhação, sofrimentos e etc..., como um galardão.

A diferença do Reino de Deus e do Reino dos céus, é que no Reino de Deus quem governa é o Pai, e no Reino dos céus, o Pai deu a Jesus para governar. O Reino de Deus envolve tudo (I Coríntios 15.28), e o Reino dos céus, envolve este mundo e a salvação dos homens. Jesus é o Salvador e também o juiz dos vivos e dos mortos: "Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam; porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos" Atos 17.30-31.

                                                               Edward Burke Jr

Por Eneida Stawinski - December 16th, 2010, 23:46, Categoría: General
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ÊXODO : Vida de Moisés

 

O NASCIMENTO DE MOISÉS

                                                       (Charles Mackintosh)

Esta parte do Livro do Êxodo abunda em princípios profundos de verdade divina—princípios que podemos subdividir da seguinte forma: o poder de Satanás, o poder de Deus e o poder da fé.

No último versículo do primeiro capítulo lemos: "Então, orde­nou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio". Este era o poder de Satanás. O rio era o lugar da morte; e, por meio da morte, o inimigo procurou frustrar os propósitos de Deus. Tem sido sempre assim. A serpente sempre tem vigiado com olhar maligno os instrumentos que Deus está prestes a usar para realizar os Seus desígnios. Vejamos o caso de Abel, em Génesis, capítulo 4. A serpente não estava espreitando aquele vaso de Deus para o pôr de parte por meio da morte? Vejamos o caso de José, em Génesis, capítulo 37. Aí o inimigo procura pôr o homem escolhido por Deus num lugar de morte. Vejamos o caso da "semen­te real", em 2 Crônicas, capítulo 22; a matança promovida por Herodes, em Mateus 2; e a morte de Cristo, em Mateus 27. Em todos estes casos vemos o inimigo procurando, com a morte, interromper a corrente de atuação divina.

Mas, bendito seja Deus, há qualquer coisa depois da morte. Toda a esfera de ação divina, pelo que respeita à redenção, está para além dos limites do domínio da morte. Quando o poder de Satanás se esgota é que o de Deus começa a mostrar-se. A sepultura é o limite da atividade de Satanás; mas é aí que começa também a atividade divina. Isto é uma verdade gloriosa. Satanás tem o poder da morte; porém, Deus é o Deus dos vivos e dá a vida que está fora do alcance e poder da morte—uma vida na qual Satanás não pode tocar. O coração encontra doce refrigério nesta verdade, num mundo onde reina a morte. A fé pode contemplar calmamente Satanás empre­gando a plenitude do seu poder; ela pode apoiar-se sobre a potente intervenção de Deus na ressurreição. Pode postar-se junto da sepul­tura que acabou de fechar-se sobre um ente amado e beber dos lábios d'Aquele que é "a ressurreição e a vida" a elevada garantia de uma imortalidade gloriosa. Ela sabe que Deus é mais forte que Satanás e pode portanto esperar, serenamente, a manifestação desse poder superior, e enquanto assim espera encontra a sua vitória e a sua paz. Temos um nobre exemplo deste poder da fé nos primeiros versículos do capítulo que estamos considerando.


Os Pais de Moisés

"E foi-se um varão da casa de Levi e casou com uma filha de Levi. E a mulher concebeu, e teve um filho, e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses. Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos e a betumou com betume e pez; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à borda do rio. E a irmã do menino postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer" (versículos l a4).

Aqui temos uma cena de tocante interesse, qualquer que seja o ponto de vista por que a encaramos. Na realidade, era simplesmente o triunfo da fé sobre as influências da natureza e da morte, deixando lugar para que o Deus da ressurreição agisse na Sua esfera e no caráter que Lhe é próprio. É certo que o poder do inimigo está patente, visto a criança ter de ser colocada em tal posição — em princípio, uma posição de morte. E, além disso, era como se uma espada atravessasse o coração da mãe ao ver o seu filho precioso exposto à morte. Satanás podia agir e a natureza podia chorar; contudo, o Vivificador dos mortos estava detrás daquela nuvem sombria e a fé via-O ali iluminando o cume dessa nuvem com os Seus raios brilhantes e vivificadores. "Pela fé, Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei" (Hb 11:23).


A Arca de Junco

Assim, esta digna filha de Leviensina-nos uma santa lição. A sua arca de juncos betumada com betume epez proclama a confiança que ela tinha na verdade que havia qualquer coisa que, como no caso de Noé, "pregoeiro da justiça", podia defender aquele "menino formo­so" das águas da morte. Devemos nós supor que esta "arca" fosse apenas uma invenção humana ? Foi inventada por previsão e habi­lidade do homem ? Foi a criança colocada na arca por inspiração do coração da mãe, que alimentava a doce mas ilusória esperança de salvar, por esse meio, o seu ente querido da morte ? Se a nossa resposta a estas interrogações fosse afirmativa perderíamos, quanto a mim, o ensino precioso de todo o assunto. Como admitir a suposição que a "arca" fosse inventada por quem não via outro destino para o seu filho senão afogando-o? Não há outra maneira de encarar essa significante estrutura senão como um saque da fé apresentado na tesouraria do Deus da ressurreição. Aquela arca foi inventada pela fé, como vaso de misericórdia, para conduzir o "menino formoso" através das águas da morte ao lugar que lhe era designado pelos propósitos imutáveis do Deus vivo. Quando con­templamos esta filha de Levi curvada sobre aquela "arca" de juncos, que a sua fé havia construído, despedindo-se do seu filho, conclu­ímos que ela segue as mesmas pisadas que seu pai Abraão deu quando se levantou de diante do seu morto para comprar a cova de Macpela aos filhos de Hete (Gênesis, capítulo 23). Não vemos nela apenas a energia da natureza que se debruça sobre o objeto das suas afeições prestes a cair nas garras do rei dos terrores. Não, mas reconhecemos nela a energia da fé que a habilitou a postar-se, como vencedora, junto da margem do caudal frio da morte, observando o vaso escolhido de Jeová até que passe em segurança para a outra margem.

Sim, prezado leitor, a fé pode voar ousadamente a essas regiões que estão muito afastadas deste mundo de morte e vasta desolação; e com o seu olhar de águia atravessar essas nuvens que se acumulam sobre a sepultura e ver como o Deus da ressurreição cumpre os Seus desígnios eternos numa esfera onde os dardos da morte não podem jamais chegar. Ela pode postar-se sobre a Rocha dos Séculos e esperar em atitude de triunfo enquanto as vagas da morte bramam e se desfazem a seus pés.

Deixai-me perguntar: que valor tinha o mandamento do rei para alguém que possuía este princípio celestial ?

Que importância tinha esse mandamento para uma mulher que podia permanecer calmamente ao lado da sua "arca de juncos" e encarar impavidamente a morteS O Espírito Santo responde: "não temeram o mandamento do rei" (Hb 11:26). O espírito que sabe um pouco o que é ter comunhão com Aquele que ressuscita os mortos nada receia e pode fazer coro triunfante com 1 Coríntios 15: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitoriai Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo". Pode pronunciar estas palavras de triunfo sobre Abel martirizado, sobre José no fundo da cova, sobre Moisés na arca de juncos, sobre "a semente real" exterminada por mão de Atália e sobre os inocentes de Belém, assassinados por ordem do cruel Herodes; e, acima de tudo, no túmulo do Capitão da nossa salvação.

Contudo, é possível que alguns não possam distinguir a obra da fé na arca de juncos. Alguns talvez não possam ultrapassar a compreensão da irmã de Moisés, a qual se "postou de longe, para saber o que lhe havia de acontecer". É que a "sua irmã" não estava à altura da mãe pelo que respeitava à fé. Sem dúvida, havia nela esse profundo interesse, essa verdadeira afeição, que vemos em "Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro" (Mt 27:61). Porém, naquela que fez a arca de juncos havia alguma coisa muito superior ao interesse ou afeto. E certo que a mãe do menino não se postou de longe para ver o que havia de acontecer ao seu filho; e, por isso, à semelhança do que acontece frequente­mente, a dignidade da fé poderia parecer, no seu caso, indiferença. Porém, não era indiferença, mas, sim, verdadeiro engrandecimen­to da fé. Se o afeto natural não a obrigava a ficar junto daquele ambiente de morte era apenas porque o poder da fé lhe havia confiado uma obra mais nobre na presença do Deus da ressurrei­ção. A fé dela havia aberto lugar para Deus naquele ambiente, e Ele manifesta-Se logo duma maneira gloriosa.


A Filha de Faraó

"E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam pela borda do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos e enviou a sua criada, e a tomou. E, abrindo-a, viu o menino, e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele e disse: Dos meninos dos hebreus é este" (versículo 5-6). Aqui, pois, começa a soar a resposta divina em doce murmúrio aos ouvidos da fé. Deus intervinha em tudo isto. O racionalismo, o cepticismo, a infideli­dade, e o ateísmo, podem rir-se desta ideia. E a fé também; mas são risos diferentes. Os primeiros riem com desprezo da ideia da inter­venção divina num banal passeio duma princesa real pela margem do rio. A segunda ri de cordial contentamento ao pensar que Deus está em tudo. E, de fato, se alguma vez Deus interveio em qualquer coisa foi neste passeio da filha do Faraó, embora ela o não soubesse.

Uma das mais ditosas ocupações da alma regenerada é seguir as pegadas divinas em circunstâncias e acontecimentos que a mente irrefletida atribui ao acaso ou à fatalidade. Por vezes a coisa mais banal pode ser um importantíssimo elo numa cadeia de aconteci­mentos de que Deus Se está servindo para levar avante os Seus grandiosos desígnios. Vejamos, por exemplo, Ester 6:1; que encontramos? Um monarca pagão que passa uma noite inquieta. Nada há de extraordinário nisso, podemos supor; e no entanto, esta circuns­tância constitui um elo numa grande cadeia de acontecimentos providenciais, ao fim da qual surge a maravilhosa libertação dos descendentes oprimidos de Israel.

Assim sucedeu com a filha do Faraó e o seu passeio pela margem do rio. Mas ela não pensava que estava ajudando os intentos do "Senhor Deus dos hebreus"! Mal ela sabia que o bebé que chorava na arca de juncos viria ainda a ser o instrumento do Senhor para abalar a terra do Egito até aos seus alicerces! E contudo era assim. O Senhor pode fazer com que a cólera do homem redunde em Seu louvor (SI 76:10) e restringir o restante dessa cólera. Como a verdade deste fato transparece claramente nas palavras que se seguem!

"Então, disse sua irmã à filha de Faraó: Irei eu a chamar uma ama das hebréias, que crie este menino para tií- E a filha de Faraó disse-lhe: Vai. E foi-se a moça e chamou a mãe do menino. Então, lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher tomou o menino e criou-o. E, sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adoptou; e chamou o seu nome Moisés e disse: Porque das águas o tenho tirado" versículos (7a 10).

A fé da mãe de Moisés encontra aqui a sua inteira recompensa; Satanás fica embaraçado e a sabedoria maravilhosa de Deus é revelada. Quem poderia supor que aquele que havia dito às parteiras das hebréias "se for filho, matai-o", acrescentando, "a todos os filhos que nascerem lançareis no rio", havia de ter na sua própria corte um desses próprios filhos? O diabo foi vencido com as suas próprias armas, porque Faraó, de quem queria servir-se para frustrar os propósitos de Deus, foi usado por Deus para alimentar e educar esse Moisés, que havia de ser o Seu instrumento para confundir o poder de Satanás. Providência notável! Maravilhosa sabedoria! Certa­mente, "até isto procede do Senhor" (Is 28:29). Possamos nós confiar n'Ele com mais simplicidade, e então a nossa carreira será mais brilhante e o nosso testemunho mais eficaz.


A Sua Educação

Meditando sobre a história de Moisés é necessário considerar este grande servo de Deus debaixo do ponto de vista duplo do seu caráter pessoal e o seu caráter figurativo.

No caráter pessoal de Moisés há muito, muitíssimo, que apren­der. Deus teve não só de o elevar como de o treinar, dum e doutro modo, durante o longo espaço de oitenta anos: primeiro na casa da filha do Faraó e depois "atrás do deserto". À nossa fraca mentalidade oitenta anos parecem muito tempo para a preparação dum ministro de Deus. Mas os pensamentos de Deus não são os nossos pensamen­tos. O Senhor sabia que eram necessários esses dois períodos de quarenta anos para preparar o Seu vaso eleito. Quando Deus educa alguém, fá-lo duma maneira digna de Si e do Seu Santo serviço. O seu trabalho não o confia a noviços. O servo de Cristo tem muitas lições que aprender, deve passar por vários exercícios e padecer muitos conflitos em segredo antes de estar realmente apto a agirem público. A natureza humana não gosta deste método — prefere evidenciar-se em público a aprender em particular. Gosta mais de ser contemplada e admirada pelos homens do que de ser disciplina­da pela mão de Deus. Porém isto não serve. Nós temos que seguir o caminho traçado pelo Senhor.

A natureza pode precipitar-se no campo das operações, mas Deus não a quer ali. É necessário que aquilo que é humano seja quebran­tado, consumido e posto de lado: o lugar que lhe compete é o da morte. Se a natureza teima em entrar em atividade, Deus, na Sua fidelidade infalível e na Sua perfeita sabedoria, ordena as coisas de tal maneira que o resultado dessa atividade se transforma em fracasso e confusão. Ele sabe o que há-de fazer com a nossa natureza, onde deve ser colocada e como guardá-la. Oh! que todos possamos estarem mais íntima comunhão com Deus no que diz respeito aos Seus pensamentos quanto ao "eu" e tudo que com ele se relaciona. Assim cairemos menos em erro, a nossa vida será mais fiel e moralmente elevada, o nosso espírito estará tranquilo e o nosso serviço será, então, mais eficiente.


Por Eneida Stawinski - November 29th, 2010, 20:19, Categoría: General
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